Barguim Golo

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Barguim Golo (Barguin N'Golo) ou Beguim Golo (Beguin N'Golo), ou ainda Molo segundo outra tradição,[1] foi um nobre senufô de Nielé, na atual Costa do Marfim, que esteve ativo no final do século XIX.

Vida[editar | editar código-fonte]

Aparece em algum momento após 1893, quando foi nomeado comandante do partido do falecido Piequé de Nielé. Sob seu comando, seus partidários sitiaram seu rival Uairimé Tiebala em Nielé. O último, vendo-se impotente para subjugar os rebeldes, enviou seu filho a Tiebá para pedir ajuda. Foi Babemba (r. 1893–1898), sucessor de Tiebá, que recebeu o enviado de Uairimé. Uma expedição, sob o comando de Babemba foi a Nielé, mas ao chegar a Lumana, um cavalheiro anunciou que os franceses avançavam na direção de Sicasso (talvez a expedição do capital Morisson de 1897) para falar com ele, e ele voltou. Ele voltou logo depois de tomar uma estrada para Ponidiama (Falona) convidando os guerreiros de Cangura e Lumana a se juntarem a ele na missão de resgate.[2]

Ao chegar, Barguim e seus partidários fugiram para Felquessedugu. Babemba entrou em Nielé, removeu suas reservas de pó e entregou para Uairimé e perseguiu os fugitivos para Felquessedugu, onde aniquilou-os. Barguim, por vingança, chamou Samori Turé (r. 1878–1898) do Império de Uassulu para ajudá-lo, mas Babemba continuou sua expedição. Durante a expedição, Uairimé passou por "Sinaba" (Léraba Ocidental) e fundou a aldeia de Uairimabugu, na atual Burquina Fasso, a 25 quilômetros ao sul de Lumana, o que colocou entre ele e seus Barguim um rio e pântanos intransponíveis durante a maior parte do ano. Quando Babemba passou pela região em direção a Sicasso, Uairimé que temia a vingança de Barguim já que Samori prometeu ajuda, seguiu Babemba com todos os seus apoiantes (entre dezembro de 1897 e janeiro de 1898).[2]

Referências

  1. Colheaux 1924, p. 152.
  2. a b Colheaux 1924, p. 103.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Colheaux, Par A. (1924). «Contribution a L'Étude de L'Histoire de L'Ancien Royaum de Kénédougou (1825-1898)». Comitê de Estudos históricos e científicos da África Ocidental Francesa. Boletim do Comitê de Estudos históricos e científicos da África Ocidental Francesa. 1–4