Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte

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A Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte (FZB-BH), criada em 1991, é um órgão da administração indireta da Prefeitura de Belo Horizonte e é responsável pela terceira maior área verde aberta ao público da capital, ocupando cerca de 1 milhão e 750 mil metros quadrados. Quase a terça parte dessa área, 600 mil metros quadrados, é coberta por vegetação de Cerrado preservado, e 300 mil metros quadrados correspondem ao Parque Ecológico da Pampulha.

A FZB-BH tem como missão “contribuir para a conservação da natureza realizando ações de educação, pesquisa e lazer, que sensibilizem as pessoas para o respeito à vida”. Para isso, mantém projetos educativos, científicos e culturais, contribuindo para a preservação da fauna e da flora, e para a formação do cidadão. Sua área de visitação constitui espaço ideal para lazer e conhecimento.

Suas atividades baseiam-se no entendimento de que a educação se dá por meio de processo contínuo. Sem a pretensão de tornar nosso visitante um “expert” em plantas ou animais, promove ações que visam a formar um cidadão com percepção ambiental: consciente de que está inserido no meio ambiente e, por isso, deve aprender a protegê-lo e respeitá-lo. As informações e experiências vividas neste espaço têm como objetivo desencadear um processo de satisfação que ao mesmo tempo estimule a curiosidade para que se queira entender mais e melhor o mundo em que vivemos.

É responsável pela administração de importantes equipamentos de conservação ambiental e lazer de BH:

A Fundação Zoo-Botânica tem quatro pilares de ação: educação, lazer, pesquisa e conservação.

  • Educação: as atividades da Fundação Zoo-Botânica têm como eixo central a educação ambiental que visa sensibilizar o público para uma convivência harmônica entre “gente + bicho + planta”. A educação ambiental tem como uma de suas funções primordiais a educação para a conservação, que atrai, cativa e habilita as pessoas a atuarem de forma positiva para a conservação da biodiversidade. Envolve atividades lúdico-interativas baseadas na relação entre o saber científico e o popular;
  • Lazer: A FZB tem como premissa oferecer opções de lazer em meio à natureza, infraestrutura necessária para o conforto do visitante, e profissionais preparados para o recebimento do público, sem gerar impacto negativo à biodiversidade abrigada em seus espaços;
  • Pesquisa: A FZB se compromete a participar, promover e difundir a pesquisa com uma visão que apoie a conservação das espécies e dos ecossistemas;
  • Conservação: A FZB tem como foco a proteção das áreas verdes existentes em seus espaços para permitir a preservação de espécies animais de vida livre e de remanescentes vegetais na área urbana, além de proteger e manter com alto padrão de bem-estar animal as espécies mantidas em cativeiro, e um banco genético de espécies da flora brasileira.

São diretrizes da FZB:

1. Trabalhar de acordo com as legislações internacionais e nacionais correspondentes;

2. Cumprir os objetivos básicos de conservação propostos pelos protocolos e convenções, promovendo o interesse pela conservação entre outras organizações conservacionistas e o público em geral, incluindo:

  • Promover a cooperação com outras organizações com relação à conservação, manejo e reprodução;
  • Promover educação ambiental, conservação de vida silvestre e pesquisa ambiental.

3. Incentivar a conservação e a sobrevivência das espécies.

4. Promover a publicação e a difusão de informações profissionais e compartilhá-las com todos os públicos

5. Promover programas adequados e coerentes para a educação de diferentes tipos de público com os quais

6. Promover o fortalecimento institucional, por meio da busca de autonomia financeira e administrativa, necessária ao cumprimento de sua missão institucional, da formação de equipes de trabalho capacitadas, do apoio à elaboração de políticas públicas, da definição de normas e políticas institucionais e do compartilhamento do trabalho técnico em rede.

