Floresta encantada

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Capa do livro 'A Floresta Encantada' de William Bowen, ilustrada por Maud e Miska Petersham, MacMillen Co, Nova Iorque, 1920

A floresta encantada é uma das figuras do imaginário medieval, ligada às lendas arturianas.[1]

A floresta encantada surge em contraste com o conceito tradicional de floresta no imaginário medieval, lugar de terrores e provações, assombrado pelo demónio.[1] A floresta como lugar mágico e perigoso existe no folclore em qualquer sítio em que o estado selvagem do território seja a floresta: A floresta é algo que é necessário atravessar para chegar a algum lugar onde coisas estranhas podem acontecer, e onde pessoas estranhas podem morar; é o lar de monstros, bruxas e fadas. Camponeses que raramente ou nunca se deslocavam para longe das suas aldeias não conseguiam afirmar conclusivamente que era impossível que um ogre vivesse a uma hora de distância das suas casas.[2]

No Ciclo Arturiano, constitui-se como uma floresta fabulosa e iniciática, para as profundezas da qual Merlin de retira, na proximidade de fontes, semelhante à figura do génio tutelar dos bosques. Este conceito é mais tarde associado à floresta encantada de Broceliande, na Bretanha, onde se localiza a fonte mágica de Barenton.[1]

Referências

  1. a b c «Humanidades». Editora Universidade de Brasília. Humanidades. 9: 105. 1993 
  2. C. S. Lewis, "On Science Fiction", Of Other Worlds, p68 ISBN 0-15-667897-7