Leitor de CD

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de leitor, veja leitor (desambiguação).
Leitor de CD de marca Technics
Gravador de CD da marca LG

Os reprodutores digitais foram desenvolvidos no final dos anos de 1980, com a promessa de melhorar a qualidade de áudio da alta fidelidade e da duplicação, e reduzir os ruídos e chiados das fitas cassete e dos discos de vinil. Para os consumidores, a revolução digital chegou sob a forma do CD. Diferente da fita analógica, o CD oferece um acesso aleatório, o que significa que pode-se acessar diretamente às pistas no meio do disco sem ter que buscar em pistas prévias.

O CD é a abreviação de Compact Disc (Disco compacto). É compacto porque é capaz de armazenar mais informações num espaço bem menor do que os discos de vinil. No entanto ele é semelhante a este, pois nos discos de vinil, a agulha do toca-discos percorre os microssulcos, reproduzindo mecanicamente os sinais analógicos que os geraram. No CD, em vez dos sulcos, existe uma sequência de traços de um milésimo de largura e profundidade igual a um sexto dessa largura. As informações são gravadas por traços. A medida do comprimento de cada traço corresponde a cada informação. Não existe contato mecânico com esses traços: a leitura é feita por um finíssimo feixe de laser de 0,0009 mm. Porém, nos discos de vinil, a leitura da agulha é realizada da borda para o centro, acima do disco de vinil, enquanto que o leitor de CD realiza a leitura do centro para a borda e de baixo para cima. O feixe de laser focaliza a linha tracejada no disco e é refletido e separado do incidente e dirigido a um conjunto de detectores. Dessa forma, esses detectores podem "medir" o comprimento dos traços, tornando possível a leitura da informação, além de manter o feixe na trilha correta. Os CD podem reproduzir qualquer sinal digitalizado, ou seja, transformado em dígitos binários, além dos sinais de áudio.

O CD substituiu o disco de vinil devido sua grande praticidade no dia a dia. Porém, como o som em um CD é registrado através de "amostras" retiradas do registro sonoro original (a taxa de amostragem mais comum para um CD é de 44.100 amostras por segundo), ouvidos bem treinados podem notar alguma alteração mínima no som, se comparado a uma gravação reproduzida em um disco de vinil, em que o som é registrado de forma análoga à vibração causada pelo som.

Ver também[editar | editar código-fonte]