Mesquita de Haçane II

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Mesquita de Haçane II
Estilo dominante Ibérico andalusino
Mouro
Início da construção 1986
Fim da construção 1993
Inauguração 30 de agosto de 1993
Geografia
País  Marrocos
Cidade Casablanca
Coordenadas 33° 36' N 7° 37' O

A Mesquita de Haçane II[1] (em árabe: مسجد الحسن الثاني) é uma grande mesquita da cidade de Casablanca (Marrocos) no Boulevard Sidi Maomé ibne Abdalá (direcção Aïn Diab) e é o mais alto templo do mundo (os lasers emitidos do minarete de 200 m de altura podem ser vistos de vários quilómetros), e o segundo maior (depois da mesquita de Meca. Conta com as últimas tecnologias como resistência sísmica, tecto que se abre automaticamente, soalho aquecido e portas eléctricas. É das poucas mesquitas do mundo muçulmano que permite a visita a turistas não muçulmanos.

Construção[editar | editar código-fonte]

Foi desenhada pelo arquitecto francês Michel Pinseau e os trabalhos de construção começaram em 12 de Julho de 1985. Foi inaugurada em 30 de Agosto de 1993. Nos trabalhos de construção estiveram envolvidas cerca de 2500 pessoas e 10000 artesãos marroquinos, que trabalharam com mármore, granito, madeira, mosaicos, estuque e outros materiais para elaborar os tectos, pavimentos, colunas, etc. O custo aproximado da mesquita foi de 5494 milhões de dirrãs (cerca de 504,85 milhões de euros). A sua localização (junto ao mar) deve-se a Haçane II se ter inspirado no seguinte versículo do Corão: "O trono de Deus encontrava-se sobre a água".

Usos[editar | editar código-fonte]

Além de servir como mesquita sobretudo às sextas-feiras, quando é capaz de albergar até 100 000 fiéis (80 000 no pátio e 25 000 na sala de orações), o edifício tem outras funções: una madrassa (escola corânica), salas de conferências, hamames (banhos), bibliotecas especializadas e um estacionamento subterrâneo.

Críticas[editar | editar código-fonte]

A construção foi muito criticada por certos sectores da sociedade marroquina, pelo enorme custo, e pela demolição das casas que se encontravam no lugar, embora fosse um bairro de barracas.

Referências

  1. Alves 2014, p. 559.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Alves, Adalberto (2014). Dicionário de Arabismos da Língua Portuguesa. Lisboa: Leya. ISBN 9722721798 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Mesquita Hassan II