Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil

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Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOFG) MHCGOSE é a designação dada aos centros regionais de assistência a pacientes oncológicos e de ensino e investigação na área oncológica, existindo em Portugal três centros (institucionalmente independentes) localizados em Lisboa, Coimbra e Porto.

Com a publicação da Portaria nº. 76-B/2014, de 26 de Março, os três centros passam a constituir o Grupo Hospitalar Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (GHIPOFG)

História[editar | editar código-fonte]

O Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil foi criado a 29 de Dezembro de 1923 com a designação de Instituto Português para o Estudo do Cancro, através do decreto nº 9333. [1] Ficou desde então sob a tutela do Ministério da Instrução Pública até 1987, altura em que passa para a dependência do Ministério da Saúde. Tinha, nesta época, sede provisória no Hospital de Santa Marta, em Lisboa.[1]

Quatro anos mais tarde, em 1927, é inaugurado o primeiro pavilhão do IPO, designado Pavilhão A, que se localizava na Palhavã, Lisboa. O terreno de 7 hectares onde se localiza foi adquirido nesse mesmo ano, com verbas disponibilizadas pelo Instituto de Seguros Sociais Obrigatórios. De acordo com o que o Doutor Francisco Gentil (um dos grandes impulsionadores da criação do IPO) projectara, no Pavilhão A é instalado um Laboratório de Investigação de Isótopos para Aplicações Médicas, após a doação de verbas por parte do paciente Abílio Lopes do Rego (que dá o seu nome ao laboratório). Mais recentemente e de acordo com as exigências da evolução, este espaço deu lugar ao actual Laboratório de Medicina Nuclear. [2]

Em 1929 foi inaugurado o Pavilhão B, que se destinava a consultas das especialidades de dermatologia e urologia e em 1933 o Pavilhão C, com quatro pisos, entra em funcionamento. O Pavilhão Central / Bloco Hospitalar foi inaugurado em 1948. Actualmente o IPO de Lisboa conta com 10 pavilhões.[2]

Em 1930 o Instituto Português para o Estudo do Cancro passa a designar-se Instituto Português de Oncologia, com a Portaria 6641.[2]

A 5 de Outubro de 1931 foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[3]

Cerca de 30 anos depois da criação do primeiro IPO surge, em 1953, é adquirido o terreno onde viria a ser construída a sede de Coimbra do IPO. A criação deste centro, que inaugurou em 1962, foi impulsionada pelo Professor Doutor Luís Raposo. Anos mais tarde, em 1977, o IPO de Coimbra autonomizou-se relativamente ao de Lisboa.[1] Ao longo do tempo, também o IPO de Coimbra teve necessidade de crescer sem, contudo, deslocar-se da sua localização inicial. Assim, apresenta actualmente uma área de internamento, central de consultas, [[hospital de dia, radioterapia, estrurura hoteleira, serviço de medicina nuclear, serviço de imunohemoterapia, unidade de cirurgia, entre outros. [1]

Foi em Abril de 1974, que o Centro do Porto do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil (IPOPFG) iniciou as suas funções, após um cuidado período de preparação de mais de dois anos. Muitas são as pessoas ligadas à criação e história deste Centro. De entre elas destacam-se os nomes de João dos Santos Ferreira, doador do terreno e artífice da criação no Porto do Instituto de Oncologia; José Guimarães dos Santos, primeiro Director; José Cardoso da Silva, primeiro Director Clínico; Maria Helena da Conceição Vicente, primeira Enfermeira Directora; António Henrique Pereira Alves, primeiro Administrador.

A 19 de Janeiro de 1994 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Cristo.[3]

Obtém, em 1997, o segundo Prémio Nacional de Humanização e Qualidade dos Serviços de Saúde.

Em 2005, o Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil. Em Dezembro desse mesmo ano a instituição é notificada da decisão do comité da acreditação do Health Quality Service (HQS) de que o IPOCFG, E.P.E. tinha atingido a acreditação total.

Também o IPOPFGP, se destacou, sendo actualmente membro activo da European Organization of Research and Treatment of Cancer (EORTC). Em 2004 o IPO Porto foi Acreditado pelo Health Quality Service (HQS), actualmente designado Caspe Healthcare Knowledge Systems (CHKS).

Após ter recebido a Acreditação em 2004 o IPO Porto iniciou o processo de reacreditação e em paralelo embarcou num programa de certificação ISO 9001: 2000 para todas as actividades dos seus serviços. Em 2008 o IPO Porto foi reacreditado e recebeu também a certificação ISO 9001:2000 para todas as actividades dos seus serviços.

Tendo a Liderança do IPO Porto desejado manter este processo de qualidade e segurança para o doente, o IPO-Porto foi Reacreditado e Recertificado em 2010, subindo mais um patamar ao ser certificado pela norma ISO 9001/2008.

Também em 2011, e no seguimento de uma estátégia de melhoria constantes nos cuidados de saúde, o IPO-Porto obteve a Acreditação como Comprehensive Cancer Centre pela OECI (Centro Abrangente de Oncologia).

Os tempos que se vivem nas áreas da biologia e genética trazem à abordagem do "problema cancro" novos conhecimentos e novas esperanças. São estas realidades que o IPO-Porto vive também com profundo empenho, entusiasmo e novos projectos de desenvolvimento. É a resposta aos novos desafios para continuar a desenvolver a qualidade em todos os níveis: da gestão ao ensino; do diagnóstico ao tratamento; da criação de novas estruturas à investigação científica de qualidade nas áreas da investigação de transferência e dos ensaios clínicos.

Referências

  1. a b c d IPOCFG - História
  2. a b c IPOLFG - História
  3. a b Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas. Presidência da República Portuguesa. Página visitada em 2013-04-11. "Resultado da busca de "Instituto Português de Oncologia"."

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]