Luther (filme)

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Luther
Luther (PT)
Lutero (BR)
Luther2003FilmPoster.jpg
 Estados Unidos
 Alemanha

2003 •  cor •  124 min. min 
Direção Eric Til
Roteiro Camille Thomasson
Bart Gavigan
Elenco Joseph Fiennes

Alfred Molina
Jonathan Firth
Claire Cox
Peter Ustinov
Bruno Ganz
Uwe Ochsenknecht
Mathieu Carrière
Benjamin Sadler

Género drama
religião
Música Richard Harvey
Distribuição MGM
Página no IMDb (em inglês)

Luther ou Lutero é um filme alemão, dirigido pelo Inglês Eric Till, em 2003. O filme retrata principalmente a vida do reformista alemão Martinho Lutero, o fundador da Reforma Protestante na Alemanha. O filme mostra desde que ele tornou-se monge cristão até a Confissão de Augsburgo.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Biografia de Martin Luther, o padre do século 16, que liderou a Reforma cristã e abriu novas possibilidades na exploração da fé. O filme começa com o seu voto para se tornar um monge, e continua através de suas lutas para conciliar seu desejo de santificação com sua aversão crescente da corrupção e hipocrisia que permeia a hierarquia da Igreja. Ele é finalmente acusado de heresia e deve enfrentar os cardeais governantes e príncipes, instando-os a fazer as Escrituras disponíveis para o crente comum e liderar a Igreja em direção a fé através da justiça e da retidão

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Após quase ser atingido por um raio, Martinho Lutero acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar na porta da Igreja do Castelo em Wittenberg suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.

Orçamento[editar | editar código-fonte]

Com orçamento de 21 milhões de euros, o filme foi rodado na Alemanha, Itália e República Checa. Só na Alemanha, o longa levou mais de 3 milhões de espectadores aos cinemas.

Imprecisões históricas[editar | editar código-fonte]

  • No filme, Lutero refere-se a passagens da Bíblia pelo livro, capítulo e versículo. No entanto, a Bíblia não era dividida em versículos até 1546 (Pode-se presumir que isto foi feito tendo em vista que os telespectadores possam facilmente localizar o texto a que se refere Lutero.)
  • Albert de Mainz é descrito como sendo arcebispo de dois territórios alemães antes de se tornar arcebispo de Mainz. Na vida real, ele era apenas arcebispo de Mainz, embora tenha sido bispo de outro território alemão enquanto arcebispo de Mainz.
  • No filme, Lutero diz que o V Concílio de Latrão contrariaria o Quarto Concílio de Latrão IV Concílio de Latrão, pois um teria definido que fora da Igreja Católica não há salvação, mas outro admitiu que poderia haver salvação fora da Igreja, embora não fora de Cristo. Na vida real, estes concílios jamais se contradisseram e ambos afirmaram que "fora da Igreja Católica não há salvação", como pode ser observado no cânon 1 do IV de Latrão "Pois, regulares e seculares, prelados e seus fregueses (...) pertencem à única Igreja Universal, fora da qual ninguém pode se salvar, e todos têm um Senhor e uma fé"
  • Durante a cena da Confissão de Augsburgo, todos os nobres, incluindo os príncipes eleitores, levantam-se contra Carlos V. Na vida real, a maioria dos príncipes ainda era católica. Apenas dois dos sete eleitores deveriam ter protestado: o marquês de Brandemburgo e o duque da Saxónia.
  • No filme,o príncipe Frederico III da Saxônia recebe a Rosa de Ouro (condecoração) Rosa de Ouro como um suborno para entregar Lutero à Roma. Na vida real, ele foi premiado com a rosa antes de conhecer Lutero.
  • No filme, Lutero defende que os suicidas sejam enterrados em cemitérios, tendo ele próprio escavado a cova de uma criança suicida. Na vida real, tal fato nunca ocorreu e Lutero, ao contrário do que relatou o filme, defendia que os suicidas não tivessem o direito ao enterro.
  • O Papa Alexandre VI é dito ter tido cinco filhos. Na vida real, ele tinha mais do que isso (pelo menos dez).

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Último filme para o cinema de Peter Ustinov.
  • Foram construídos mais de 100 sets de filmagens para o filme Lutero.
  • O orçamento de Lutero foi de 21 milhões de euros.