Hipermídia

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O conceito hipermídia (português brasileiro) ou hipermédia (português europeu), juntamente com hipertexto, foi criado na década de 1960 pelo filósofo e sociólogo estadunidense Ted Nelson. Este pioneiro da Tecnologia da Informação criou o conceito a partir da sua experiência pessoal com o computador nos anos 1960. Ted Nelson foi o primeiro a vislumbrar o impacto da máquina computacional nas humanidades e também foi o pioneiro a relacionar computação com teoria literária e antever os impactos que a digitalização do conhecimento traria para a humanidade, como podemos observar, atualmente quase todas as informações, periódicos, livros, vídeos e áudios. Ted Nelson esteve no Brasil em 2005 no FILE Festival Internacional da Linguagem Eletrônica.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Segundo Laufer & Scavetta, hipermídia (ou Hipermédia em Portugal) é a reunião de várias mídias num suporte computacional, suportado por sistemas eletrônicos de comunicação. O livro Texte, Hipertexte, Hipermedia, lançado originalmente em francês, faz alusões explícitas ao criador do Hipertexto e da Hipermídia e procura dar uma visão histórica dos fatos relacionados à invenção do conceito. No Brasil um dos primeiros livros lançados sobre o tema foi o do pesquisador André Parente. O livro Imagem-Máquina, editado pela editora 34 em 1993 traz uma série de textos sobre o assunto. Outros livros não seguiram algumas linhas propostas pela leitura organizada por Parente, mas temos de notar que no Brasil surgiu uma tendência a associar metáforas gregas às definições de hipermídia, o que, diga-se de passagem, não é só uma escolha dos pesquisadores dessa área no Brasil. Contudo, essa tendência não é notada em outros lugares, tendo em vista que a hipermídia vem sendo disseminada no campo interdisciplinar da literatura, da escrita criativa e da computação em países como Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e França e produzindo resultados interessantes no âmbito da experimentação do que Ted Felipos prenunciou.

Referências contemporâneas[editar | editar código-fonte]

O texto escrito para o congresso da ACM por Tim Berners-Lee de certa forma fez com que o campo da hipermídia se expandisse. Ao propor a WWW como conceito e ferramenta de interligação de computadores ao redor do mundo, Berners-Lee acabou por realizar, ainda que de forma limitada, o sonho de Ted Nelson com seu projeto Xanadu, ou seja, de interligar todos os documentos textuais e visuais em sistemas informacionais.

Pesquisas como a dos professores e poetas Wilton Azevedo e Philadelpho Menezes também já adiantaram várias questões em torno da hipermídia como linguagem e como escritura expandida. O trabalho internacionalmente reconhecido Interpoesia é uma das chaves para a compreensão da hipermídia no campo poético, tanto que é o único trabalho brasileiro na área reconhecido pelo pesquisador George Landow, no seu último livro Hypertext 3.0 (2006).

Hipermídia une os conceitos de não-linearidade (não-linear), hipertexto, interface e multimídia numa só linguagem. Traduzida erroneamente como mero suporte, hipermídia não se configura só como meio de transmissão de mensagens, e sim como uma linguagem com características próprias, com sua própria gramática. Hipermídia, diferentemente de multimídia, não é a mera reunião dos meios existentes, e sim a fusão desses meios a partir de elementos não-lineares.

Segundo Bugay (2000),uma forma bastantes comum de Hipermídia é o Hipertexto, no qual a informação é apresentada ao usuário sob a forma de texto, através de uma tela do computador. O usuário pode iniciar uma leitura de forma não linear, ou seja, escolhe entre o início, meio ou fim de um texto. Segundo o autor citado, a Hipermídia pode ser considerada uma extensão do Hipertexto, entretanto, inclui além de textos comuns, desde sons, animações e vídeos, e de uma forma interativa, com apenas um clicar de botão, o computador responde ao caminho desejado.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AZEVEDO, Wilton & MENEZES, Philadelpho. Interpoesia. Cd-rom interativo. Fapesp-Mackenzie, 1999.
  • AZEVEDO, Wilton. Poética das Hipermídias. São Paulo, editora Mackenzie, 2003. Livro on-line em

http://www.mackenzie.com.br/interacao/www2003/poeticadaship.pdf

  • BARRETO, Ricardo and PERISSINOTTO, Paula (2000) a_cultura_da_imanência,Eletronic Brasil
  • BEIGUELMAN, Giselle. O livro depois do livro. São Paulo, editora Peirópolis, 2003. Link do livro on-line:

http://www.uol.com.br/cultvox/livros_gratis/o_livro_depois_do_livro.pdf

  • BUGAY, Edson Luiz; ULBRICHT, Vania Ribas. Hipermídia. Florianópolis: Bookstore, 2000.
  • LANDOW, George. Teorías del Hipertexto. Madrid, Paidos, 1997.
  • LANDOW, George. Depois do Híper. Revista Trópico, 2004. Link:

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2471,1.shl

  • LEÃO, Lucia. O Labirinto da Hipermídia. São Paulo, Iluminuras, 1999.
  • TORI, Romero. Criando multimídia. 1994.
  • MORAES, Dênis. Planeta Mídia, tendências da comunicação na era global. São Paulo: Editora Letra Livre,1998.
  • NEGROPONTE, Nicholas. A Vida Digital. São Paulo: Companhia das letras, 1995.
  • NELSON, Ted. Libertando-se da prisão da internet. São Paulo, FILE Editorial, 2005. Ou no link:

http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2674,1.shl

  • PARENTE, André. O Virtual e o Hipertextual. Rio de Janeiro: Pazulin, 1999.
  • PARENTE, André (org); Imagem-Máquina: a era das tecnologias do virtual. Rio de Janeiro: Editora 34; 1993
  • PINHO, J. B. Relações Públicas na Internet: técnicas e estratégias para informar e influenciar públicos de interesse. São Paulo: Summus, 2003.
  • PÓVOA, Marcelo. Anatomia da Internet. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2000.
  • PRIMO, Alex. Enfoques e desfoques no estudo da interação mediada por computador. Trabalho apresentado no Núcleo de Tecnologias da Informação e da Comunicação, XXVI Congresso Anual em Ciência da Comunicação, Belo Horizonte/MG, 02 a 06 de setembro de 2003.
  • RADFAHRER, Luli. Design / Web / Design 2. Rio de Janeiro: Market Press, 2001.
  • RANGEL, Ricardo. Passado e Futuro da Era da Informação. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1999.
  • SCAVETTA, S. & Lauffer, R. Texte, Hipertexte, Hipermedia. Paris, Intro, 1997.
  • SILVEIRA, S. A. Exclusão Digital: a miséria na era da informação. São Paulo: Ed. Fundação Perseu Abramo, 2001.
  • VIEIRA, Eduardo. Os bastidores da Internet no Brasil. Barueri, SP: Manoele, 2003.
  • WARDRIP-FRUIN, Noah. Primeiros passos de uma nova arte. Entrevista à revista Trópico, 2005.

Link: http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2596,1.shl

  • WERTHEIM, Margaret. Uma História do Espaço de Dante à Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.
  • WOLTON, Dominique. Internet, e depois? Uma teoria crítica das novas mídias.

Ver também[editar | editar código-fonte]