Iluminação cénica

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Classical Spectacular 2005 no Rod Laver Arena, em Melbourne

Iluminação cênica é a arte, técnica e ciência, de projetar a implementação de fontes de luz, a sua focagem, temperatura de cor e respectiva intensidade dos espectáculos de teatro, cinema, dança, ópera e música, entre outras.

A história da Iluminação tem sua origem na Grécia Antiga, por volta do séc. V a.C, aquando das primeiras encenações de tragédias e comédias feitas ao ar livre nos anfiteatros, onde a luz do Sol era utilizada para criar, ainda que mínimo, algum efeito cénico.

Com o passar dos anos, após a construção dos primeiros edifícios teatrais no séc. XVI, durante o período Renascentista, na Europa, muitos encenadores debruçaram-se sobre esta vertente, como o italiano Leoni Di Somi (1527-1592), um dos precursores no pensamento de escurecer a plateia para que todo o foco se concentrasse no espaço cénico. Nesta fase, o fogo assumiu esta função de iluminar por meio de tochas, velas suspensas em candelabros e lamparinas que, por causa do mau cheiro da queima do óleo, acumulação de fumos, derretimento da cera, e o risco iminente de incêndios, tornavam essa prática muito arriscada.

Não existia no teatro a função do iluminador, quando este era necessário. A sua função era desempenhada pelos cenógrafos, muitos deles arquitetos, que no processo de desenvolvimento de dispositivos acabavam por colaborar significativamente para o desenvolvimento da iluminação, tal como Nicola Sabbatini (1574-1654), que criou o primeiro sistema mecânico para controle de intensidade de luz, hoje conhecido como dimmer, mais tarde que viria a ser aperfeiçoado pelo americano SamuelPierpont Langley (1834-1906).

A iluminação cénica viria a sofrer uma grande transformação com a descoberta das propriedades da energia elétrica. Dessa forma, foi possível atribuir, de facto, à luz, um papel artístico e estético. Um dos pioneiros neste campo foi Adolphe Appia (1862 - 1928), considerado desenhista de luz por criar efeitos, aproveitar os contrastes entre luz e sombra além de utilizar-se das possibilidade da tridimensionalidade dos corpos dos atores e cenários. Na parte técnica foi notável o aperfeiçoamento de série de equipamentos como a resistência de água e sal, que embora rudimentar trouxe mais precisão ao controle de luz. Outras inovações foram a criação das primeiras unidades de medidas como o fotocandle, lux e lúmen A partir de 1900, os primeiros refletores propriamente ditos começavam a serem aperfeiçoados e com isso houve uma melhoria no direcionamento e focagem da iluminação.

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