Personagem vivo
Personagem vivo se refere a pessoas caracterizadas ou fantasiadas como mascotes ou personagens de desenho animado, que, diferente do cosplay, geralmente são atores profissionais. São contratados para festas infantis, eventos corporativos, comerciais de TV, lojas e empresas e parques temáticos.[1] Exemplos notórios de personagens vivos incluem Carreta Furacão, Vinícius e Tom, Chiitan e personagens dos parques da Disney.
Alguns problemas enfrentados por personagens vivos são hipertermia, claustrofobia[2] e violações de direitos autorais.[3]
Na televisão
[editar | editar código]Em programas infantis, personagens vivos são comuns, como é exemplo de Barney de Barney & Friends, Big Bird de Sesame Street, e os irmãos B1 e B2 de Bananas in Pyjamas.
Indústria
[editar | editar código]Estima-se que a indústria dos mascotes seja de 5 milhões de dólares ao ano. Toronto, no Canadá, é um dos polos industriais mais significativos dessa indústria, com seis empresas de grande porte sediadas na cidade.[4]
Por região
[editar | editar código]Japão
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Kigurumi (着ぐるみ)[nota 1] é um termo japonês para descrever personagens vivos. No Japão, são empregados em shoppings, parques temáticos, convenções, entre outros, com estética kawaii como uma tática promocional para atrair clientes. Esses mascotes são desenhados de forma a apelarem para o estilo chibi, e diferente dos personagens vivos ocidentais, possuem cabeças maiores. Kigurumi também pode ser a representação humanoide de personagens por meio de máscaras e corpo, como no caso do Kigurumi Animegao (アニメ顔; face de anime - também referido como "dollers").
As pessoas que optam por vestir kigurumi em público são muitas vezes referidas como "kigurumin". Os trajes, que pode ser adquiridos de diversas empresas, e são confeccionados de forma a lembrar personagens populares.[5]
Por volta de 2000, tornou-se popular nas ruas de Tóquio outro subconjunto (pijamas de animais e personagens), aderidos pelo estilo urbano "Gal" e subconjutos que atualmente baniram os pijamas fofos, no mais frequentemente são visto usados por outras tribos urbanas no Japão, tais como "Decora". Os pijamas incluem ursos, gatos, cães, coelhos, e outros animais ou personagens de TV (filmes, animes e etc.).
Brasil
[editar | editar código]Assim como no Japão, o uso de personagens vivos no Brasil ocorre em shoppings, outros centros comerciais e teatros, bem como em parques temáticos como o Beach Park e o Parque da Turma da Mônica. Além destes, é mais predominante em festas de aniversário infantis e trenzinhos locais. É comum que muitos cosplayers se profissionalizem e se tornem personagens vivos.[6]
América do Sul e Leste Asiático
[editar | editar código]No Peru, fantasias falsificadas são comuns de ser fabricadas, onde são chamadas de botargas,[7] assim como em outros países da América do Sul e em alguns países do Leste Asiático.
Notas
- ↑ lit. "usar ou vestir bicho de pelúcia", a partir da aglutinação do verbo kiru (着る, vestir) e do substantivo nuigurumi (ぬいぐるみ, bicho de pelúcia).
Referências
- ↑ Reino, Guibert (13 de setembro de 2019). «Perifa Geek: 'Pantera Negra do Campo Limpo' largou emprego para ser cosplayer profissional». G1. Cópia arquivada em 13 de janeiro de 2022
- ↑ «Men in Suits - Monster Suit Acting Documentary Excerpt - No Pain, No Performance». www.stanwinstonschool.com. Cópia arquivada em 17 de fevereiro de 2026
- ↑ Robichez, Adele (4 de junho de 2024). «Faz cosplay de super-heróis e outros personagens? Veja como ganhar dinheiro em concursos e eventos». Estadão. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2025
- ↑ «Character builders». Maclean's. 28 de julho de 2011. Arquivado do original em 4 de agosto de 2011
- ↑ «Cosplay Kigurumi, Animegao e Fursuit». Japão em Foco. 4 de novembro de 2011. Consultado em 20 de janeiro de 2020. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2024
- ↑ Robichez, Adele (4 de junho de 2024). «Faz cosplay de super-heróis e outros personagens? Veja como ganhar dinheiro em concursos e eventos». Estadão. Cópia arquivada em 14 de setembro de 2025
- ↑ «Spider-Man Unmasked! Elmo and Minnie, Too». The New York Times. 3 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 25 de junho de 2024
