Engenharia acústica

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O texto abaixo foi retirado em grande parte do site do curso de Engenharia Acústica da Universidade Federal de Santa Maria, o único curso de bacharelado existente até o momento. Outros programas de pós-graduação também podem ser encontrados em universidades como UFSC, UFRJ, UFBA, UFMG, Unicamp, USP etc.

A Engenharia Acústica[1] representa o ramo das engenharias que lida com questões relacionadas ao som e à vibração. Portanto, o papel do engenheiro acústico concentra-se na investigação e no entendimento dos mecanismos de produção, transmissão e recepção do som, assim como no desenvolvimento de estratégias para o seu controle e manipulação. Dentro deste contexto, a Engenharia Acústica pode ser aplicada tanto na alteração e mitigação de sons indesejáveis, o que se convêm chamar de controle de ruído, quanto no projeto de fontes sonoras com finalidades específicas.

O controle de ruído tem se tornado um importante segmento da Engenharia Acústica devido às evidências, cada vez mais concretas, dos efeitos negativos do ruído à saúde e ao bem estar do ser humano. Neste sentido, o trabalho do engenheiro acústico volta-se para a implementação dos princípios físicos da mecânica no desenvolvimento métodos  de projeto para o controle e isolamento sonoro em inúmeros ambientes aos quais os seres humanos estão expostos. Tais ambientes incluem automóveis, aeronaves, plantas industriais, ambientes de trabalho e, sobretudo, ambientes domésticos. O controle de ruído se encarrega ainda em realizar o mapeamento e a análise de regiões e sistemas acometidos por altos níveis de pressão sonora.  

Como já mencionado, a redução do ruído não é o único atributo do engenheiro acústico. Outro segmento importante da Engenharia Acústica - chamada de Acústica Arquitetônica - é compreender e manipular o comportamento do som dentro de um determinado ambiente. Neste caso, não se deseja eliminar o som em um determinado local, mas condicioná-lo de maneira que este se torne adequado a uma demanda específica. Por exemplo, o projeto acústico de uma sala de aula prevê atributos totalmente diferentes daqueles empregados ao projeto de uma sala de concertos. No primeiro caso, a demanda principal é a inteligibilidade da voz do professor. De maneira muito distinta, inteligibilidade não é o quesito principal de uma sala de concertos. Por causa da riqueza do som que se espera escutar em um concerto, o controle de parâmetros como a claridade, intimidade, ruído de fundo, altura do som, reverberância e direcionalidade tornam-se fundamentais e precisam ser adequadamente projetados pelo engenheiro acústico.

Tanto o som que escutamos, quanto o som que está além dos nossos limites auditivos, podem transportar muitas informações importantes a respeito de fenômenos físicos que nos rodeiam, como terremotos, erupções vulcânicas, e assim por diante. Além disso, sinais sonoros podem nos dar pistas importantes sobre a qualidade de um processo de fabricação, sobre a integridade estrutural de um componente ou sobre o funcionamento adequado de um determinado sistema. Assim, o engenheiro acústico também se ocupa em usar os conceitos da acústica, em processamento digital de sinais, sistemas de sonorização, acústica musical, psicoacústica, eletroacústica, acústica submarina, aeroacústica, psicoacústica e acústica subjetiva.

Os exemplos acima são apenas uma pequena fração das atribuições de um engenheiro acústico. O número de atribuições tem crescido consideravelmente ao longo dos anos à medida em que evolui a tecnologia. Em paralelo, cresce a importância e a demanda por engenheiros acústicos em nossa sociedade, visto que cada vez mais estamos expostos a ruídos e vibrações.

**RESOLUÇÃO Nº 1.078, DE 24 DE AGOSTO DE 2016.

Discrimina as atividades e competências profissionais do engenheiro acústico e insere o respectivo título na Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercício profissional.[2]

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  1. «Engenharia Acústica - UFSM». www.eac.ufsm.br. Consultado em 7 de novembro de 2017 
  2. «Confea - Legislação». normativos.confea.org.br. Consultado em 7 de novembro de 2017