Discussão:Concílio de Cartago

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Algumas informações da versão anterior são falsas, por exemplo, a alegação de que o cânon do Concílio de Cartago IV "é quase o mesmo estabelecido futuramente no Concílio de Trento, hoje aplicado pela Igreja Católica Apostólica Romana, havendo omissão de um dos livro de Esdras que havia na Septuaginta". Tal tese se baseia na opinião de alguns eruditos protestantes, que julgam que o livro de Esdras não tinha sofrido divisão até São Jerônimo. Corrigi essa informação, demonstrando que, nas epístolas de Atanásio, o livro já se encontrava dividido, portanto, não é demonstrável a suposição de que o concílio de Cartago estabeleceu a canonicidade de um "outro" Esdras, apócrifo.

Também a versão anterior divaga sobre discussões que tem pouco a ver com o verbete, como a discussão de quais livros seriam inspirados ― a qual caberia melhor em outro verbete, mais específico ―, e sendo tendenciosa para o lado protestante. Exemplos:

"O Concílio de Trento, em 1546 d.C., põem fim aos séculos de divergências entre as diferentes Bíblias católicas e por fim estabelece a adição dos sete livros para serem publicados em todas as Bíblias Católicas. Contudo o próprio Concílio de Trento, apesar de reconhecer seu valor, não declara um “credo” reconhecendo-os como divinamente inspirados. Aceitando portanto a Tradição, a Igreja Católica Apostólica Romana entendeu que mesmo não sendo inspirados, seriam para edificação da igreja pelas muitas lições que poderiam se extrair daqueles relatos.
"Por essas divergências, e por conta desse cânon ter sido de cunho regional e não universal, os protestantes não incluem em suas Bíblias os sete livros deuterocanônicos do Antigo Testamento presentes nas Bíblias Católicas. Também por terem sido definitivamente incluídos no Concílio de Trento, quando já havia separação da Igreja Católica por conta da reforma protestante de Lutero, e os seguidores de Lutero, já separados da Igreja Católica, não adicionaria os sete livros como estabelecido em Trento.