Dodge Polara

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Dodge 1800 Polara
Dodge Polara Brazil.jpg Dodge Polara GLS
Visão Geral
Produção 1973 até 1981
Fabricante Chrysler
Modelo
Carroceria sedan
Ficha técnica
Motor 1.800 cc (gasolina)
Potência 78 cv (82 cv)
Transmissão 4 marchas
Layout versões Standard, SE, Luxo, Gran Luxo, GLS
Modelos relacionados Hillman Avenger, Talbot Avenger, Plymouth Cricket
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Dodge Polara 1976 equipado com motor a álcool
Dodge 1800 73 a 75

O Dodge Polara ou Dodginho foi um automóvel fabricado pela Chrysler entre 1973 e 1981. No período, foram fabricadas 92.665 unidades[1] [2] .

No ano de 1971 a Chrysler consolidou a sua linha de produção com o Dodge Dart e planejava entrar no mercado de carros pequenos-médios. A partir do modelo Hillman Avenger GT comercializado na Inglaterra[3] e Estados Unidos, o modelo foi adaptado às condições nacionais. Uma grande mudança foi no motor original de 1500 cc, modificado para funcionar dentro das características da gasolina nacional, com isto, sofreu uma modificação no curso dos pistões e o motor foi transformado em 1800 cc. O modelo foi rebatizado de Dodge 1800 e apresentado no VIII Salão do Automóvel, em novembro de 1972[1] . Mas as maiores modificações em relação ao Avenger inglês foram o desenho do interior (revestimentos de porta, painel, volante de direção, manopla de câmbio, bancos), das lanternas traseiras e da grade dianteira - específicas para o modelo brasileiro, além da oferta somente de carroceria com 2 portas (o Avenger inglês oferecia versões 2 e 4 portas) para atender à preferência do consumidor brasileiro nos anos 70[1] .

Devido a pressa com o projeto, no lançamento apresentou vários problemas de qualidade. Com o tempo, a mecânica foi melhorada e os defeitos corrigidos, novas versões foram lançadas, o motor ganhou novo carburador e houve aumento de potência para 82 cv[3] . Este pacote de melhorias foi apresentado ao público pela Chrysler do Brasil em 75 no lançamento da linha 76, quando então foi atribuído o nome Polara (então utilizado até o encerramento da produção).[4] Ainda no Salão do Automóvel de 1975 a Chrysler do Brasil apresentou um conceito de uma versão perua do Dodge 1800 4 portas, mas que não entrou em produção devido razões econômicas[4] . Em 1976 a Chrysler do Brasil e o CTA (Centro Tecnico Espacial) apresentaram o primeiro protótipo de motor movido a álcool, montado em um Dodge Polara[4] . Em 1977 foi eleito Carro do Ano pela Revista Autoesporte. Em 1978 o Dodge 1800 Polara ganhou nova frente com dois grandes blocos ópticos quadrados, novas lanternas traseiras e o brasão de Leão presente na grade frontal. Em 1979 o Dodge 1800 Polara passou a ofertar transmissão automática opcional ao câmbio manual de 4 marchas[4] . Nesse mesmo ano a Volkswagen adquiriu o controle da Chrysler no Brasil. Em 1980 a Chrysler do Brasil então lançou a última versão do Dodge 1800 Polara entitulada GLS[4] . A versão GLS (que é a ilustrada na foto deste artigo) era uma variante esportiva equipada com diversos avanços tecnológicos para a época como carburador miniprogressivo de corpo duplo, sistema de ventilação com aquecedor, radio toca-fitas, antena elétrica e pneus radiais entre outros mimos. A partir de 1981 a Volkswagen encerrou a produção dos Dodge Polara, Dart, Charger, deixando em produção somente os caminhões de projeto Dodge, Dessa forma a fabricação de automóveis da linha Dodge no Brasil foi encerrada em 1981 e a fabricação dos caminhões Dodge no Brasil foi encerrada entre 1983 e 1984, com o início da produção dos caminhões Volkswagen[3] .

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Na Argentina foi produzido até 1990, batizado de Dodge 1500 e Dodge 1800, fabricado pela empresa Chrysler-Fevre Argentina S.A. e em duas versões, com motores de 1500 cc e 1800 cc, sempre com quatro portas. No ano de 1982, a Chrysler vendeu sua subsidiária argentina para a Volkswagen; o automóvel continuou chamando-se "Dodge", durante o resto de 1982, porém com a identificação "Fabricado pela Volkswagen". No ano seguinte surgiu o "VW 1500", que não sofreu grandes mudanças, exceto nas lanternas dianteiras e traseiras, grade e pára-choques. Continuou a ser fabricado quase sem mudanças, até o ano de 1990; ano em que saiu de linha e foi substituído pelo Volkswagen Gacel (versão argentina do Voyage).

No final dos anos 80, a empresa reestilizou o modelo, incluindo mudanças nos pára-choques, faróis, grade e lanternas traseiras, mudou o painel de instrumentos e o volante. Nesta etapa, juntou-se à linha o VW 1800 Rural, uma Station Wagon equipada com motor 1800 cc. Em 1988, recebeu caixa de câmbio de 5 marchas. Em alguns modelos havia ar-condicionado, como opcional.

Referências

  1. a b c Erick von Seehausen. «A História do Dodginho (Polara)». [1]. Consultado em 2 de janeiro de 2015.  Ligação externa em |publicado= (Ajuda)
  2. Geisa Davo (3 de maio de 2013). «Primeiro 1.8 do Brasil, Dodginho comemora 40 anos de história». ABCD Maior. Consultado em 2 de janeiro de 2015.  Ligação externa em |publicado= (Ajuda)
  3. a b c «Clássico Grandes Brasileiros: Dodge 1800 Polara». Quatro Rodas. maio de 2004. Consultado em 2 de janeiro de 2015.  Ligação externa em |publicado= (Ajuda)
  4. a b c d e Martins Filho, Marcos Faria. Dodge 1800 / Polara O Pequeno Guerreiro Otto [S.l.] 

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