Eliminativismo

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O eliminativismo é um tipo de teoria filosófica que combina o princípio da inexistência de entidades e propriedades que supostamente são referidas por determinado vocabulário, com o princípio de que este vocabulário ou discurso deve ser eliminado.

Há muitos exemplos de teorias eliminativistas na história da filosofia. Vários pensadores negaram a existência do tempo, da matéria, dos espírito, e por aí fora. E sustentaram que uma teoria adequada não pode fazer uso destes conceitos. Contudo, o termo entrou em circulação recentemente, e é usado principalmente na filosofia da mente, onde designa a concepção de que os conceitos mentais não têm lugar numa teoria adequada, e que a nossa perspectiva de senso comum sobre a mente está fundamentalmente errada por fazer uso destes conceitos.

Esta tese tem sido associada frequentemente à tese materialista, a qual defende que para explicarmos a mente só o podemos fazer nos termos das neurociências, ciências cognitivas e outras ciências empíricas. Actualmente estas duas teses estão a ser combinadas numa única tese denominada materialismo eliminativista. Não se deve confundir o eliminativismo com o reducionismo.[1]

Referências

  1. Dicionário de filosofia coordenado por Thomas Mautner. Edições 70, 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

William Ramsey. Eliminative Materialism. Stanford Encyclopedia of Philosophy