Júlio Constâncio

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Júlio Constâncio (depois de 289setembro de 337) foi um político do Império Romano membro da dinastia constantiniana sendo ele um dos filhos do imperador Constâncio Cloro e sua segunda esposa Flávia Maximiana Teodora,[1] filha adotiva do imperador Maximiano[2] . Ele teve dois irmãos, Dalmácio e Hanibaliano, e três irmãs, Constância, Anastásia e Eutrópia. O imperador Constantino foi seu meio-irmão já que o mesmo era filho de Constâncio e Helena. Apesar deste parentesco ilustre, Júlio Constâncio nunca foi imperador ou co-imperador; Constantino, no entanto, deu-lhe o título de Patricius.[3]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Júlio Constâncio casou-se duas vezes. Com sua primeira esposa, Gala, irmã dos cônsules Vulcácio Rufino e Nerátio Cereale,[4] ele teve dois filhos e uma filha. O mais velho, cujo nome não é registrado, foi assassinado em 337 junto de seu pai.[5] Seu segundo filho, Constâncio Galo,[6] foi apontado como césar por seu primo Constâncio II. Sua filha cujo nome não sabemos foi a primeira esposa de Constâncio II.[7] Foi proposto que Gala e Júlio tiveram outra filha, nascida entre 324-331 e casada com Justo, mãe de Justina cuja filha, esposa do imperador Teodósio I foi chamada Gala.[8]

Após a morte de sua esposa, Júlio Constâncio casou-se com uma mulher grega,[9] [10] Basilina, a filha do governador do Egito Júlio Juliano.[11] Basilina deu a ele outro filho, o futuro imperador Juliano, o Apóstata,[12] mas morreu antes de seu marido, em 332/333.[13] Nada é conhecido sobre outros casamentos de Júlio Constâncio, mas desde que as fontes sobre ele são bastante pobres, outros casamentos são, naturalmente, não excluíveis. Alegadamente na instigação de sua madrasta Helena, Júlio Constâncio não viveu inicialmente na corte de seu meio-irmão, mas junto com Dalmácio e Hanibaliano em Tolosa,[14] na Etrúria, o local de nascimento de seu filho Galo,[4] e em Corinto.[15] Finalmente, ele foi chamado em Constantinopla e foi capaz de construir um bom relacionamento com Constantino.[16]

Constantino favoreceu seu meio-irmão apontando-o como patricius e cônsul no ano de 335 junto com Ceiônio Rúfio Albino.[3] Contudo, em 337, após a morte de Constantino, vários membros masculinos da dinastia constantiniana foram mortos, entre eles Constâncio (cuja propriedade foi confiscada)[17] e seu filho mais velho; seus dois filhos mais novos sobreviveram, porque em 337 eles ainda eram crianças, e mais tarde foram elevados à categoria de co-imperador e imperador.[18] [19]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes contemporâneas[editar | editar código-fonte]

  • Libânio. Orações. [S.l.: s.n.], século IV.
  • Juliano, o Apóstata. Cartas. [S.l.: s.n.], 359–363.
  • Juliano, o Apóstata. Misopogon. [S.l.: s.n.], 363.
  • Zósimo. Historia Nova. [S.l.: s.n.], século VI.

Fontes modernas[editar | editar código-fonte]

  • Lenski, Noel Emmanuel. The Cambridge companion to the Age of Constantine. [S.l.: s.n.], 2006. ISBN 0-521-52157-2
  • Bradbury, Jim. The Routledge companion to medieval warfare. [S.l.: s.n.], 2004. ISBN 0-415-22126-9
  • Norwich, John Julius. Byzantium: the early centuries. [S.l.: s.n.], 1989. ISBN 0-394-53778-5