7. Desenvolver projetos de:

  • Educação: trabalhar de acordo com o proposto pela Política Nacional de Educação Ambiental, Lei 9.795 de 1999.
  • Pesquisa: desenvolver, com a equipe própria ou por convênios com instituições de pesquisa e ensino, pesquisas científicas que envolvam conservação da biodiversidade, sistematizar e disseminar informações e novas tecnologias que contribuam com a preservação da biodiversidade.
  • Gestão de visitantes: o visitante deve ser tratado com zelo para que ele se sensibilize e se encante com a biodiversidade, reconhecendo a Fundação Zoo-Botânica como uma Instituição de conservação e de produção de conhecimento. Deve proporcionar boas condições de visitação, com infraestrutura adequada.

Cada equipamento tem suas diretrizes de gestão, elaboradas de acordo com suas especificidades, conforme cada espaço.

25 anos de história[editar | editar código-fonte]

A história da FZB-BH traz consigo também a história da criação da cidade de BH. Na “Planta Geral da Cidade de Minas”, de abril de 1895, já havia a definição de espaço onde seria instalado o Zoológico de Belo Horizonte. Contudo, ao longo das primeiras décadas da cidade pequenos animais e aves eram levados para o Parque Municipal.

Na década de 30, parte da área destinada à construção do Zoo da capital foi cedida para instalação do Minas Tênis Clube no atual bairro de Lourdes. Já na década de 50, o prefeito Celso Mello de Azevedo, que criou o Museu de Arte da Pampulha nas instalações do antigo Cassino, também decidiu criar o Zoológicode Belo Horizonte no local onde existia o Golf Club de Belo Horizonte.

Foi somente no início da década de 90 que a Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte foi criada e passou a responder pelo Jardim Zoológico, pelo Jardim Botânico, pelas ilhas da Lagoa da Pampulha e pelos hortos municipais.

Neste novo século a Fundação abriu as portas do Parque Ecológico da Pampulha (2004) e inaugurou o Aquário da Bacia do Rio São Francisco (2010).

Com acervo ímpar e pluralidade marcante de espaços, a Fundação Zoo-Botânica cresceu nestes 25 anos, ampliando seu espaço e consolidando-se como administradora de lugares privilegiados de aprendizagem, produção de conhecimento e promoção de lazer e saúde. 

Localizada na Pampulha, região com vocação natural para o turismo e lazer, além de candidata a Patrimônio Cultural da Humanidade, a FZB-BH se integra ao mais famoso cartão postal de Belo Horizonte e patrimônio cultural do Brasil.

Serviço

A sede da Fundação Zoo-Botânica de Belo Horizonte FZB-BH (Jardim Zoológico, Jardim Botânico e Aquário) possui as entradas da portaria Pampulha na Av. Otacílio Negrão de Lima, 8000 e da portaria Serrano na Av. Antônio Francisco Lisboa, 2.600. Na segunda sexta-feira do mês a portaria Bandeirantes - Av. Antônio Francisco Lisboa, 450 - abre para visitação ao Aquário de 18h às 21h. A FZB-BH está aberta para visitação pública de terça-feira a domingo, das 8h30 às 16h, com permanência até às 17h, exceto aquário que a permanência é até às 16h30. Valores de visita e acesso, e beneficiários de gratuidade no portal da PBH.  

O Parque Ecológico da Pampulha possui as entradas da Portaria I (Marco Zero) na Av.Otacílio Negrão de Lima, 6.061 – Pampulha e Portaria II (Toca da Raposa) na Av.Otacílio Negrão de Lima, 7.111 – Pampulha. Está aberto para visitação pública de terça-feira a domingo, das 8h30 às 17h30, nos meses de maio a julho; às 19h nos meses de outubro a fevereiro e às 18h nos meses de março, abril, agosto e setembro.   

Referências

FACULDADES INTEGRADAS NEWTON PAIVA. Cidade e Jardins: Belo Horizonte, 100 anos e o meio ambiente. Belo Horizonte, 1996.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

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