Crioulo bourbonnais

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Crioulo bourbonnais
Falado em: Maurício, Reunião (França), Seicheles
Total de falantes:
Família: Crioulo de base francesa
 Crioulo bourbonnais
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ---

O crioulo bourbonnais é um grupo de línguas crioulas baseadas no francês faladas no oeste do Oceano Índico. A estreita relação entre as línguas é uma consequência dos contextos históricos e culturais semelhantes das ilhas. O nome é derivado do antigo nome da ilha da Reunião, que foi chamado de ilha Bourbon antes de 1793. Outro nome é crioulo das Ilhas Mascarenhas, derivado do principal grupo de ilhas de onde se falam estas línguas.[1]

Crioulos pertencentes a este grupo[editar | editar código-fonte]

Há seis línguas neste grupo:

História e características[editar | editar código-fonte]

O proto-crioulo desta região foi formada pelo contato com os colonos brancos a partir da França como os malgaxes e escravos dos colonos malgaxes, africanos e indígenas.

A colonização francesa das ilhas do oceano Índico começou em Fort Dauphin, em 1642 ao sul de Madagascar e chegou à Reunião, povoada durante 1665; Este crioulo chegou então primeiro em Maurício, então essas duas bases essenciais alcançaram a ilha Rodrigues e Seicheles.

Devido à natureza insular destes territórios, estes crioulos são então diferenciados. Por outro lado, as mudanças na administração das ilhas (Maurício, Seicheles e Rodrigues ficou sob a coroa britânica em 1810) e as várias influências devido à origem semelhante, mas diferente migração populacional acentuaram estas diferenças. Tornando-se difícil para uma população entender a outra perfeitamente.

A relação tipológica e filogenética do crioulo bourbonnais (crioulo das Ilhas Mascarenhas) com os crioulos franceses do continente americano tem sido objeto de estudos que vão no sentido de unidade de fenômenos, mas que são contraditórios quanto a suas origens em comum.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Chaudenson, Robert (1974). Le Lexique du parler créole de la Réunion. Paris: Champion, tomes I-II.
  • Baker, Philip & Chris Corne (1982). Isle de France Creole: Affinities and origins. Ann Arbor:Karoma.
  • Faine, Jules (1939). Le créole dans l'univers: études comparatives des parlers français-créoles. Tome I: le mauricien. Port-au-Prince: Imprimerie de l'État.
  • Parkvall, Mikael (2000). Out of Africa: African influences in Atlantic Creoles. London: Battlebridge.[1]
  • Wittmann, Henri (1972). Les parlers créoles des Mascareignes: une orientation. Trois-Rivières: Travaux linguistiques de l'Université du Québec à Trois-Rivières 1.[2]
  • Wittmann, Henri (1995). "Grammaire comparée des variétés coloniales du français populaire de Paris du 17e siècle et origines du français québécois." Le français des Amériques, ed. Robert Fournier & Henri Wittmann, 281-334. Trois-Rivières: Presses universitaires de Trois-Rivières.[3]
  • Wittmann, Henri (2001). "Lexical diffusion and the glottogenetics of creole French." CreoList debate, parts I-VI, appendixes 1-9. The Linguist List, Eastern Michigan University & Wayne State University.[4]
  • Wittmann, Henri & Robert Fournier (1987). "Interprétation diachronique de la morphologie verbale du créole réunionnais." Revue québécoise de linguistique théorique et appliquée 6:2.137-50.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Les parlers créoles des Mascareignes» (em francês). Consultado em 3 de março de 2015