Avestruz Master
A Avestruz Master foi uma empresa do ramo de estrutiocultura fundada em 1998 e sediada em Goiânia, Goiás.[1][2]
Em tese, seu modelo de negócios envolvia a venda de avestruzes com a promessa de recompra dos animais ao final do contrato e pagamento de rentabilidade mensal que chegava a 10%.[3] Na realidade, a empresa utilizada o dinheiro de novos investidores para honrar com as obrigaçòes anteriores, constituindo um esquema de pirâmide.[4] Foi uma das maiores fraudes financeiras ocorridas no Brasil.[5]
Porém, em sete anos de atividade, nenhuma ave chegou a ser abatida. Na teoria, a organização teria comercializado mais de 600 mil animais. Mas na realidade, só chegou a possuir cerca de 38 mil.[2] Em seu auge, a empresa chegou a ter dezenas de fazendas, milhares de empregados e 40 mil investidores, sendo 30 mil deles somente no estado de Goiás.[2][3]
Para aumentar a base da pirâmide, foram gastos R$ 4 milhões em publicidade em 2004. Quando o esquema foi descoberto em 2005, a empresa faliu e um de seus sócios fugiu para o Paraguai. Em 2010, a Justiça Federal condenou os dois filhos e o genro do dono da Avestruz Master a penas de doze a treze anos de prisão, além de serem obrigados a indenizar os investidores em R$100 milhões.[6]
Ver também
[editar | editar código]Notas e referências
- ↑ «Há 20 anos, Avestruz Master arruinou economia de 40 mil pessoas». Gazeta do Povo. 3 de dezembro de 2025. Consultado em 6 de dezembro de 2025
- ↑ a b c «6 golpes financeiros que enganaram milhares de investidores». exame.abril.com.br/. Consultado em 21 de julho de 2013
- ↑ a b «Há 20 anos, Avestruz Master arruinou economia de 40 mil pessoas». Gazeta do Povo. 3 de dezembro de 2025. Consultado em 7 de dezembro de 2025
- ↑ «Pirâmides Financeiras: Investigando os 5 Esquemas Fraudulentos mais Conhecidos». Jusbrasil. Consultado em 7 de dezembro de 2025
- ↑ «Saiba como identificar indícios de pirâmide para não cair em golpes». g1.globo.com. Consultado em 21 de julho de 2013
- ↑ «Justiça condena ex-diretores da Avestruz Master a pagar indenização de R$ 100 mi». ultimainstancia.uol.com.br. Consultado em 21 de julho de 2013