Lagerstroemia indica

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Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Myrtales
Família: Lythraceae
Género: Lagerstroemia
Espécie: L. indica
Nome binomial
Lagerstroemia indica
Carolus Linnaeus, Christiaan Hendrik Persoon
Lagerstroemia indica - MHNT
Commons
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Lagerstroemia indica (L.) Pers., popularmente conhecido como extremosa, escumilha,[1] resedá ou árvore-de-júpiter, é uma planta da família Lythraceae, nativa da República Popular da China e Índia. A espécie foi introduzida nos Estados Unidos em 1790 pelo botânico Andre Michaux e é cultivada hoje em dia como árvore ornamental.

No Brasil, é utilizada amplamente em arborização urbana. Por tratar-se de um arbusto conduzido facilmente reproduzido através de estaqueamento, foi tida como panacéia para o plantio em ruas com fiação elétrica. Como resultado, em algumas cidades esta espécie sozinha representa mais de 20 por cento das árvores em via pública. Assim, apresenta diversas desvantagens, como:

  • grande quantidade de brotações emitidas em resposta a danos pequenos, como os causados por choques em roçada, formando "moitas";
  • grande suscetibilidade à infestação por ervas-de-passarinho (Loranthaceae) (se cultivada próxima a outras árvores de grande porte suscetíveis, pode atuar como fonte de infestação, aumentando os riscos de acúmulo de ervas em galhos grandes e conseqüentemente facilitando sua queda);
  • massa foliar reduzida, especialmente quando encontrada com epífitas;
  • infestação por oídio e facilidade da disseminação do patógeno devido à alta freqüência populacional da planta hospedeira;
  • necessidade de sucessivas podas drásticas para manutenção do equilíbrio devido à natureza das raízes;
  • baixa eficiência como equipamento urbano, pois devido à massa foliar reduzida fica restrita à função ornamental.

Por tratar-se de uma planta exótica que, além de ocorrer em quantidades excessivas (monocultura viária em conjunto com o alfeneiro), também não serve de recurso à fauna (possui flores que a abelha nativa jataí sempre está presente), seu plantio tem sido desencorajado em planos diretores desenvolvidos para diversas cidades brasileiras.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.747

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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