Síria

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الجمهوريّة العربيّة السّوريّة
(Al-Jumhuriyah al-Arabiyah
as-Suriyah)

República Árabe Síria
Bandeira da Síria
Brasão de armas da Síria
Bandeira Brasão de Armas
Lema: "وحدة ، حرية ، اشتراكية" ("Wihdah, Hurriyyah, Ishtirākiyyah" - "Unidade, Liberdade, Socialismo")
Hino nacional: "حُمَاةَ الدِّيَار" ("Ħumāt ad-Diyār" - "Guardiões da Pátria")
Gentílico: siríaco(a), sírio(a)[1]

Localização  República Árabe Síria

Capital Damasco
33° 30' N 36° 18' E
Língua oficial Árabe
Governo República unitária semipresidencial de partido dominante
 - Presidente Bashar al-Assad
 - Primeiro-ministro Wael Nader al-Halqi
Independência da França 
 - Primeira declaração setembro de 1936 
 - Segunda declaração 1º de janeiro de 1944 
 - Reconhecida 17 de abril de 1946 
Área  
 - Total 185 1801 km² (86.º)
 - Água (%) 0,06
 Fronteira Turquia (N), Iraque (E e S), Jordânia (S),
Israel e Líbano (W)
População  
 - Estimativa de 2008 19 747 586 hab. (57.º)
 - Densidade 99 hab./km² (76.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ 87,091 bilhões (63.º)
 - Per capita US$ 4 488 (111.º)
IDH (2012) 0,648 (116.º) – médio[2]
Moeda Libra síria (SYP)
Fuso horário (UTC+2)
 - Verão (DST) (UTC+3)
Clima Mediterrânico e árido
Org. internacionais ONU, OCI, MNA, Liga Árabe, União para o Mediterrâneo
Cód. ISO SYR
Cód. Internet .sy
Cód. telef. +963
Website governamental http://www.parliament.gov.sy/
web/list_news.php#

Mapa  República Árabe Síria

1Inclui as Colinas de Golã, invadidas por Israel.

Síria (em árabe: سورية sūriyyaħ ou سوريا sūriyā), oficialmente República Árabe Síria (em árabe: الجمهورية العربية السورية al-jumhūriyyaħ al-ʕarabiyyaħ as-sūriyyaħ), é um país árabe no Sudoeste Asiático, e faz fronteira com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, Israel no sudoeste, Jordânia no sul, Iraque a leste, e Turquia no norte.

O nome Síria, antigamente, compreendia toda a região do Levante, enquanto atualmente abrange os locais de antigos reinos e impérios, incluindo as civilizações de Ebla do III milênio a.C. Na era islâmica, sua capital, Damasco, foi a capital do Império Omíada e a capital provincial do Império Mameluco. Damasco é largamente reconhecida como uma das cidades mais antigas continuadamente habitadas do mundo.[3]

A Síria de hoje foi criada como mandato francês e obteve sua independência em Abril de 1946, como uma república parlamentar. O pós-independência foi instável, e um grande número de golpes militares e tentativas de golpe sacudiram o país no período entre 1949-1970. Síria esteve sob Estado de sítio desde 1962, que efetivamente suspendeu a maioria das proteções constitucionais aos cidadãos. O país vem sendo governado pelo Partido Baath desde 1963, embora o poder atual esteja concentrado na presidência e um pequeno grupo de políticos e militares autoritários. O atual presidente da Síria é Bashar al-Assad, filho de Hafez al-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000.[4] [5] Síria tem uma grande participação regional, particularmente através do seu papel central no conflito árabe com Israel, que desde 1967 invadiu as Colinas de Golã, e pelo envolvimento ativo nos assuntos libaneses e palestinos.

A população predominante é de muçulmanos sunitas, mas com uma significante população de alauítas, drusos e minorias cristãs. Desde a década de 1960, oficiais militares alauítas tem dominado o cenário político do país. Etnicamente, cerca de 90% da população é árabe, e o estado é governado pelo Partido Baath de acordo com princípios nacionalistas árabes, dos quais aproximadamente 10% pertencem à minoria curda.

Desde o começo de 2011, o país vive uma violenta guerra civil entre forças contrárias e leais a liderança do presidente Bashar al-Assad. Mais de 100 mil pessoas já teriam morrido no conflito.[6] [7]

História[editar | editar código-fonte]

A Síria possui uma história muito antiga, desde os arameus e assírios, marcada fortemente pela influência e rivalidade de Mesopotâmia e Egito. Depois de ser ocupada pelos persas, a Síria foi conquistada por Alexandre III da Macedónia. Na época helenística passou a ser centro do reino dos selêucidas e se converteu em uma província romana no século I a.C.. Grandes cidades se desenvolveram nessa região como a mítica Palmira, uma das mais originais e descanso de caravanas.

