Renovação Democrática

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Renovação Democrática é o movimento político de oposição ao Ditadura Nacional de Portugal e que eclodiu em Fevereiro de 1932[1].

Embora não tivesse alcançado grande projecção, reuniu, no seu seio, os mais importantes intelectuais da época, assumindo-se, em pleno exercício da Estado Novo, como Movimento socializante, laico, reformista e republicano, anti liberal e anti corporativo, que em termos doutrinais, queria continuar a desbravar o caminho iniciado pelo escol da Renascença Portuguesa[2].

O grupo era integrado por Álvaro Ribeiro, António Alvim, Eduardo Salgueiro e Pedro Veiga[3], que assinaram em Lisboa, em 1932, a sua carta de apresentação. Contudo, desde a primeira hora, o Movimento contou com a colaboração de destacados membros como Delfim Santos, Manuel Leitão, José Marinho, Mário de Castro, Domingos Monteiro, Lobo Vilela, entre outros[4].

A maioria dos membros do movimento estava marcado pela ideologia de Leonardo Coimbra e alguns deles desencadearão o chamado movimento da Filosofia Portuguesa. Próximo do grupo está então Agostinho da Silva[5].

Afirmando-se como movimento social e político, a Renovação Democrática suportou a acção reformista a que se propunha em três Manifestos que lançou, respectivamente, no campo da organização política, no campo da organização económica e no campo da organização pedagógica que, no entender dos seus membros, mais convinham a Portugal[6].

Referências