Plinia glomerata

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Plinia glomerata ( Cabeludinha )
Plinia glomerata ( Cabeludinha )
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Myrtaceae
Género: Myrciaria
Espécie: M. glazioviana
Nome binomial
Myrciaria glazioviana
(Kiaersk.) G.M. Barroso ex Sobral

Popularmente conhecida como cabeludinha, é uma planta nativa do Rio de Janeiro, São Paulo e sul de Minas Gerais.

Sinônimos[editar | editar código-fonte]

Lista de sinônimos segundo o Reflora:[1]

  • Basiônimo Eugenia cabelludo var. glazioviana Kiaersk.
  • Homotípico Paramyrciaria glazioviana (Kiaersk.) Sobral

Morfologia e Distribuição[editar | editar código-fonte]

Arvoreta de 3-6 metros, da floresta submontana no Rio de Janeiro e cultivada de longa data nos pomares domésticos. Também existe registro em diversos outros estados do Brasil, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Mato Grosso e Minas Gerais [2]. Antigamente identificada erroneamente como Eugenia tomentosa Cambress. e Myrciaria glomerata O. Berg, que na verdade são outras plantas. Estreitamente relacionada a M. guaquiea (Kiarsrk.) Mattos & D. Legrand, M. glomerata O. Berg e M. strigipes O. Berg, essas quatro espécies ocupavam o antigo gênero Paramyrciaria Kausel. Folhas cartáceas, branco tomentosas na face inferior, de 4-11 por 1,2-3,5 cm, com margens curvadas para baixo. Flores reunidas em glomérulos axilares, formadas de maio a junho. Frutos globosos (2,5-3 cm), de casca amarelo-alaranjada tomentosa, com polpa escassa suculenta e adocicada, lembrando o sabor de pêssego para algumas pessoas. Maturação a partir de outubro.[3]

Os frutos são ricos em Vitamina C (cerca de dez vezes mais do que na laranja)[4] e possuem ação anti-inflamatória além de servirem de nutracêutico[5].

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. «Myrciaria in Flora do Brasil 2020 em construção». Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Consultado em 22 de agosto de 2020 
  2. SiBBr. «Species: Myrciaria glazioviana (Cabeludinha)». ala-bie.sibbr.gov.br (em inglês). Consultado em 6 de março de 2022 
  3. Lorenzi, Harri; De Lacerda, Marco Túlio Côrtes; Bacher, Luis Benedito (2015). Furtas no Brasil, nativas e exóticas (de consumo in natura). [S.l.]: Instituto Plantarum de Estudo da Flora Ltda. p. 437 
  4. «QB009 - FRUTOS DE Myrciaria glazioviana COMO FONTE DE VITAMINA C | Galoá Proceedings». proceedings.science. Consultado em 6 de março de 2022 
  5. Pereira, Mariana T. M.; Charret, Thiago S.; G-C Lopez, Begona; Carneiro, Mara J.; Sawaya, Alexandra C. H. F.; Pascoal, Vinicius D. B.; Pascoal, Aislan C. R. F. (1 de dezembro de 2020). «The in vivo anti-inflammatory potential of Myrciaria glazioviana fruits and its chemical profile using mass spectrometry». Food Bioscience (em inglês). 100777 páginas. ISSN 2212-4292. doi:10.1016/j.fbio.2020.100777. Consultado em 6 de março de 2022 
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