Ioga Sutras

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book.svg
Este artigo ou secção não cita fontes confiáveis e independentes (desde junho de 2019). Ajude a inserir referências.
O conteúdo não verificável pode ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Os Sutra são um tipo de composição literária escrita que tem a finalidade de facilitar a memorização de um assunto complexo. Extremamente concisos, apresentam o assunto de forma linear, em que cada texto decorre naturalmente do anterior. Seu estilo de compor o assunto com pouquíssimas palavras torna muito difícil a respectiva leitura, ainda que facilite a memorização. Por essa razão, os sutras são frequentemente acompanhados por comentários mais extensos produzidos por mestres de várias épocas, com vista ao melhor entendimento de seu conteúdo.

Acredita-se que o terceiro capítulo dos Sutra possa ter sido composto muito tempo depois dos outros três, como uma reação ao crescimento do Budismo no norte da Índia. Não há contudo evidências desse fato, para além da análise literária do conteúdo do próprio texto.

Os oito passos, ou oito membros, descritos por Patanjali neste texto são os seguintes:

  1. Yama contenção, moderação, auto-controle através de um conjunto de regras ou conduta moral. É composto por cinco regras: Ahimsa, Sathya, Asteya, Brahmacharya e Aparigraha.
  2. Niyama mudanças dos hábitos que possibilitam o controle do comportamento. São cinco Nyamas: Shaucha (pureza interna e externa), Santosha (contentamento), Tapas (austeridade), Svadhyaya (estudo espiritual e prática) e Ishvarapranidhana (auto-entrega a Deus).
  3. Asana postura física estável, com coluna ereta sustentando de forma alinhada peito, pescoço e cabeça. A raja ioga não tem como foco a prática de posturas físicas como outras iogas. A postura nesse ponto é aquela necessária para que o meditador consiga se concentrar no objeto da meditação.
  4. Pranayama equilíbrio da respiração. Na mantra ioga, laia ioga e raja ioga o Pranayama é secundário e não tem importância central para a prática.
  5. Pratyahara abstração dos sentidos, retirada dos sentidos dos seus objetos de percepção. Pela prática apropriada de Pratyahara os sentidos são totalmente controlados. Eles se tornam um veículo obediente, levando o praticante aonde ele desejar. O praticante adquire maestria sobre os sentidos.
  6. Dharana concentração uni-direcionada da mente de forma sustentada em um aspecto do objeto de meditação. A intenção é investigar a verdade por trás do objeto de concentração. Mantendo a distinção do objeto e suas propriedades, daquilo que o circunda, conduz a uma clara e vigorosa consciência do objeto. A meditação ocorre com Dharana e Dhyana juntamente.
  7. Dhyana meditação, estabilização do estado uni-direcionado. Quando a mente foi treinada para permanecer em um ponto externo ou interno, ela recebe um poder de fluir ininterruptamente em direção a esse ponto.
  8. Samadhi estado de consciência tranquila, superconsciente, absorvida. Quando Dhyana se torna capaz de abandonar a parte externa da percepção e permanece meditando, esse estado é chamado Samadhi.


Fontes[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Yoga Sutras Texto integral em português, da tradução de Swami Hariharananda Aranya.

Referências[editar | editar código-fonte]