Estufa

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Kew Gardens Temperate House: esta estufa é maior estrutura em ferro e vidro sobrevivente da era vitoriana.
Jardim botânico em Braunschweig, Alemanha.

Estufas são lugares com o objetivo acumular e conter o calor no seu interior, mantendo assim uma temperatura maior no seu interior que ao seu redor. Normalmente composta de uma caixa e uma fonte de calor.

Numa estufa onde a fonte de calor é o sol, normalmente utilizada para cultivar (plantas, árvores etc.), o aquecimento dá-se essencialmente porque a convecção é suprimida. Nesse tipo de estufa, normalmente feita de materiais semitransparentes, não há troca de ar entre o interior e o exterior, sendo assim a energia que entra pela radiação solar aquece o ambiente interno e não é perdida com as correntes acedentes, que dissipariam o calor.

Numa estufa elétrica a fonte do calor se da pela transformação da energia elétrica em energia térmica, que se acumula dentro de um ambiente fechado. Uma variedade da muito utilizada em laboratórios é a mufla que alcança altas temperaturas.

Vinho da Madeira, as estufas significam tanques, em geral construídos em aço inoxidável, paredes duplas preenchidas com lã de vidro, que as tornam isotérmicas, e paredes dotadas de camisas de transmissão de calor por onde circula água quente a 70º, fazendo assim aquecer o vinho até 50 °C onde permanece durante 90 dias. Nos primórdios eram apenas divisões onde se queimava lenha e o ar quente gerado aquecia o vinho que se encontrava em toneis desenfundados. O vinho em contacto com o ar oxidava violentamente absorvendo também os maus odores do ambiente, provocando a perda de qualidade referida.

É um jardim botânico em Curitiba
Jardim Botânico em Fanchette Rischbieter, em Curitiba

Estufa é também a definição quando dada ingestão (pelas vias respiratórias) de cigarros de cannabis dentro de um veículo automóvel que contenha todos as suas janelas completamente fechadas.

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Física de la atmósfera, J. Houghton, Cambridge University Press, 2002, ISBN 0-521-80456-6,
  • Karla Krieger: gewächshäuser. Franckh-Kosmos, 2007, ISBN 978-3-440-11027-0
  • Jörn Piund Bauformen, blv, München 2005, ISBN 3-405-16835-X
  • Christian von Zabeltlen, 2., neubearb. und erw. Aufl., Ulmer-Verlag, Stuttgart 1986, ISBN 978-3-8001-5130-1
  • Georg Kohlmaier, Barna von Sartory: Das Glashaus: ein Bautypus des 19. Jahrhunderts. 2. Aufl., Prestel, München 1988, ISBN 3-7913-rgärten des 19. Jahrhunderts, Ernst & Sohn, Berlin 1988, ISBN 3-433-02280-1
  • Ruth-Maria Ullrich: Glas-Eisenarchitektur. Pflanzenhäuser des 19. Jahrhunderts, Wernersche Verlagsgesellschaft, Worms 1989, ISBN 3-88462-037-1
  • Cunningham, Anne S. (2000) Crystal palaces : garden conservatories of the United States Princeton Architectural Press, New York, ISBN 1-56898-242-9 ;
  • Lemmon, Kenneth (1963) The covered garden Dufour, Philadelphia;
  • Muijzenberg, Erwin W B van den (1980) A history of greenhouses Institute for Agricultural Engineering, Wageningen, Netherlands;
  • Vleeschouwer, Olivier de (2001) Greenhouses and conservatories Flammarion, Paris, ISBN 2-08-010585-X ;
  • Woods, May (1988)Glass houses: history of greenhouses, orangeries and conservatories Aurum Press, London, ISBN 0-906053-85-4 ;

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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