Com a ascensão do islamismo, a Síria foi um dos focos mais importantes da Civilização Árabe, sobretudo na época do califado omíada (661-750), centrado em Damasco, e da dinastia hamdanida (905-1004), centrado em Alepo. Porém, pela sua situação, foi objeto de ambição estrangeira o que conduziu a divisão do seu território. Os cruzados se estabeleceram na Síria durante algum tempo e construíram importantes fortificações, como o Krak dos Cavaleiros. Finalmente, em 1516, Síria passou a formar parte do Império Otomano.

Turca até 1918, com o fim da Primeira Guerra Mundial a Síria foi então dividida em duas partes: uma sob mandato francês, que compreendia a Síria e o Líbano atual, e a outra baixo mandato britânico, composta por Palestina, Transjordânia (atualmente Israel e Jordânia) e Iraque. Entre 1925 e 1927, os sírios se levantaram em revolta contra o domínio francês. A rebelião, contudo, acabou sendo esmagada.

Independência[editar | editar código-fonte]

O país conseguiu a independência em 1946.[8] Em 1948, entrou em guerra com Israel, saindo desta perdedora. Sofreu ainda numerosos golpes militares. Em 1958, uniu-se ao Egito para formar a República Árabe Unida (R.A.U.), da qual se separou depois do levantamento militar de 28 de setembro de 1961, convertendo-se em República Síria e, depois da tomada de poder em 1963 pelo Partido Baath, socialista e nacionalista, que empreendeu uma série de profundas reformas sociais e econômicas, ficando constituída como República Popular da Síria em 1964.

Em 1966, o país aliou-se de novo ao Egito e, em 1967, viu-se envolvido na Guerra dos Seis Dias. Mais tarde, em 1973, atacou Israel, na chamada Guerra do Yom Kippur; em maio de 1974 foi feito o acordo de retirada das tropas. Interferiu na defesa do Líbano contra Israel, em 1978. Partidária da causa palestina, mostrando-se contra as negociações de paz egípcio-israelitas, que ocorreram depois da viagem de Anwar Sadat a Jerusalém. As negociações empreendidas em 1979 com o Iraque, encaminhadas a uma fusão de ambos os países não prosperaram (naquele mesmo ano romperam-se as relações entre ambos devido à implicação do Baath iraquiano num atentado em Damasco). Em 1980, realizou-se uma outra tentativa de união, desta vez com a Líbia, que também faliu.

Últimas décadas[editar | editar código-fonte]

O conjunto de comunidades étnicas e religiosas que constituem o país, tanto muçulmanas como cristãs, assim como o ressurgimento do integralismo islâmico, criaram situações difíceis ao presidente Hafez al-Assad, de orientação laica e socialista. Não obstante, foi reeleito em 1980 como secretário-geral do Baath, o que reforçou seu poder. No mesmo ano, um tratado de cooperação com a União Soviética deu a al-Asad o papel de representante dos interesses soviéticos na região e lhe permitiu contar com sofisticado armamento de origem soviética. Os laços entre Síria e Irã começaram nos anos 1980, quando a Síria foi o único país árabe a apoiar o Irã na sua guerra de oito anos contra o Iraque. Simultaneamente à crescente deterioração das relações com Israel, a Síria passou a controlar militarmente o norte do Líbano, onde sustentou encontros com as forças de Israel e se opôs a presença de forças estadunidenses. A Síria se caracterizou, durante a permanência de suas tropas no Líbano, pela sua oposição a todos os planos de paz dos Estados Unidos para o Oriente Médio, e por proteger Damasco das facções da OLP opostas a Yasser Arafat, enquanto no Líbano a figura de al-Asad aparecia a princípios de 1986 como a do inevitável mediador para qualquer solução de fundo nos assuntos político-religiosos daquele país. Em 1992 foi reeleito. Na primeira Guerra do Golfo se opôs ao Iraque, participou de processo de paz em Madri, no ano de 1991. Atualmente a Síria está passando por uma guerra civil que faz parte da Primavera Árabe.

Guerra Civil Síria (2011-2014)[editar | editar código-fonte]

Locais dos protestos.

