Clipping

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Disambig grey.svg Nota: Se procura outros termos para Clipping, veja Clipping (desambiguação).

Clipping é uma expressão idiomática da língua inglesa, uma "gíria", que define o processo de selecionar notícias em jornais, revistas, sites e outros meios de comunicação, geralmente impressos, para resultar num apanhado de recortes sobre assuntos de total interesse de quem os coleciona. Pode-se também desenvolver o trabalho de clipagem em redes sociais, blogs, webjornais, rádio e televisão. Para isso, há inúmeras ferramentas que colaboram para a agilidade do trabalho.

Variações[editar | editar código-fonte]

No Brasil o termo é muito difundido como forma de pesquisa contratada sobre determinadas notícias, surgindo a variante clipagem.

Uma variação moderna do termo clipping foi feita através da abreviação de eletronic clipping, surgindo, assim, o termo e-clipping.

Outros usos[editar | editar código-fonte]

A expressão Clipping às vezes também é utilizada no sentido se colagem artística. A obra Verre et bouteille de Suze (Copo e garrafa de Suze), de Picasso é um bom exemplo de colagem.

Origem[editar | editar código-fonte]

A origem da palavra clipping vem de uma antiga palavra para corte, do norte da Inglaterra.[1] O termo, na antiguidade, se referia a trabalhos exercidos por camponeses, como a tosquia de ovelhas, colheita, corte de árvores, e muito utilizada em poemas romancistas medievais.

No auge do surgimento da imprensa o termo clipping era utilizado como referência a notícias de jornais, as chamadas Clipping de Imprensa.

Atualmente o serviço de clipping é realizado por assessorias de imprensa para identificar as referências a determinado cliente ou tema de interesse. Na internet é possível encontrar sites que realizam clipping de acordo com palavras-chaves determinadas pelo usuário e enviam alertas por e-mail.[2]

Com o avanço da Internet e sua notável contribuição para o desenvolvimento dos sistemas de informação, o termo e-clipping vem ganhando força entre os internautas de todo o mundo. No Brasil o termo e-clipping foi o primeiramente utilizado em e-books criados, a partir de recortes de notícias e informações disponíveis na internet, por jornalistas na década de noventa. Na época havia a necessidade de se obter um termo que designasse a utilização excessiva dos comandos Ctrl+C e Ctrl+V, presentes no principal Sistema Operacional da época e seu respectivo browser, dando início à “ditadura do Ctrl C + Ctrl V”.[3]

Pioneirismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

A primeira agência de clipagem brasileira foi o Jornal Lux, apresentada singelamente como "serviço de recortes de jornais", fundada em 1928 por Mário Domingues e Vicente Lima, no Rio de Janeiro. Após doze anos, sede abrigava 180 funcionários e chegou a ocupar os três pavimentos do pequeno prédio na Rua Buenos Aires, 176, no centro. A agência contava com filial na cidade de São Paulo, no edifício Martinelli, onde trabalhavam 50 auxiliares. O serviço do Jornal Fux consistia, como é o serviço atual de clipagem, em recortar todos os jornais brasileiros e os agrupar em temas escolhidos pelos assinantes, desde pessoas jurídicas até físicas, como escritores, artistas, comerciantes, empresas comerciais ou industriais, e o serviço público, ou partidos políticos

Referências

  1. (em inglês)PASTORAL LOST: Nature’s fall from the metaphysical to the physical in English Romanticism
  2. (em português) Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceara: Clipagem Virtual.
  3. Edição em Jornalismo Eletrônico, por DIRCEU FERNANDES LOPES;JOSE COELHO SOBRINHO; JOSE LUIZ PROENÇA. Editora Edicon. 1ª edição – 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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