Discussão:A Barca do Sol

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


A Barca do Sol - 1973[editar código-fonte]

Mudei o conteúdo para a banda de rock progressivo A Barca do Sol, formada em 1973, pois não encontrei nenhuma referência sobre a banda de Campos dos Goytacazes, como estava descrito no conteúdo anterior. Rangel 05:04, 28 Julho 2006 (UTC) Neste artigo existem muitas informações erradas, sou fundador do grupo e tenho certeza disso(Marcelo Costa)

A verdadeira história d'A Barca do Sol por Nando Carneiro

Corroboro o que afirma Marcelo Costa. Como músico fundador da banda, há inúmeros equivocos neste artigo, em que pese a boa intenção de quem escreveu. Ele provavelmente se baseou na compilação lançada pela Warner na série Dois Momentos, produzida por Charles Gavin, onde o jornalista Marcelo Fróes escreve um texto bastante equivocado. Em primeiro lugar, A Barca do Sol nunca foi criada como banda de apoio do cantor Pery. Aliás, este Pery a quem o articulista se refere, é Piry Reis, cantor e compositor macaense (Macaé-RJ) e meu amigo particular.

A Barca do Sol começou como um trio com Nando Carneiro (violão e voz) e os irmãos Muri Costa (violão e voz) e Marcelo Costa (percussão). Esta formação durou praticamente o ano de 1973, até que o trio, já batizado como A Barca do Sol foi estudar no VII Festival e Curso Internacional de Música de Curitiba (hoje conhecido como Oficina de Música de Curitiba) que durou todo o mês de janeiro de 1974. Durante as aulas de música popular ministradas por Dori Caymmi e estimulados por ele, conhecemos Jaques Morelenbaum (cello), Marcelo Bernardes (flauta), Beto Rezende (percussão e violão) e Marcos Stul (baixo acústico) que foram convidados a participar do trabalho. Coincidentemente, éramos todos moradores da cidade do Rio de Janeiro, o que possibilitou que continuássemos nossos ensaios com essa formação em septeto. Ainda em Curitiba, Dori Caymmi lecionou nas primeiras duas semanas e nas duas semanas restantes do curso de MPB, Egberto Gismonti foi o professor. Aliás foi Gismonti, um amigo de minha família e já na ocasião parceiro de meu irmão (poeta e hoje imortal da ABL) Geraldo Carneiro, que nos ofereceu três bolsas que cobriram os custos do curso, estadia e alimentação em Curitiba pelo período que lá estudamos.

De volta ao Rio de Janeiro, continuamos nossos ensaios até sermos convidados a apresentar uma fita demo do nosso trabalho para a gravadora Continental. Gravamos a fita que apresentamos e foi aprovada pela gravadora. Nos ofereceram um contrato para a gravação de nosso primeiro LP, A Barca do Sol. Convidamos Gismonti para fazer a direção de estúdio e ele ainda participou da gravação em duas faixas. Ao final da gravação, um desentendimento provocou a saída do baixista Marcos Stul. E um pouco depois viríamos a sofrer nova baixa com a partida de Marcelo Bernardes que tinha ganho uma bolsa para estudar flauta no Conservatório de Paris. Estávamos com o LP pronto, datas marcadas para o lançamento oficial mas sem flautista e sem baixista. Jaques Morelenbaum trouxe o baixista Alain Pierre Magalhães e veio também o cantor e flautista Ritchie Court, para suprir as duas perdas. Se já ensaiávamos muito, passamos a ensaiar o dobro. Fizemos o lançamento em dezembro de 1974, com dois concertos lotados no Teatro da Galeria, no Rio de Janeiro. Tivemos que repetir na semana seguinte devido ao sucesso alcançado.

O segundo Lp, Durante o Verão, foi gravado em 1976. Antes disso houve a saída de Ritchie Court e a entrada do jovem flautista David Ganc. Nesta gravação A Barca do Sol ampliou seu instrumental, acrescentado a bateria, a guitarra distorcida e outros recursos tecnológicos à base instrumental acústica do LP anterior. Teve como diretor de estúdio o poeta e letrista Geraldo Carneiro.

Importante citar os poetas que escreveram as letras da banda: o já citado Geraldo Carneiro, nosso pai, Geraldão Carneiro (em Alaska), João Carlos Pádua (1950-2009), Cacaso (1944-1987), Afonso Costa (1954-2005) e Daniel Mendes Campos.

Gravamos em 1978 o primeiro LP de Olívia Byington que é digno de registro porque a Barca do Sol tocou e arranjou o LP inteiro. Fizemos também o lançamento deste trabalho, acompanhando a cantora em shows no Rio de Janeiro e São Paulo. Estes concertos já não contaram com a presença do celista Jaques Morelenbaum que saiu do grupo para se aperfeiçoar no New England Conservatory of Music de Boston, EUA.

Gravamos nosso terceiro LP Pirata em 1979, nos estúdios Vice-Versa de São Paulo, já com essa nova formação em sexteto. Já nessa fase passamos a nos apresentar na efervescente noite paulistana com bastante frequência, em casas como Lei Seca, Dama da Noite e Vitória Pub.

Trabalhos em destaque - Gravação do programa Fantástico-TV Globo, com a música Lady Jane, do primeiro LP, A Barca do Sol. Gravação da trilha sonora do filme Nem os Bruxos Escapam, trilha composta por Egberto Gismonti. Gravação do programa Fantástico-TV Globo, com a música Meus Vinte Anos, de Sílvio Caldas e Wilson Batista. Gravação do programa Fantástico-TV Globo, com a música A Barca do Sol. Gravação da trilha sonora da peça As Gralhas, de Braulio Pedroso, trilha composta por Nando Carneiro e gravada pela Barca do Sol e Milton Nascimento. Show para Trindade (1978)- Teatro do Tuca - SP - com Grupo Água. Gonzaguinha e Milton Nascimento.