Desde 26 de Janeiro de 2011 está ocorrendo, na Síria, uma guerra civil entre defensores do regime de Bashar al-Assad e insurgentes que querem a renúncia do presidente. A onda de protestos e conflitos fazem parte da Primavera Árabe. Com violentos combates irrompendo por todo o país, estima-se que entre 100 mil e 120 mil pessoas já teriam morrido e diversas cidades sírias estariam parcialmente ou completamente destruídas.[7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Síria tem uma área de 185.000 km quadrados. A oeste faz limites com Mar Mediterrâneo, Líbano, e Israel, ao sul com Jordânia a leste com Iraque e Turquia. O país esta dividido geograficamente em quatro regiões:

A faixa costeira, fértil, com 180 km de costa abrupta e rochosa, que se estende entre o Líbano e Turquia. As colinas Ansariyah (Jebel an-Nusariyah) formam praticamente a costa norte, e servem de base ao Sahl Akkar (planalto Akkal) ao sul. Os planos aluviais férteis são intensamente cultivados durante todo ano. Os portos mais importantes são Lataquia e Tartesos. Em Baniyas existe uma refinaria de petróleo.

As montanhas Jebel an-Nusariyah formam uma cordilheira que se estende de norte a sul no interior da faixa costeira. A altura media é de 1.000 m. São freqüentes as nevadas em seus picos no inverno. A faixa dos montes do planalto marcam a fronteira entre Síria e Líbano com uma altura média de 2.000 m. A montanha mais alta da Síria é Jebel ash-Sheikh, conhecido na Bíblia como Monte Hermon, com 2.814 m. O maior rio que nasce nessa cordilheira é o Barada. Outras regiões menores incluem o Jebel Druso, ao sul perto da fronteira com Jordânia e o Jebel Abu Rujmayn ao norte de Palmira.

Exceto na costa de clima mediterrâneo, nas montanhas e nas regiões banhadas pelos rios predomina a estepe. Aí se encontra Damasco, Homs, Hama, Alepo, Deir ez-Zor, Hassake e Qamishle, banhada pelo Orontes, o Eufrates e o Khabour.

O deserto conta com alguns grandes oásis como o de Palmira e ocupa o sudoeste do país, onde acampam os beduínos com seus milhões de cabeças de gado bovino. Sua privilegiada situação no meio de ricas terras produtoras de cereais, algodão, e leguminosas, lhe confere papel de importante mercado agrícola.

A Síria também é cortada pelos oleodutos que levam seu petróleo juntamente com o do Iraque em direção à costa libanesa por um lado, e por outro, em direção a Baniyas, localidade perto de Lataquia, principal porto comercial sírio.

Demografia[editar | editar código-fonte]

A maioria da população da Síria vive no vale do rio Eufrates, uma faixa fértil entre as montanhas costeiras e o deserto.

Composição étnica: Árabes sírios 90%, curdos 5,9%, circassianos, turcos e armênios 4,1%. A População: 21.906.156 habitantes. (Homens: 11.056.330; Mulheres: 10.849.826).Tendo a densidade demográfica: 119 hab/km². Uma taxa média anual de crescimento populacional: 3,2%.População residente em área urbana: 54,5%. População residente em área rural: 45,5%. População subnutrida: menor que 5%. Taxa de mortalidade infantil: 15 óbitos a cada mil nascidos vivos.Esperança de vida ao nascer: 73,9 anos.Analfabetismo: 17%.Domicílios com acesso a água potável: 89%.Domicílios com acesso a rede sanitária: 92%. Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,589 (médio).

Religião[editar | editar código-fonte]

Quanto a religiosidade do povo sírio, os muçulmanos são cerca de 90% do total, sendo 74% sunitas e 15% outros, incluindo os alauítas, os xiitas e os drusos. A maioria dos 10% restantes são cristãos. Existem cidades como Khabab, no governadorato de Dara e Maalula, que são inteiramente católicas. Há ainda uma pequena (cerca de 4500 pessoas) comunidade de judeus sírios.

Apesar de que na atualidade, a maioria dos sírios são muçulmanos sunitas e os cristãos estão apenas em torno de 10% da população, na sua maioria constituídos de ortodoxos e católicos de rito oriental. A Síria goza de um prestígio enorme por ser um dos berços do cristianismo. Tendo acolhido o cristianismo desde o princípio, continua sendo a sede da segunda Igreja Cristã fundada pelos discípulos de Jesus, que fora, presidida pessoalmente pelo próprio Apóstolo Pedro. A primeira Igreja Cristã foi a de Jerusalém[9] . Os primeiros cristãos estabeleceram-se em território sírio, por volta do ano 37 d.C., fugindo da perseguição iniciada pelos judeus na cidade de Jerusalém contra os adeptos da nova doutrina ensinada por Jesus de Nazaré, que ganhou grande repercussão logo após a sua morte com a notícia de sua ressurreição e ascensão aos céus, como sendo o Filho de Deus. Por onde iam, os discípulos de Jesus anunciavam a Boa Nova, faziam novos prosélitos e fundavam novas comunidades (Igrejas). Em pouco tempo já haviam se estabelecido em quase todo o território sírio, que na época era muito maior do que o atual.

