Igreja Greco-Católica Melquita

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Igreja Greco-Católica Melquita
كنيسة الروم الملكيين الكاثوليك
Ecclesiae Graecae Melchitae Catholicae
يبل.jpg
Emblema da Igreja Melquita
Comunhão com Igreja Católica
Hierarca Patriarca Youssef I Absi
Damasco, Síria Síria
Rito Bizantino
Família Ritual Bizantina
Território Síria, Líbano, Jordânia, Israel, Palestina, Iraque, Egito, Sudão, Sudão do Sul, Líbia, Turquia, Kuwait, Arabia Saudita, Barein, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Omã, Catar
Língua Litúrgica Árabe e grego
Fiéis 1.568.239 (2017)
Site oficial http://www.melkitepat.org/

A Igreja Greco-Católica Melquita (em árabe كنيسة الروم الكاثوليك, Kanīsät ar-Rūm al-Kāṯūlīk; em grego: Μελχιτική Ελληνική Καθολική Εκκλησία; em latim: Ecclesiae Graecae Melchitae Catholicae) ou Igreja Patriarcal Melquita[1] é uma Igreja oriental católica particular sui iuris. Esta Igreja utiliza o rito litúrgico bizantino e utiliza o grego e o árabe como línguas litúrgicas.

O atual líder da Igreja Melquita é o Patriarca Youssef I Absi, eleito pelo seu Sínodo no dia 21 de junho de 2017 e reconhecido pelo Papa Francisco no dia seguinte.

História[editar | editar código-fonte]

Outros reclamantes à Sé de Antioquia: Igreja de Antioquia

Criada em Antioquia, é a mais antiga Igreja enquanto instituição do mundo, conforme a tradição[2], e é a única entre as orientais que não é uma Igreja nacional, apesar de estar intimamente ligada à Síria. Seu Patriarcado envolve três sés apostólicas: Antioquia, Jerusalém e Alexandria, chamando-se Patriarcado Greco-Melquita de Antioquia e de Todo Oriente, Alexandria e Jerusalém.

O nome Melquita vem de mèlek que é a raiz siríaca para palavras como "rei", "real" e "reino". Todos aqueles que ficaram ao lado do imperador bizantino Marciano no Concílio de Calcedônia em 451, defendendo a realidade das duas naturezas de Cristo, foram pejorativamente apelidados de "reais" pelos monofisistas.

Com o tempo, o nome foi usado para designar especificamente os cristãos bizantinos de Antioquia, Alexandria e Jerusalém, que passaram a humildemente aceitar a alcunha jocosa que lhes conferiram.

Já a adjetivação de sua catolicidade - "greco" - vem do fato de os então futuros melquitas, assim como os outros cristãos que habitavam o Império Bizantino, antigo Império Romano, serem chamados pelos muçulmanos de rumi, "romanos", uma identidade que veio a ficar estreitamente ligada à língua que falavam: o grego, tanto que ambos nomes se tornaram sinônimos. Tal ligação com o Império Bizantino veio acrescentar alguns elementos bizantinos ao seu rito antioqueno de origem, tornando-o conhecido como rito bizantino. Assim, Igreja Melkita passou a ter, assim, a Divina Liturgia escrita por São João Crisóstomo e São Basílio de Cesareia.

Ainda como elemento de identidade, a Igreja Melquita é árabe. Seu processo de arabização começou desde segunda metade do século VIII. Foi a primeira Igreja a usar o árabe como língua litúrgica, e teve como um dos seus filhos o primeiro escritor cristão que escreveu regularmente em árabe, Teodoro Abuqurra (ca. 755 - ca.830).

Depois do Grande Cisma que ocorreu em 1054, a Igreja Melquita não manifestou nenhuma posição unilateral entre a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa, tentando preservar sua comunhão com ambas as Igrejas. Mas, em 1724, dado às circunstâncias históricas, como a atuação de missionários europeus, grande parte dos melquitas declarou comunhão visível com a Igreja Católica Romana, criando assim duas vertentes dos melquitas: os católicos (também chamados de uniatas) e os ortodoxos, os quais vieram a ser conhecidos como antioquenos.

Ícones[editar | editar código-fonte]

A Igreja Melquita, fiel à tradição bizantina, não usa esculturas em suas igrejas, mas apenas ícones: antes de entrar no Sancta Sanctorum pode-se sempre ver uma ícone de Maria e uma de Jesus.

Igreja Greco-Católica de Antioquia no mundo[editar | editar código-fonte]

A Igreja Melquita conta atualmente com cerca de 1,3 milhões de fiéis, organizados em 28 dioceses:

No Brasil[editar | editar código-fonte]

A Igreja Melquita veio ao Brasil em missão para servir os imigrantes sírios e libaneses, cuja imigração se iniciou em torno de 1869-1890. Prósperas comunidades foram fundadas e, com muito esforço, também levantadas suas próprias igrejas. A primeira, Igreja de São Basílio, foi fundada em 1941, pelo primeiro bispo melkita do Brasil, Dom Elias Coueter, tendo sido a primeira Igreja católica oriental a ser fundada no país.

A Igreja Melquita do Brasil é organizada numa eparquia, a Eparquia melquita no Brasil. Hoje, seu bispo é Dom George Khoury, que tomou posse no dia 22 de setembro de 2019, pelo Patriarca Youssef I Absi, sendo seu bispo emérito Dom Farès Maakaroun e ela abrange com quatro igrejas;

Também duas comunidades;

E a Igreja Melquita está presente ainda em uma igreja siríaca e em duas igrejas latinas, celebrando o rito bizantino:

Referências

  1. Rádio Vaticana (19 de novembro de 2013). «As Igrejas Católicas Orientais unidas a Roma». News.VA. Consultado em 9 de fevereiro de 2015 
  2. «Melkite Greek Catholic Church Information Center Unofficial History of the Melkite Greek Catholic Church / Grec Melkite Catholique». www.mliles.com. Consultado em 19 de novembro de 2022 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Igreja Greco-Católica Melquita
Ícone de esboço Este artigo sobre catolicismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.