Fábula

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Um coelho com características humanas

As fábulas (em latim: fabula , "história", "jogo ou narrativa") são composições literárias curtas, escritas em prosa ou versos em que os personagens são animais que apresentam características antropomórficas, muito presente na literatura infantil. As fábulas possuem caráter educativo e fazem uma analogia entre o cotidiano humano com as histórias vivenciadas pelas personagens, essa analogia é chamada de moral e geralmente é apresentada no fim da narrativa.[1][2][3]

Se entende que as fábulas tiveram origem no Oriente e pertenceu aos assírios e babilônios, mas foi Esopo, escravo da Grécia antiga que viveu no século VI a.C., que a desenvolveu. O francês Jean de La Fontaine foi um grande divulgador das fábulas de Esopo, Fontaine reescrevia as fábulas para fins educativos e caracterizava as personagens de acordo com suas aparências.[4][5]

História

Mesmo que desenvolvidas por Esopo, a origem das fábulas antecede os gregos: provérbios sumérios, escritos cerca de 1500 a.C., já compartilhavam semelhanças com as fábulas gregas. Esses provérbios já incluíam em suas narrativas animais antropomórficos e uma lição moral, as narrativas também eram curtas e diretas e embebiam a moral no final da história, apenas muito tempo depois habituou-se a separar a moral no inicio ou no fim da fábula (a fim de deixar claro para o leitor qual a mensagem que a história quer passar).[6]

Grécia

Foi na Antiga Grécia que Esopo propagou oralmente suas fábulas. Apesar de terem sido passadas pela oratória e isto ter desintegrado de alguma forma as fábulas, algumas características prevaleceram até os dias de hoje: As histórias sempre utilizaram de animais que reproduzem comportamentos humanos, principalmente a fala. A mímica que os animais, nesses contos, fazem em relação aos humanos é proposital e têm, em sua maioria, o objetivo de ressaltar os bons e maus comportamentos humanos. Entretanto, algumas vezes, os personagens ainda preservam algum comportamento intrínseco a sua origem animal.[6][7]

Além de serem usados para propósitos educativos, na Grécia as fábulas de Esopo surgiram em uma época onde a liberdade de expressão era limitada, usar as histórias para criticar as formas de governo sem represálias era comum, as fábulas serviam como código para que os mais fracos pudessem contrapor os mais fortes de forma subjetiva. As histórias de Esopo são cheias de mensagens onde os mais fortes podem ser enganados e os mais fracos podem, com alguma astúcia, prevalecer. As histórias foram registradas pela escrita durante os séculos X e XVI a.C.[6]

Autores

Escritores de língua portuguesa que cultivaram o gênero:

Ver também

Wikcionário
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Referências

  1. Sabrina Vilarinho. «Fábula». Consultado em 16 de novembro de 2014 
  2. Ana Paula de Araújo. «Fábula, Parábola e Apólogo». Consultado em 16 de novembro de 2014 
  3. Débora Silva. «Fábula». Consultado em 16 de novembro de 2014 
  4. Carla Caruso (31 de julho de 2005). «Fábula: Quem foi Esopo?». Consultado em 16 de novembro de 2014 
  5. Vânia Maria do Nascimento Duarte (31 de julho de 2005). «A fábula e suas características discursivas». Consultado em 16 de novembro de 2014 
  6. a b c John Horgan (8 de março de 2014). «Aesop's Fables» (em inglês). Consultado em 16 de novembro de 2014 
  7. «The Evolution of Aesop's Fables» (em inglês). Consultado em 16 de novembro de 2014