Fornos (Marco de Canaveses)

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Portugal Fornos 
  Freguesia portuguesa extinta  
Símbolos
Brasão de armas de Fornos
Brasão de armas
Localização
Fornos está localizado em: Portugal Continental
Fornos
Localização de Fornos em Portugal Continental
Mapa de Fornos
Coordenadas 41° 11' 31" N 8° 09' 35" O
município primitivo Marco de Canaveses
município (s) atual (is) Marco de Canaveses
Freguesia (s) atual (is) Marco
História
Extinção 28 de janeiro de 2013
Características geográficas
Área total 3,40 km²
População total (2011) 3 614 hab.
Densidade 1 062,9 hab./km²
Outras informações
Orago Santa Marinha

Fornos foi uma freguesia portuguesa do concelho de Marco de Canaveses, com 3,40 km² de área[1] e 3 614 habitantes (2011).[2] Densidade: 1 062,9 hab/km². Estava englobada dentro do perímetro da cidade do Marco de Canaveses.

Foi extinta pela reorganização administrativa de 2013,[3] sendo o seu território integrado na freguesia do Marco.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Fornos [4]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
673 987 1 032 1 197 1 177 1 333 1 400 1 716 1 773 1 665 1 913 2 578 2 843 3 303 3 614
Distribuição da População por Grupos Etários
Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos
2001 607 534 1 755 407 18,4% 16,2% 53,1% 12,3%
2011 632 412 2 112 458 17,5% 11,4% 58,4% 12,7%

No censo de 1878 tinha anexada a freguesia de São Nicolau.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Fornos está relacionada com uma "villa" que aparece documentada já em 1066 e teria propriedades demarcadas (com marcos de delimitação, donde advirá o nome de Marco) entre as paróquias de Tuias e São Nicolau. No século XVI é chamada de Santa Marinha de Fornos e andava anexa a São Nicolau de Canaveses. Pertenceu sucessivamente ao couto de Tuias e aos concelhos de Soalhães e Marco de Canaveses.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Serviços administrativos e económicos e no âmbito comercial quase 56% dos empregados pertencem ao sector terciário. O secundário responsabiliza-se por cerca de 38% do emprego gerado e o sector primário quase desapareceu, embora em 1991 ainda representasse 3% dos activos.

Estando integrada no perímetro da cidade sede do concelho, não é de estranhar que tenha repartições públicas e serviços especializados de apoio, instalados área. Mas para além destes, funcionam também oficinas e outros ofícios apoio às actividades económicas, pelo que não é necessário fazer grandes deslocações para os obter. Essa realidade que naturalmente traz conforto a quem vive em Fornos, é extensiva ao comércio no qual é possível encontrar de tudo, com diversidade e qualidade.

Fornos usufrui de rede de distribuição de água ao domicílio com cobertura a 100% e ainda de uma rede praticamente completa de saneamento básico. Funciona também a recolha regular e selectiva de lixos.

A antiga freguesia é bem servida de vias de comunicação e a situação de relativo afastamento que tinha no passado, foi alterada para melhor nos últimos anos com a proximidade da A4. Tem bons acessos viários e regulares carreiras de transporte. Os acessos por caminho de ferro são igualmente acessíveis e próximos.

Na área do ensino, funcionam dois bons estabelecimentos para o ensino pré-escolar, duas escolas para o ciclo do ensino básico, uma escola E.B. 2-3 e uma escola secundária.

A saúde tem ao serviço da população um Hospital pertencente à Santa Casa da Misericórdia e um Centro de Saúde com várias especialidades e a população pode também recorrer aos serviços médicos particulares. O apoio e a solidariedade social é prestada por um lar da terceira idade.

Os equipamentos disponíveis para a prática desportiva são vários, tendo quatro piscinas (duas para crianças e duas para adultos), um pavilhão gimnodesportivo, um parque de jogos, dois campos de ténis e um campo de tiro. No capítulo da cultura e lazer funciona uma biblioteca pública, uma unidade museológica, várias salas de espectáculos, exposições e conferências, um grupo musical e há imprensa e rádio locais a funcionar. No que diz respeito ao movimento associativo, as referências mais importantes vão para a Associação Desportiva do Marco 2009, para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntário de Marco de Canaveses e para o Motor Clube do Marco.

Como motivação fundamental para uma visita a Fornos, é obrigatório mencionar não só a bela paisagem que se desfruta sobre o concelho do Marco de Canaveses, com o Marão por cenário de fundo, como também a praia fluvial no rio Ovelha, no lugar da Pontinha. Vem depois o agradável ambiente urbano e moderno que tem na sua nova Igreja Matriz, da autoria de Siza Vieira, uma das obras mais visitadas por nacionais e estrangeiros.

Não obstante esta modernidade procurada, ainda se não perderam por completo os vestígios do meio rural de que Fornos foi uma freguesia herdeira. O próprio nome de Fornos lembra o amassar e cozer tradicional do pão em fornos dos que já D. Mafalda deixou em testamento, alguns deles, à Albergaria de Canaveses.

Mas é principalmente ao nível do património edificado que esse passado ainda se torna presente. O Solar dos Mourões em pleno centro da cidade, também conhecido por Casa da Cancela Velha, foi construído no final do século XVIII e tem uma bela pedra de armas, a Casa do Casal, igualmente brasonada e a Casa de Santo António, antigo solar dos Sanhudos, onde havia uma capela e ainda existe um importante espólio heráldico.

Finalmente a capela que existe no Lar da Terceira Idade em Murteirados, é também brasonada, mas veio para aqui trazida de Penhalonga.

Com este património, a paisagem do Marão, as águas da barragem em seu redor, Fornos e Marco de Canaveses merecem que aqui se detenham os amantes do lazer e do repouso. E tem um futuro assegurado no sector terciário, sempre que souber investir nesta área e ao mesmo tempo respeitar o meio ambiente natural em que se insere e que há-de ser o seu maior e principal capital.

Património[editar | editar código-fonte]


Referências

  1. IGP (2012). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2012.1» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2012.1. Instituto Geográfico Português. Consultado em 30 de julho de 2013. Cópia arquivada em 9 de novembro de 2013 
  2. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_NORTE". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013. Cópia arquivada em 8 de outubro de 2014 
  3. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  4. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes