Século XXI

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Ataques terroristas nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, marcam o início do século.

O século XXI (de 2001 a 2100) é o vigésimo primeiro século da Era Cristã ou Era Comum, e primeiro século do terceiro milênio. É o atual século, do qual são históricos a década de 2000 e quatro quintos da década de 2010.

De uma forma geral, o início do século XXI foi caracterizado por uma época de prosperidade na Europa e nos Estados Unidos seguidos de uma forte recessão, que teve início em 2008, pela Primavera Árabe no norte da África, pelo rápido crescimento da economia da República Popular da China, que se tornou a segunda maior economia depois dos Estados Unidos, e pela ascensão da esquerda na América Latina. e no Brasil com Luís Inácio Lula da Silva do PT, A estimativa para o meio do século é que a maior parte da economia global estará concentrada nos países conhecidos como BRICS: Brasil, Rússia, Índia, República Popular da China e África do Sul.

Em termos de comportamento, o mundo ocidental caracterizou-se pela secularização. Bastiões do Cristianismo como a Europa viram a drástica diminuição da população que se declara religiosa. Também houve grandes movimentos efetivos em favor de minorias antes discriminadas, como os homossexuais, que passaram a poder casar-se entre si em diversos países, e os negros, que no Brasil foram beneficiados com leis de cotas nas universidades públicas e, nos Estados Unidos, tiveram em Barack Obama seu primeiro representante como presidente da República.

Em escala global, verifica-se o aprofundamento do processo de Globalização da economia e da informação, potencializado sobretudo pela Revolução Digital, que, embora tivesse início ainda no fim do século XX, tornou-se efetivamente uma revolução no século XXI.

No Brasil tivemos grandes acontecimentos históricos, como Dilma Rousseff, a se tornar a primeira mulher a chegar na presidência do Brasil em 2011, em 2006 o Brasil teve o seu primeiro astronauta Brasileiro Marcos Pontes

A Grande Crise Econômica de 2008[editar | editar código-fonte]

Nova Iorque em 2006 antes da crise econômica

também chamada de a 'Grande Recessão' ou crise de 2008, considerada a pior crise desde a Grande Depressão de 1929, a crise econômica começou bem antes de 2008 mas teve o seu ápice no dia 15 de setembro de 2008 quando o banco Lehman Brothers, o quarto maior banco dos Estados Unidos, declarou a sua falência. as bolsas mundiais em todo o mundo perderam mais de US$ 900 bilhões, As ações tiveram o seu pior ano desde a grande depressão de 1929, O tesouro americano se viu obrigado a abrir as torneiras para salvar outros bancos e evitar ainda mais prejuízo, no Brasil a tensão foi muito grande nos dias que sucederam a crise econômica e a falência do banco Lehman Brothers. “O mercado mundial estava um pandemônio, o dólar oscilava 100 pontos por dia e eram muitas as ordens de compra e venda do dólar” mas a crise econômica rapidamente se alastrou pelos grandes bancos do mundo americanos e europeus, o UBS, Citigroup e Merrill Lynch divulgaram perdas bilionárias, Os bancos centrais dos Estados Unidos da zona do euro, da Inglaterra, do Japão, Alemanha, França, Espanha, Itália, Grécia e do Canadá começam a fazer intervenções conjuntas no mercado financeiro para tentar controlar a crise econômica.

Atentados terroristas de 11 de setembro de 2001[editar | editar código-fonte]

No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos viveram o seu maior ataque terrorista de sua história. os ataques terroristas do 11 de setembro de 2001, também foram o estopim para a Guerra do Afeganistão (2001–presente) e a Invasão do Iraque em 2003. eram quase 9h da manhã em Nova York quando um avião sequestrado por terroristas integrantes da organização fundamentalista islâmica Al Qaeda, sob o comando do terrorista Osama Bin Laden, chocou-se com uma das torres do World Trade Center (WTC) um dos prédios mais altos do mundo até então. a princípio, parecia um trágico acidente aéreo. Mas, quando cerca de 20 minutos após o primeiro ataque outro avião colidiu com a segunda torre do WTC, ficando claro que se tratava na verdade de uma ação terrorista. alguns minutos depois, um terceiro avião sequestrado por terroristas atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que fica próximo a Washington D.C., capital do país. uma quarta aeronave também sequestrada por terroristas caiu em uma área rural no estado da Pensilvânia antes de atingir o seu alvo, após os passageiros tentarem retomar o controle da aeronave sequestrada. as Investigações apontaram que o plano dos terroristas era jogar o avião contra o Capitólio, casa do poder legislativo Norte-Americano. três edifícios do complexo do WTC desmoronaram, incluindo as famosas torres gêmeas. as cenas de desespero da fumaça tomando conta das ruas de Nova York e de pessoas se jogando pelas janelas para tentar fugir das chamas foram transmitidas pela televisão ao vivo e chocaram o mundo inteiro. ao todo quase 3 mil pessoas morreram, incluindo os terroristas, e todos os passageiros das quatro aeronaves sequestradas, bombeiros, funcionários do Pentágono e muitas pessoas que trabalhavam no WTC. além das vítimas, o 11 de setembro de 2001 também teve sérios desdobramentos militares. o então presidente George W. Bush aprovou, no mês seguinte, o USA Patriot Act (Lei Patriota) que permitia ao governo Americano, entre outras coisas, invadir casas de suspeitos, espionar cidadãos, interrogar suspeitos (inclusive com uso da força, tortura) sem precisar pedir autorização judicial ou respeitar o direito à defesa e julgamento. os Estados Unidos também lideraram junto com outros países, a chamada "Guerra ao Terror", que levou à invasão do Afeganistão em outubro de 2001, e do Iraque em março de 2003, países acusados de dar suporte e apoio ao grupo terrorista islâmico Al-Qaeda. o principal responsável pelo maior ataque terrorista da história dos Estados Unidos, Osama Bin Laden fundador e líder da al-Qaeda acabaria sendo morto por militares norte-americanos na cidade de Abbottabad, no Paquistão em 1 de maio de 2011

A Invasão do Iraque em 2003[editar | editar código-fonte]

a invasão do Iraque começou a 19 de março de 2003 e terminou em 1 de maio de 2003. essa foi a primeira grande etapa da invasão do Iraque o que se tornaria um longo conflito, a Guerra do Iraque. Foi lançada com o nome de “Operação Liberdade do Iraque” pelos Estados Unidos e aconteceu no contexto da Guerra Global contra o Terrorismo.após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 A invasão durou apenas 21 dias e foi bem sucedida. Os americanos receberam apoio militar do Reino Unido, da Austrália, Alemanha, França e da Polônia. O objetivo da invasão do Iraque era derrubar o regime baathista de Saddam Hussein. A fase da invasão do conflito foi curta e consistiu em combates convencional e na ocupação de boa parte do Iraque, resultando na destituição do governo que estava no poder. A ditadura de Saddam Hussein entrou em colapso logo após a queda de Bagdá. Os Estados Unidos contribuiu com a maior força militar com 148 000 soldados que formavam a vanguarda da Coalizão. O Reino Unido enviou 45 000 militares a frente de batalha, a Austrália enviou 2 000 militares e a Polônia apenas 194 soldados a maioria forças especiais. Outras 36 nações contribuíram com tropas e observadores após a invasão ter sido concluída. O Kuwait e a Arábia Saudita ofereceram seus territórios para apoiar as forças aliadas.

No norte do Iraque, a milícia Curda conhecida como Peshmerga também apoiou a invasão incondicionalmente. de acordo com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e com o primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, a missão da coalizão era “desarmar o regime iraquiano, e encerrar o apoio de Saddam Hussein a organizações terroristas e libertar o povo iraquiano”.

em 5 de novembro de 2006 Saddam Hussein e julgado por um tribunal Iraquiano e sentenciado à morte por enforcamento, juntamente com seu meio-irmão Barzan Ibrahim e o ex-chefe da corte revolucionária Awad Hamed al-Bandar

no dia 30 de dezembro de 2006 Saddam Hussein é executado na forca, chegando ao fim a sua ditadura. em 2009 o presidente dos Estados Unidos Barack Obama prometeu durante o seu governo encerrar o conflito, quase 10 anos após o início da invasão do Iraque. a guerra no Iraque foi formalmente encerrada no dia 18 de dezembro de 2011, com a retirada completa do efetivo militar Americano do Iraque.

A Guerra Russo-Georgiana de 2008[editar | editar código-fonte]

a guerra entre a Rússia e a Geórgia, também conhecida como a Guerra de Agosto, ou a Guerra dos Cinco dias (Guerra Russo-Georgiana) foi um Conflito da Ossétia do Sul. iniciado durante a noite do dia 7 para 8 de agosto de 2008, quando a Geórgia lançou uma grande ofensiva militar em larga escala contra a Ossétia do Sul e Abcásia. o ataque Georgiano causou vítimas entre soldados Russos e milícias ossetas, que resistiram ao assalto em Tskhinvali, cidade localizada na Ossétia do Sul. No dia seguinte, os Russos lançaram um contra-ataque massivo contra as forças Georgianas na Ossétia. e no dia 9 de agosto de 2008 abriram uma segunda frente de batalha na região da Abcásia. após cinco dias de intensos combates, as forças Georgianas recuaram, permitindo o avanço do exército Russo dentro do território Georgiano. na época o exército da Rússia chegou a posicionar as suas tropas à apenas 50km de Tbilisi, capital Georgiana. segundo as autoridades ossetas, 1.492 pessoas morreram apenas na Ossétia do Sul. mas algumas fontes alternativas contabilizam mais de 3.000 mortos durante o conflito. e mais de 100.000 refugiados. o conflito foi encerrado no dia 16 de agosto de 2008 com a vitória do exército Russo no sul-osseta e abecásia. Acontecimentos

Guerra Civil Líbia em 2011[editar | editar código-fonte]

A guerra civil na Líbia começou em 15 de fevereiro de 2011 a 23 de outubro de 2011. o conflito começou a partir da mobilização da sociedade líbia. os manifestantes exigiam mais liberdade e democracia, mais respeito pelos direitos humanos, e melhor distribuição da riqueza e a redução da corrupção. os manifestantes foram violentamente reprimidos pelas tropas de Khadafi, e isso gerou uma revolta generalizada na população Líbia, o que agravou os conflitos. essa situação resultou numa mobilização ainda mais intensa dos grupos anti-Khadafi. Nesse momento do conflito, Tripoli, a capital do país, já estava cercada por cidades controladas pelos manifestantes.

Essa guerra civil chamou logo a atenção das nações mais poderosas do mundo, que num jogo de interesses, condenaram o governo da Líbia pelo uso da violência contra os manifestantes. França, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos foram alguns dos países que se posicionaram contrários ao governo de Muamar Kaddafi. No dia 19 de março de 2011, a ONU autorizou a criação de uma zona de exclusão aérea na Líbia, para evitar que Khadafi continuasse a atacar civis. Uma coalizão formada pelo Reino Unido, Estados Unidos, França, Alemanha e outros oito países iniciaram bombardeios aéreos em áreas controladas por tropas de Khadafi. os conflitos e oposição ao governo de Muamar Kaddafi continuaram desde então. a União Africana, em parceria com a ONU e outras organizações internacionais, continuaram tentando promover negociações de paz para a Líbia. Muamar Kaddafi foi morto no dia 20 de outubro de 2011 encerrando o conflito na Líbia.

Guerra Civil na Síria[editar | editar código-fonte]

Bashar al-Assad e o seu aliado Russo Vladimir Putin em 2017

A guerra civil na Síria começou em 2011, dentro do contexto da Primavera Árabe quando houve uma série de protestos contra o governo de Bashar al-Assad desde 2010, Em março de 2011 são realizados protestos ao sul da Síria em favor da democracia. A população revoltou-se contra a prisão de adolescentes que escreveram palavras revolucionárias, contra o governo nas paredes de uma escola.

Como resposta aos protestos, o governo ordenou que às forças de segurança abrissem fogo contra os manifestantes causando várias mortes. A população revoltou-se ainda mais contra a repressão e exigiu a renúncia do presidente Bashar al-Assad do poder, em outros lugares do Oriente Médio e Norte da África protestos contra governos autoritários ganhavam o apoio do Ocidente, o que ficou conhecido como a Primavera Árabe. o que era antes um protesto pacifico e calmo logo se transformou em uma violenta e sangrenta guerra civil. em 4 de abril de 2017 o governo Sírio de Bashar al-Assad foi acusado de usar arma química (gás sarin) em um ataque que culminou em mais de oitenta mortes, em resposta a esse ataque os Estados Unidos lançaram dezenas de mísseis contra alvos militares na Síria. a (ONU) Organização das Nações Unidas condenou esse ataque químico a Rússia ameaçou intervir aumentando a tensão naquela região. em 10 de fevereiro de 2018 as forças armadas de Israel realizaram ataques aéreos na Síria a possíveis alvos iranianos. e o exército Turco invadiu uma região do norte da Síria controlada pelos Curdos, no segundo dia de uma grande ofensiva militar Turca. contra a milícia Curdo-Síria, considerada uma “organização terrorista” pela Turquia, as forças armadas da Turquia também atacaram alvos Curdos no Iraque.

Novos países[editar | editar código-fonte]

Há novas nações que surgiram no século XXI.

Invenções[editar | editar código-fonte]

Até o presente momento, as principais invenções do século XXI se encontram nas áreas de eletrônica e telecomunicações, sendo provavelmente o tablet e o smartphone, embora criados ainda no século XX, as duas de maior impacto.

Personalidades notáveis[editar | editar código-fonte]

Papas[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Décadas[editar | editar código-fonte]

Década de 2000 | Década de 2010 | Década de 2020 | Década de 2030 | Década de 2040
Década de 2050 | Década de 2060 | Década de 2070 | Década de 2080 | Década de 2090

Anos[editar | editar código-fonte]

Milénios: segundo milênio d.C. - terceiro milênio d.C. - quarto milênio d.C.
Séculos: Século XX - Século XXI - Século XXII
2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 | 2010
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]