Museu das Remoções

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O Museu das Remoções é um museu comunitário a céu aberto, localizado na Vila Autódromo, comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Entrada da atual Rua Vila Autódromo.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Fundado em 18 de maio de 2016 (Dia Internacional dos Museus) como parte da resistência contra a política urbana adotada no período anterior às Olimpíadas Rio 2016[1][2], o museu foi idealizado pelo museólogo e ativista social Thainã de Medeiros. No processo pré-Olimpíadas, a cidade testemunhou a remoção de "cerca de 77.206 pessoas, entre 2009 e 2015, conforme dados apresentados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, em julho de 2015" (Dossiê do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro)[3]. Só na Vila Autódromo, mais de 500 famílias foram removidas[4].

A construção do museu teve a participação de alunos da Arquitetura e Urbanismo da Universidade Anhanguera, sob a coordenação da professora, arquiteta e urbanista Diana Bogado. Entre abril e maio de 2016, foram construídas sete esculturas feitas a partir de escombros[5]. Cada peça representou um lugar significativo para o processo de remoção. A seleção dos locais foi feita a partir de oficinas de memória realizadas com moradores, ex-moradores e apoiadores da Vila Autódromo[5].

Hoje, a equipe do museu é formada por voluntários de diversas áreas de conhecimento. Atuam, em parceria, os moradores da Vila Autódromo e agentes externos.

Missão e objetivos do museu[editar | editar código-fonte]

O Museu das Remoções apresenta dois ideais principais: Preservar a memória e a história de pessoas que passam por remoções arbitrárias, e servir como instrumento de luta, não somente para a Vila Autódromo, mas também para outras comunidades.[6]

O museu também promove eventos artísticos que servem para difundir, propagar e provocar reflexão sobre as situações de opressão. São realizados debates, oficinas, exposições, projeções, entre outras manifestações.

Referências[editar | editar código-fonte]