Georges Liengme

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O dr. Georges Liengme na corte de Ngungunhane, em Manjacaze (c. 1893).

Georges Liengme (18591936) foi um médico missionário suíço, ligado às missões evangélicas da Suíça francófona, a Missão Suíça (ou Mission des Églises Libres de la Suisse Romande), que viveu no Império de Gaza, no território do actual Moçambique, tendo permanecido por 4 anos na corte de Ngungunyane, os quais coincidiram com a fase crítica dos relacionamento daquele potentado com a administração colonial portuguesa naquela região de África[1]

Desde o início da sua presença em África, a Missão Suíça actuou no sector de saúde, tendo o Dr. Georges Liengme sido o primeiro médico enviado para África. O dr. Liengme inaugurou em 1892 um posto de saúde e missão evangélica em Manjacaze, então a capital do império de Ngungunyane.

Apesar do bom relacionamento com os moçambicanos e de uma relação inicialmente cordial com as autoridades coloniais portuguesas, o seu trabalho acabou por ser influenciado pela guerra entretanto desencadeada pela pressão portuguesa no sentido de subjugar os povos nguni. Quando os portugueses aprisionaram Ngungunhane, em Dezembro de 1895, acharam que os suíços haviam fornecido armas e apoio aos revoltosos. Em consequência, o Dr. Liengme foi expulso de Moçambique, tendo-se fixado no Transvaal, região onde muitos dos refugiados angunes procuraram exílio, aí fundando o conhecido hospital missionário de Elim em 1899[2].

Notas

  1. Dr. Georges Liengme no Dictionnaire Biographique des Chrétiens d'Afrique.
  2. Sobre o hospital, publicou a obra Un hôpital sud-africain (Edição: Foyer solidariste de librairie et d'édition, 1907 - 89 páginas).

Referências

  • Alf Helgesson, Catholics and Protestants in a Clash of Interests in Southern Mozambique in: Carl F. Hallencreutz and Mai Palmberg (ed.) Religion and Politics in Southern Africa, The Scandinavian Institute of African Studies, Uppsala, 1991.
  • Georges Liengme, Dr Georges Liengme. Pour apprendre à mieux vivre. Conseils pratiques aux nerveux, in-8, 215 p., 1936.
  • Jan Van Butselaar, Africains, missionnaires et colonialistes. Les origines de l'Église presbytérienne du Mozambique (Mission Suisse), 1880-1896, Leiden, Brill, 1984.

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