Pennisetum glaucum

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Cultura experimental nos EUA.

Cultura experimental nos EUA.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Poales
Família: Poaceae
Subfamília: Panicoideae
Género: Pennisetum
Espécie: P. glaucum
Nome binomial
Pennisetum glaucum
(L.) R.Br.

Pennisetum glaucum é um cereal nativo do continente africano, importante na agricultura de subsistência. É o cereal do grupo dos painços mais amplamente cultivado a nível mundial, cultivado em África e no subcontinente indiano desde a pré-história. Estudos indicam que a domesticação e diversificação ocorreu na zona do Sahel na África Ocidental. Estudos arqueobotânicos confirmam a presença do painço domesticado no Sahel, no norte do Mali, entre 2500 e 2000 aC.[1] Os primeiros registos arqueológicos na Índia datam de cerca de 2000 aC.[2]. Propagou-se rapidamente pela Índia, chegando em 1500 aC ao sul do subcontinente, onde foram encontrados indícios do cultivo em Hallur. O cultivo também se espalhou por todo o leste e sul da África. Foi introduzida no Brasil na década de 1960.

Em Angola é conhecido como massango, e como mexoeira em Moçambique. No Brasil é conhecido de milheto, ou milheto-pérola.[3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Pennisetum glaucum
MHNT
Grãos maduros
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Referências

  1. Manning, Katie, Ruth Pelling, Tom Higham, Jean-Luc Schwenniger and Dorian Q Fuller (2010) 4500-year-old domesticated pearl millet (Pennisetum glaucum) from the Tilemsi Valley, Mali: new insights into an alternative cereal domestication pathway. Journal of Archaeological Science 38 (2): 312-322
  2. Fuller, D.Q. (2003). African crops in prehistoric South Asia: a critical review. in Neumann, K., Butler, A., Kahlheber, S. (ed.) Food, Fuel and Fields. Progress in Africa Archaeobotany. Africa Praehistorica 15 series. Cologne: Heinrich-Barth-Institut, 239-271.
  3. Manning, Katie, Ruth Pelling, Tom Higham, Jean-Luc Schwenniger and Dorian Q Fuller (2010) 4500-year old domesticated pearl millet (Pennisetum glaucum) from the Tilemsi Valley, Mali: new insights into an alternative cereal domestication pathway. Journal of Archaeological Science 38 (2): 312-322