Cenografia

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Cenografia relaciona o estudo e a prática na concepção de cenários. Atualmente o termo Cenografia, fruto da evolução do conceito, é um vasto campo de trabalho que aglutina a abordagem anglo-saxónica, caracterizada pelo Design de Cena, inclui todos os elementos que contribuem para estabelecer atmosfera e um sentido para a imagética do espectáculo, o cenário, a iluminação e o figurino para o teatro, a ópera e a dança. O Décor, para cinema e televisão, analógico ou digital, sendo mesmo chamado a colaborar na criação de cenários virtuais; incorpora também a concepção de espaços de exposição, assumindo muitas vezes a sua curadoria; e, numa acessão contemporânea da arte, encontra espaço de realização no âmbito da performance, do happening e dos eventos sociais, arriscando novas formas de pensar o espaço de intervenção artística.

Segundo Appia “Não é mecanicamente que possuímos o Espaço de que somos o centro: é porque estamos vivos; o Espaço é a nossa vida; a nossa vida cria o Espaço; o nosso corpo, exprime-o. Para chegar a esta suprema convicção, tivemos de caminhar, gesticular, curvarmo-nos e erguermo-nos, deitarmo-nos e levantarmo-nos”. [1]

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Conceitos de espaço[editar | editar código-fonte]

Podemos falar de uma forma simplista, em três os tipos de espaço identificáveis:

-O espaço Teatral

É o edifício em si (teatro, cineteatro, auditório) onde tem lugar o espectáculo, quando o espectáculo é apresentado em espaço alternativos também podemos chamar de espaço teatral (o monumento, a praça, a rua, etc…)

- O espaço cénico

Chama-se espaço cénico ao conjunto de espaços que compreende o jogo dos actores e a área reservada aos espectadores. O espaço cénico depende das características arquitectónicas do “espaço teatral” e das opções de encenação que definem o tipo de relação que se estabelece entre a cena e o público.

É ele que cria o contexto de comunicação entre os actores e os espectadores.

- O espaço dramático

Espaço criado pela confluência entre o jogo dos actores (presenças, movimentos, manipulações de objectos) e o conjunto de linguagens em presença sejam elas de ordem física (cenário e figurinos) ou não física (iluminação e sonorização).

Sendo de todos os tipos de espaço o mais ficcional é aquele que confere ao espectáculo um sentido. Aliando a representação com um conjunto de princípios icónicos permite que o espectador faça, para além de uma leitura da acção, uma interpretação do sentido e propósito presente nessa criação.

Profissões[editar | editar código-fonte]

Cenografia: Cenógrafos, Artistas Gráficos, Aderecistas, Maquinistas, Construtores, Cenotécnicos, Contrarregras, Arquitetos, Design de interiores, Jardineiros, Carpinteiros, Pirotécnicos e seus assistentes.

Som: Operadores de som, Assistentes de som, Sonorizadores, Sonoplastas, Dubladores, Legendadores, Mixadores sonoros e seus assistentes.

Caracterização: Cabeleireiros, Manicures, Pedicures, Maquiadores, Maquiadores de efeitos especiais e seus assistentes.

Fotografia: Cinegrafistas, Iluminadores, Eletricistas, Maquinistas, Continuístas e seus assistentes.

Figurino: Figurinistas, Costureiras, Camareiras e seus assistentes.

Referências

  1. Appia, Adolphe (Sem data). A obra de arte viva. Lisboa: Editora Arcádia. 53 páginas  Verifique data em: |ano=, |acessodata= (ajuda);
  • GAULME, Jacques (1985). Architecture Scénographique et décors de Théâtre. Paris: ed. Maghard;
  • HOWARD,Pamela (2009), What is Scenography?. London: Routledge.
  • HOGGET, Chris (1975). Stage Crafts. London: Adam & Charles Black;  
  • PRUNER, Michel (2005) A Fábrica do Teatro. Galicia: editorial Galaixia.
  • REID, Francis (1995). The ABC of Stage Technology. London: A&C Black Publishers;
  • SOLMER, Antonino (1999). Manual de Teatro. Lisboa: Cadernos Contracena;
  • SOUTHERN, Richard (1979). Manual sobre a Montagem Teatral. Lisboa:Morais Editores.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]