Devido a sua importância histórica, dentro do cristianismo, a Síria é a sede do segundo mais antigo patriarcado cristão, o de Antioquia[10] ,que foi transferido durante a Idade Média para Damasco. Devido as divisões existentes no cristianismo e mais precisamente no século V, com o surgimento da controvérsia monofisita ocorrida durante o Concílio de Calcedônia, em 451, o cristianismo na Síria foi dividido, sendo palco de sangrentos conflitos entre os cristãos que defendiam opiniões diferentes. De um lado os defensores da unidade da natureza de Cristo, monofisitas, e de outro os defensores das duas naturezas de Cristo.

A Síria abriga, em seu território atual, três das cinco Igrejas Orientais que se separaram entre si. Algumas delas se reagruparam como Igreja particular sui juris, possuindo uma certa autonomia jurídica, teológica e litúrgica, porém dependentes da Sé Romana. Outras se mantiveram "sui generis", conservando a sua própria natureza e identidade, intactas, como são os casos das Igrejas Ortodoxas. Cada Igreja possui o seu próprio Patriarca. O que na antiguidade era apenas um, com as divisões internas do cristianismo, hoje existem cinco Patriarcas, cada qual reivindicando para si o direito ao título da Sé Apostólica de Antioquia, sendo que três destes estão na capital da Síria, Damasco, a saber: o Patriarcado Siríaco Ortodoxo, de Rito Antioquino,o Patriarcado Greco-Ortodoxo e o Patriarcado Greco-Melquita Católico, estes dois últimos são de Rito Bizantino e apenas o terceiro está em comunhão com a Sé Romana. Os outros dois Patriarcados, provenientes do antigo Patriarcado de Antioquia e que não estão no atual território sírio, são: o Patriarcado Maronita, de Rito Maronita, abrigado em Bkerke e o Patriarcado Siríaco Católico, de Rito Antioqueno, abrigado em Charfe, ambos no Líbano e atualmente em comunhão com a Sé Romana.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

A Síria é uma república parlamentar. Os seus cidadãos votavam desde 1970 por um presidente e deputados duma lista única organizada pelo partido Frente Progressista Nacional - (FPN). O presidente Hafez al-Assad foi eleito desta forma para cinco mandatos consecutivos e, com a sua morte, o seu filho Bashar al-Assad foi escolhido para o suceder e confirmado por um "referendo" em julho de 2000. Mas, com as fortes Pressões Populares insurgidas há mais de um ano, que integram a chamada Primavera Árabe, foi aprovada uma nova constituição no País, fato questionado pela Oposição Síria que luta pela via armada. Tais mudanças aboliram o direito da Frente Progressista Nacional de indicar a lista única ,abrindo espaço para novos partidos disputarem o pleito Legislativo em 07 de maio de 2012.

Partidos Políticos da Síria

Partidos que constituem a coalizão governista da Síria - Frente Progressista Nacional (FPN).

Novos Partidos Políticos da Síria

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Syrnumbered.png

A Síria está dividida em catorze províncias:

  1. Damasco (em árabe: دمشق)
  2. Rif Dimashq ( ریف دمشق)
  3. Quneitra (مُحافظة القنيطرة)
  4. Dara ( مُحافظة درعة)
  5. As-Suwayda (مُحافظة السويداء)
  6. Homs (مُحافظة حمص)
  7. Tartus (em árabe: مُحافظة طرطوس)
  8. Lataquia (مُحافظة اللاذقية)
  9. Hama (مُحافظة حماه)
  10. Idlib (مُحافظة ادلب)
  11. Alepo (مُحافظة حلب)
  12. Ar-Raqqah (مُحافظة الرقة)
  13. Deir ez-Zor (مُحافظة دير الزور)
  14. Al-Hasakah (مُحافظة الحسكة, em curdo: حسكة)

Economia[editar | editar código-fonte]

Há muitos anos que a Síria vem sendo uma nação essencialmente turística, além do turismo a Síria conta com uma infraestrutura bem diversificada e distribuída entre o comércio e a indústria o que garante a estabilidade de sua moeda: a libra síria; cuja cotação para US$ 1: 46 (jul./2000). PIB: US$ 17,4 bilhões (1998). PIB agropecuária: 25,9%; PIB indústria: 27,2%; PIB serviços: 46,9% (1997). Crescimento do PIB: 5,9% ao ano (1990-1998).

