Discussão:Marioneta

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Nota: Marioneta

O termo Marioneta ou Marionete - que, de fato, costuma estar relacionado a bonecos animados por fios - é usado modernamente no Brasil, por influência francesa, como sinônimo de títere ou boneco. Pode designar bonecos animados por diferentes técnicas - e não só fios: assim pode-se falar em marionetes de luva (como sinônimo de fantoches), marionetes de vara, marionetes de sombra, etc. No próprio artigo, fala-se em marionetes sicilianas, quando estas (chamadas na Sicília de pupi - plural de pupo) são, na realidade, marionetes de varão ou títeres de varão, sendo manipuladas, basicamente, por uma vara de ferro pesada ligada por um gancho à cabeça do boneco. Estas marionetes também costumam contar com uma vara de ferro presa a uma das mãos (no caso de um guerreiro, a que leva a espada) e uma corda presa à outra (no caso de um guerreiro, a que leva o escudo). (L. A. Cherubini)
Em Portugal, a expressão boneco animado tem um sentido muito diferente do uso no Brasil, significando em particular cinema de animação. Por outro lado o termo bonifrate tornou-se completamente arcaico e o termo fantoche adquiriu, sobretudo na 2ª metade do século passado, laivos depreciativos.
Assim, no decurso dos anos 80 houve um movimento, liderado pelo Centro Português da Unima, no sentido de promover e consolidar o uso do termo Marioneta para designar qualquer forma de objecto animado com propósitos dramáticos, ao vivo, independentemente da técnica específica de construção ou manipulação ou ainda do posicionamento relativo do Actor-manipulador. Actualmente, de uma forma geral, não existe qualquer polémica em Portugal sobre a adopção do termo Marioneta.

Nota: Bunraku[editar código-fonte]

"O Bunraku, também conhecido por Ningyō jōruri, é uma tradicional forma de teatro de fantoches, fundado em Osaka, em 1684, utilizando-se de marionetas manipuladas por varinhas".

O Bunraku não é, a rigor, manipulado por varinhas. Considera-se que os bonecos do Bunraku sejam movimentados por "manipulação direta", sem fios nem varas. Um pequena vara presa à cabeça, mas movimentada de dentro do boneco, como nos bonecos de ventríloquo, serve para a movimentação da cabeça e como base para gatilhos que podem movimentar diferentes parte do rosto. Uma pequena vara presa aos braços, como continuação deles, à altura do cotovelo, serve, igualmente de apoio para a sua movimentação e para gatilhos que movimentem os dedos. As varinhas, porém, devem ser entendidas como "pegas", "manoplas", mais do que propriamente como estrutura de manipulação, do mesmo modo que os fios que ligam os gatilhos às partes movimentadas não devem ser entendidos senão como partes de um mecanismo de acionamento. Quando os bonecos têm, eles são movimentados diretamente pelas mãos. Quando não têm, a própria manipulação do quimono dos bonecos simulam a sua existência. (L. A. Cherubini)