Anti-herói

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Cosplay do personagem Han Solo, um anti-herói do cinema

Anti-herói é o termo que designa o protagonista que não possui as virtudes tradicionalmente atribuídas aos heróis.[1]

O termo não é sinônimo de vilão, porém, alguns anti-heróis chegam a ser vilões, como a personagem Brittany Miller da franquia Alvin e os Esquilos.

Em alguns casos, os anti-heróis são tão ou mesmo mais populares que os heróis, como o Pica-Pau.

Anti-heróis são personagens não inerentemente maus que, às vezes, praticam atos moralmente aprováveis. Contudo, algumas vezes é difícil traçar a linha que separa o anti-herói do vilão. No entanto, note-se que o anti-herói, diferente do vilão, sempre obtém aprovação, seja através de seu carisma, seja por meio de seus objetivos muitas vezes justos ou ao menos compreensíveis, o que jamais os torna lícitos. A malandragem, por exemplo, é uma ferramenta tipicamente anti-heroica.

Origem[editar | editar código-fonte]

Não existe um momento definitivo para quando o anti-herói surgiu como um elemento literário.

O anti-herói evoluiu ao longo do tempo, mudando junto com as concepções da sociedade sobre o herói, desde o Período elisabetano, com o Falstaff de Shakespeare, passando pelo pré-romantismo do Fausto de Goethe, até aos mais sombrios temas da literatura vitoriana do século XIX, como a Ópera dos Mendigos, de John Gay. Inicialmente, o anti-herói surge como um homem tímido, passivo e indeciso, que contrasta fortemente com os heróis clássicos.

O herói byroniano também estabelece um precedente literário para o conceito moderno de anti-heroísmo, criando um anti-herói rebelde que é simpático, apesar de sua rejeição da virtude.

Distinção entre Anti-herói e Herói Trágico[editar | editar código-fonte]

Um anti-herói difere de um herói trágico por este ainda ser essencialmente heroico, mas com uma grande falha trágica: já no anti-herói as falhas são mais visíveis do que as suas qualidades heroicas. Anti-herói pode também ser definido como herói atrapalhado.

Há mais de um tipo de anti-herói. Além dos que buscam satisfazer seus próprios interesses, há também os que sofrem desapontamentos em suas vidas, mas persistem até alcançar o ato heroico. Ainda há o tipo de anti-herói que está próximo do herói, mas segue a filosofia de que "o fim justifica os meios". Esse último é bem popular nos quadrinhos.

Existem também anti-heróis que têm atitudes morais suficientes para serem heróis, mas não têm o condicionamento físico e/ou intelectual suficientes, só que não percebem ou se preocupam com esse fato.

Exemplos notáveis[editar | editar código-fonte]

Dom Quixote; Artemis Fowl: da série de livros homônima; Severus Snape, de Harry Potter; Macunaíma; Brás Cubas; Emma Bovary, do romance Madame Bovary; Capitão Jack Sparrow, da série de filmes Pirates of the Caribbean; Han Solo, de Star Wars; Walter White, da série Breaking Bad; Dexter Morgan, da série Dexter; Damon Salvatore, de The Vampire Diaries; Frank Underwood, de House of Cards; Rick Grimes, de The Walking Dead; Mulher-gato; Rorschach e Comediante, ambos de Watchmen; Motoqueiro Fantasma e Justiceiro, ambos da Marvel Comics; Spawn; Vegeta, de Dragon Ball Z; Orochimaru e Sasuke Uchiha, de Naruto; Light Yagami, de Death Note; Ikki de Fênix, de Cavaleiros do Zodíaco; Hiei, de Yu Yu Hakusho; Kratos, do jogo God of War; Dante, do jogo Devil May Cry e Stone Cold Steve Austin.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 131.
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