Oriente

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Oriente (do latim oriente) significa "o lado do sol nascente", "o leste", "o levante". Por extensão, é usado tradicionalmente por ocidentais para se referir ao Oriente Médio (também conhecido como Oriente Próximo), ao Extremo Oriente ou a todo o mundo oriental.[1]

Acepção político-cultural[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Orientalismo e Mundo oriental

Para além da acepção geográfica, a palavra oriente tem uma conotação política e cultural - os ocidentais, ou seja, europeus e americanos, consideram os asiáticos como orientais (embora não considerem assim os povos da Oceania). As Civilizações Orientais (sumérios, persas, chineses, árabes, indianos, malaios, japoneses etc.) se formaram durante milênios. A Antiguidade e a Idade Média correspondem a dois períodos áureos das civilizações do oriente. Já o século XXI é tido como o século do ressurgimento oriental.

A divisão do mundo em Ocidente e Oriente é conhecida na Europa desde 292 d.C., quando o imperador romano Diocleciano dividiu o Império Romano em duas partes, cada uma administrada por um Augusto e um César (a Tetrarquia), sendo que a parte oriental se transformou no Império Bizantino. Já Caio Plínio Segundo (também chamado de Plínio, o Velho) referiu-se às gentes do Oriente em sua Naturalis Historia como os Seres.

A concepção de orientalismo - a mistificação ou redução do oriente a termos de estereótipos - é criticada pelo livro Orientalismo, do historiador Edward Said. Said demonstra que o Oriente é uma construção teórica imaginada por autores ocidentais e reúne povos tão distintos que não faz sentido usar o Oriente como uma unidade de análise ou denominador comum.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 233.
  2. SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ANDREUCCI, Franco. A questão colonial e o imperialismo. In HOBSBAWN, Eric J. (org.). História do Marxismo – v. 4. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.
  • DEL ROIO, Marcos. Lenin e a transição socialista. Lutas & Resistências, Londrina, n.3, v.2, p. 67-82, 2º sem. 2007.
  • FERREIRA, Muniz. Celebrar Outubro, problematizando. In PINHEIRO, Milton (org.). Outubro e as experiências socialistas do século XX. Salvador: Quarteto, 2010.
  • GRUPPI, Luciano. O pensamento de Lênin. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
  • HO CHI MIN. “O caminho que me conduziu ao leninismo”, in Ho Chi Min – Escritos II (1954-1969). Lisboa: Edições Maria da Fonte, 1976.
  • LENIN, V.I. Obras escogidas en doce tomos. Moscou, Editorial Progreso, 1977.
  • LENIN, Vladimir Ilitch. “Duas tácticas da Social-democracia na Revolução Democrática”, in Obras Escolhidas. Moscou: Editorial Progreso; Lisboa: Edições Avante!, 1977.
  • LENIN, Vladimir Ilitch. El Estado y la revolución. Moscou: Editorial Progreso, 1979.
  • LENIN, Vladimir Ilitch. A revolução proletária e o renegado Kaustsky. Tradução de Aristides Lobo. São Paulo: Livraria Editora de Ciências Humanas, 1979.
  • N’KRUMAH, Kwame. Neocolonialismo último estágio do imperialismo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1967.
  • NIKARONOV, Anatoli. Amilcar Cabral. Lisboa: Edições Sociais, 1975.

Referências

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