Eurodólar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde setembro de 2017)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.

Eurodólares são depósitos em dólares efetuados em bancos localizados fora do território dos Estados Unidos, em geral na Europa (onde a prática teve início, daí a origem do termo). Não é uma expressão tecnicamente apropriada, pois dólares depositados em bancos na Ásia, Oriente Médio ou no Caribe também recebem a mesma denominação.

História[editar | editar código-fonte]

Nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, houve uma gradativa acumulação de dólares fora dos Estados Unidos, como resultado, principalmente, do Plano Marshall e das importações dos Estados Unidos, vez que continuou sendo o principal mercado consumidor do mundo no pós-guerra.

Consequentemente, o dólar tornou-se a principal moeda de reserva de vários países e, por isso, foi custodiado em bancos oficiais e comerciais não-estado-unidenses. Esses dólares eram depositados em bancos nos Estados Unidos. Os bancos estrangeiros tinham o direito a esses dólares resguardado por certificados emitidos pelos bancos estado-unidenses.

No fim da década de 1950, a União Soviética enfrentava um impasse com seus ativos em dólar. Como constituíam haveres contra bancos estado-unidenses, havia o temor de que, em virtude da guerra fria, as autoridades norte-americanas, subitamente, congelassem esses direitos.

Um banco inglês ofereceu aos soviéticos a possibilidade de efetuar seus depósitos em Londres, não na moeda local (a libra esterlina), mas em dólares americanos. O banco inglês, por sua vez, depositava os ativos soviéticos em bancos estado-unidenses e tornava-se, dessa forma, o proprietário dos dólares junto àquele banco. Não havia, assim, o risco de esses dólares serem retidos, pois pertenciam ao banco inglês e não aos soviéticos. Esse mecanismo é considerado como o ponto de partida do mercado do eurodólar.

Com a progressiva redução dos controles cambiais, o mercado de eurodólar expandiu-se. Os sucessivos déficits da balança de pagamentos dos Estados Unidos impulsionaram o desenvolvimento desse mercado, ao inundarem de dólares o mercado mundial. A evolução dos sistemas informatizados e das telecomunicações funcionaram como catalisadores do processo.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Na realidade, embora escrituralmente os ativos estejam localizados no eurobanco, todo o montante em eurodólares está depositado em bancos estado-unidenses e jamais deixa o país. Quando há uma transferência de uma conta em eurodólares para outra conta do mesmo eurobanco, os valores permanecem intocados na conta (em um banco norte-americano) do eurobanco em questão. Se há uma transferência entre eurobancos, na prática o que ocorre é a migração do depósito da conta do eurobanco A para a conta do eurobanco B (ambas no sistema bancário dos EUA).

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  • RATTI, B. Comércio Internacional e Câmbio. 9ª Edição. São Paulo, Edições Aduaneiras, 1997
  • SANDRONI, P. Novíssimo Dicionário de Economia. 5ª Edição. São Paulo, Editora Best Seller, 2000.

Ver também[editar | editar código-fonte]