Distribuição (logística)

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Em marketing e logística, a distribuição, praça,[1] engenharia da distribuição, marketing logístico ou distribuição logística (anteriormente gestão de materiais) [2] se refere tanto à distribuição física ou logística de um produto, quanto ao próprio canal de distribuição.[3] A distribuição física está ligada à movimentação do produto, enquanto o canal de distribuição é a intermediação do produto.[3] A distribuição compreende as operações de transporte e entrega com o objectivo de suprir os pontos de venda e outros canais, após o processo de produção.[4]

Ou seja, a logística de distribuição consiste basicamente na movimentação do produto para os pontos de vendas.

A gestão de logística refere-se à integração de actividades com a finalidade de planear, implementar e controlar o fluxo eficiente de matérias primas e estoques (de produtos em processo ou acabados), bem como distribuir as mercadorias a partir do ponto de origem até o ponto de consumo. Essas actividades podem incluir: atendimento a clientes, previsão de demanda, comunicações de distribuição, controle de inventário, movimentação de materiais, processamento de pedidos de peças e serviços de apoio, instalações e selecção do local do armazenamento, colecta, embalagem, devolução de mercadorias, manuseio e eliminação de sucata, tráfego, transporte e armazenamento.[5]

Distribuição física ou Logística[editar | editar código-fonte]

Ver também: Logística

No início do século XX, quando começaram a aparecer os primeiros trabalhos sobre o fluxo de bens, a logística era designada como "distribuição física". Em 1927, Ralph Borsodi publicou Distribution Age, livro no qual abordou o tema da logística - em especial, os fluxos físicos, sob a denominação "distribuição". Foster, em 1970, refere-se à logística como "distribuição física". Outras designações foram "engenharia da distribuição", "marketing logístico", "distribuição logística" e "gestão de materiais",[6] predominando, no entanto, "distribuição física".[2]

Mix de marketing, um conceito básico do marketing, refere-se à combinação de quatro itens: preço, produto, promoção e distribuição, componentes propostos por McCarthy.[7]

A distribuição engloba elementos necessários para que o produto chegue aos consumidores: canais de distribuição, cobertura, sortimentos, localização, estoque e transporte.[7]

Canais de distribuição ou canais de marketing[editar | editar código-fonte]

Um canal de distribuição ou canal de marketing é um conjunto de instituições e relacionamentos, através dos quais os produtos, direitos de uso, pagamentos e informações fluem do produtor para o consumidor.[1] Para selecionar um canal de distribuição, os planejadores de marketing levam em conta:[1]

  • Características do mercado
  • Natureza do produto ou serviço
  • Clima atual dos negócios
  • Estrutura da empresa

O sistema de distribuição faz parte dos itens de marketing: estabelecimentos apropriados, épocas apropriadas e preços acessíveis.[8]

Tipos de distribuição[editar | editar código-fonte]

A distribuição pode ser de vários tipos:[9] [10]

Distribuição exclusiva
usada quando a natureza do negócio precisa da lealdade do distribuidor e elevado grau de controle sobre sua atividade. Exemplo: concessionárias de veículos do tipo autorizada.
Distribuição intensiva
usada quando a importância é dada para à disponibilidade do produto em um grande número de pontos de venda. Exemplo: produtos básicos de alimentação, bebidas etc.
Distribuição seletiva
usada quando a natureza do negócio precisa de valorização. Exemplo: relógios que são vendidos apenas em joalherias de renome.

Sistema de marketing vertical[editar | editar código-fonte]

Ver também: Franquia

O sistema de marketing vertical (do inglês vertical marketing system) é um sistema de distribuição programado e gerenciado centralizadamente que abastece ou atende a um grupo de lojas ou outros negócios. Nesse sistema os revendedores varejistas ou franqueados pagam uma taxa para operar de acordo com as regras da empresa controladora ou franqueador.[11] [8]

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Referências

  1. a b c EDMUNDO BRANDAO DANTAS. Marketing Descomplicado. Senac; ISBN 978-85-98694-09-2. p. 125.
  2. a b João Carlos Correia Leitão, João José Matos Ferreira e Susana Garrido Azevedo. Dimensões Competitivas de Portugal: Contributos dos Territórios, Sectores, Empresas e Logística. Centro Atlantico; 2008. ISBN 978-989-615-057-0. p. 351–361.
  3. a b Maria de Fátima Nóbrega Barbosa. Introdução ao marketing para empresa de pequeno porte. Juan Carlos Martínez Coll; ISBN 978-84-689-8555-8. p. 23.
  4. Cícero Fernandes MarquesÉrico Oda. Atividades Técnicas Na Operação Logística. IESDE BRASIL SA; ISBN 978-85-387-1380-7. p. 18–19.
  5. Council of Supply Chain Management Professionals. CSCMP Supply Chain Management Definitions and Glossary
  6. Wagner Luiz Marques. Administrar É Talento E Qualidade. Wagner Luiz Marques; GGKEY:PKXJTR0C9FS. p. 43.
  7. a b João Severo Filho. Administração de Logística Integrada: Materiais, PCP e Marketing. Editora E-papers; ISBN 978-85-7650-071-1. p. 107.
  8. a b Mauro Tadeu Berni. Gerenciamento de Marketing. IBRASA; ISBN 978-85-348-0199-7. p. 263.
  9. Marcos Cobra. Manual do Consultor de Marketing. Cobra Editora; ISBN 978-85-85536-32-9. p. 170–171.
  10. Roger A. Kerin; Robert A. Peterson. Problemas de Marketing Estratégico. Bookman; ISBN 978-85-7780-412-2. p. 259–260.
  11. Margaret J. Snowling; Charles Hulme. Propaganda: Série A. 2013. ISBN 978-85-8055-219-5. p. 121.