Nana (livro)

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Nana
Naná (PT)
Autor(es) Émile Zola
Idioma língua francesa
País  França
Género Romance
Editora G. Charpentier
Lançamento 1880
Páginas 524
Edição portuguesa
Editora Imp. "Folha de Hoje"
Lançamento 1884

Nana (em português: Naná) é um romance escrito pelo autor do naturalismo francês, Émile Zola. Finalizado em 1880, Nana é o nono volume da série composta de 20 volumes chamada de "Os Rougon-Macquart" (Les Rougon-Macquart), cujo objetivo era descrever a "História Natural e Social de uma Família sob o Segundo Império", que é o subtítulo da série.

Nana, a protagonista titulo, pode ser considerada uma das primeiras anti-heroínas, melhor denominado de vilãs.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Nana é uma das obras mais conhecidas do célebre romancista francês Émile Zola. A personagem central, que dá nome ao romance, chama-se precisamente Nana. Filha de pai alcoólico e de uma lavadeira, Nana, medíocre artista de teatro, mas com um corpo de Vénus e uma sexualidade desequilibrada e vulcânica, torna-se no tipo perfeito da prostituta de luxo, da cortesã da sociedade francesa dos tempos do Segundo Império. Personalidade contraditória, atinge a riqueza à custa do comércio carnal, sobretudo na alta-roda da aristocracia e da finança, e reina, no seu palacete da Avenida de Villiers, entre móveis de laca branca e no meio de um «perfume perturbante», como a força voluptuosa e brutal, sem inteligência e sem amor (embora não totalmente deserta de sentimentos humanos), que irresistivelmente atraí, corrompe e arruína, até morrer, como um destroço, numa decomposição antecipada. Zola supera, no entanto, o âmbito da história individual, para nos apresentar, num quadro profundamente realista, a corrupção dourada das classes francesas mais elevadas da época de Napoleão III.[1]

  1. NANA - Emile Zola - Livro. [S.l.: s.n.]