A Renda per capita: US$ 1.020 (1998). Força de trabalho: 5 milhões (1998). Agricultura: algodão em pluma, frutas, legumes e verduras, azeitona. Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves. Pesca: 7,7 mil t (1997). Mineração: gás natural, petróleo, fosforito. Indústria: química, petróleo, carvão, petroquímica, têxtil, couro, calçados, alimentícia, bebidas. Exportações: US$ 2,8 bilhões (1998). Importações: US$ 4,5 bilhões (1998). Parceiros comerciais: Alemanha, Itália, França, Arábia Saudita, Turquia.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Artes populares[editar | editar código-fonte]

A Síria conserva atividades artesanais tradicionais, como o trabalho em metal, ebanisteria[11] , tafiletería e trabalhos em seda. Ainda se pode encontrar em Damasco, Hama e Aleppo tecedores de seda trabalhando em seus teares de madeira, como faziam seus ancestrais em Ebla tempos atrás. Sopradores de vidro em fornos de cerâmica recordam a seus antepassados que inventaram como colorir o vidro há 3 mil anos. Os artistas ainda desenham heróis épicos quase idênticos aos gravados nas pedras por seus antepassados em 3.000 a.C.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

No terreno arqueológico Síria conta com uma importante história. Entre 661 e 750, Damasco viveu uma idade de ouro com a Dinastia dos Omíadas que determinou a aparição de um grandioso estilo arquitetónico composto, que combinava influências antigas e bizantinas com tradições sírias e mesopotâmicas.

A arquitetura civil atingiu um refinamento inigualado quando os turcos estenderam sua hegemonia sobre Síria no século XVI. A arte da corte otomana outorga preponderância a decoração, que mistura delicados motivos vegetais com caligrafias sutis.

Acontecimentos culturais[editar | editar código-fonte]

Durante todo ano se celebram na Síria acontecimentos culturais interessantes. Exposições, leituras e seminários são propostos nas Universidades, museus e centros culturais. A pintura e escultura dos artistas locais são expostos em galerias privadas em todo país. Entre os artistas de renome figura o pintor Fateh Mudarress, Turki Mahmud Beyk, Naim Ismail, Maysoun al-Jazairi, Mahmud Hammad y Abd al-Qader Arnaout entre otros.

A repressão política manteve a produção literária quase morta. Com exceção ao autodidata Zakariya Tamir, que viveu em exílio em Londres desde 1978. Sua obra gira em torno da vida diária na cidade, marcada pela frustração e desespero nascidas da opressão social.

Um grande número de festivais musicais acorrem regularmente na Síria. Destaca-se o Festival de Música de Câmara de Palmira. A televisão conta com dois canais, um em árabe e outro inglês e francês. Além de jornais em árabe, existem jornais locais em inglês.

Referências

  1. Portal da Língua Portuguesa, Dicionário de Gentílicos e Topónimos da Síria
  2. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  3. Neo Lithic Tell Ramad in the Damascus Basin of Syria
  4. Baath Party The Columbia Encyclopedia Sixth Edition 2001–05. Acessado 13 de junho de 2007.
  5. Syria (05/07). Página visitada em 2008-10-25.
  6. Syria in civil war, says UN. Página acessada em 22 de junho de 2013.
  7. a b Syria death toll tops 100,000, activist group says. CBS. Página visitada em 26 de junho de 2013.
  8. Relatório da Comissão Confiada, pelo Conselho, com o Estudo da Fronteira Entre a Síria e o Iraque (1932). Página visitada em 2013-07-08.
  9. Leia-se na íntegra o Livro dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia Sagrada. Nele encontra-se a trajetória das primeiras igrejas ou comunidades cristãs.
  10. Na antiguidade a cidade de Antioquia era um centro muito importante para a região e pertencia ao território sírio. Com a invasão dos turcos otomanos parte do território sírio foi incorporado pelo Império Turco Otomano e até hoje o território onde está situada a antiga cidade de Antioquia, atual Antakya, pertence a Turquia.
  11. A 4ª edição do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, editora Positivo, traz como "ebanisteria".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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