Perseguição aos cristãos

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre a perseguição a cristãos movida por não-cristãos. Para a perseguição entre variedades de cristianismo, veja Perseguição entre cristãos.
Uma mulher cristã é martirizada sob Nero numa recriação do mito de Dirce (pintado por Henryk Siemiradzki, 1897, Museu Nacional de Varsóvia).

Perseguição aos cristãos é o nome dado aos maus tratos físicos ou psicológicos, incluindo agressões e assassínios exercidos por não-cristãos sobre cristãos, motivados os primeiros pela diferente identidade e manifestação religiosas e étnicas dos segundos. Estas perseguições foram levadas a cabo na Antiguidade não somente pelos judeus, de cuja religião o Cristianismo era visto como uma ramificação, mas também pelos imperadores do Império Romano, que controlava grande parte das terras onde o Cristianismo primitivo se distribuía, e onde era considerado uma seita. Tal perseguição pelos imperadores teve fim com a legalização da religião cristã por Constantino I, no início do século IV.

Nos últimos séculos, os cristãos foram perseguidos por outros grupos religiosos, incluindo muçulmanos e hindus, e por todos os estados ateus antirreligiosos Comunistas como a União Soviética e República Popular da China (ver: ateísmo marxista-leninista).

Perseguições aos cristãos vêm ocorrendo hoje em dezenas de países,[1] como Arábia Saudita,[2] Irã, Uzbequistão, Maldivas, Sudão [3] [4] e Eritreia, principalmente por parte de fundamentalistas islâmicos. [5] E também ainda vem ocorrendo, em estados comunistas, como Coreia do Norte [6] [7] e Cuba.[8] [9]

Perseguições na Idade Antiga[editar | editar código-fonte]

Perseguições narradas no Novo Testamento[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Novo Testamento, a crucificação de Jesus foi autorizada por autoridades romanas e executada por soldados romanos. Há também o registro de que Paulo, em suas viagens missionárias, foi várias vezes preso por autoridades romanas. O texto do Novo Testamento não relata o que aconteceu com Paulo, mas a tradição cristã afirma ter sido ele decapitado em Roma, sob o Imperador Nero no ano de 54.

Perseguição judaica[editar | editar código-fonte]

O Novo Testamento informa que os cristãos primitivos sofreram perseguição nas mãos das lideranças judaicas de seu tempo, começando pelo próprio Jesus Cristo.

Os primeiros cristãos nasceram e se desenvolveram sob o judaísmo, na medida em que o cristianismo começa como uma seita do judaísmo. As primeiras perseguições judaicas aos cristãos devem ser entendidas, então, como um conflito sectário – judeus perseguindo judeus por causa da heterodoxia. Várias outras seitas judaicas da época, no entanto, como os essênios, foram tão heterodoxas quanto a seita cristã.

De acordo com os textos do Novo Testamento, a perseguição aos seguidores de Jesus continuou após a sua morte. O primeiro mártir do cristianismo foi Estêvão (Atos 7). Os apóstolos Pedro e João foram presos por lideranças judaicas, incluindo o sumo-sacerdote Anás, que os libertou mais tarde (Atos 4:1-21). Numa outra ocasião, todos os apóstolos foram presos pelo sumo-sacerdote e outros saduceus, mas, segundo o relato neotestamentário, teriam sido libertados por um anjo (Atos 5:17-18). Após escaparem, os apóstolos foram novamente capturados pelo Sinédrio, mas, desta vez, Gamaliel – um fariseu bem conhecido da literatura rabínicaconvenceu o conselho a libertá-los.

Perseguição sob o Império Romano[editar | editar código-fonte]

Perseguição sob Nero, 54-68[editar | editar código-fonte]

Cristãos sendo usados como tochas humanas, na perseguição sob Nero, por Henryk Siemiradzki, Museu Nacional, Cracóvia, Polônia, 1876.

O primeiro caso documentado de perseguição aos cristãos pelo Império Romano direciona-se a Nero. Em 64, houve o grande incêndio de Roma, destruindo grandes partes da cidade e devastando economicamente a população romana. Nero, cuja sanidade já há muito tempo havia sido posta em questão, era o suspeito de ter intencionalmente ateado fogo. Em seus Anais, Tácito afirma que:

.

Ao associar os cristãos ao terrível incêndio, Nero aumentou ainda mais a suspeita pública já existente e, pode-se dizer, exacerbou as hostilidades contra eles por todo o Império Romano. As formas de execução utilizadas pelos romanos incluíam crucificação e lançamento de cristãos para serem devorados por leões e outras feras selvagens.

Os Annales de Tácito informam:

Perseguição[editar | editar código-fonte]

Em meados do século II, não era difícil encontrar grupos tentando apedrejar os cristãos, incentivados, muitas vezes, por seitas rivais. A perseguição em Lyon (ver: Ireneu de Lyon) foi precedida por uma turba violenta que pilhava e apedrejava casas cristãs.[12] Luciano de Samósata fala-nos de um elaborado e bem-sucedido embuste perpetrado por um "profeta" de Asclepius, no Ponto, fazendo uso de uma cobra domesticada. Quando os rumores estavam por desmascarar sua fraude, o espirituoso ensaísta nos informa, sarcasticamente:

...ele promulgou um edito com o objetivo de assusta-los, dizendo que o Ponto estava cheio de ateus e cristãos que tinham a audácia de pronunciar os mais vis perjúrios sobre ele; a estes, ele os expulsaria com pedras, se quisessem ter seu deus gracioso.
 
Luciano de Samósata[13].

As perseguições estatais seguintes foram inconstantes até o terceiro século, apesar do Apologeticum de Tertuliano (197) ter sido escrito ostensivamente em defesa de cristãos perseguidos e dirigido aos governantes romanos.

A primeira perseguição que envolveu todo o território imperial aconteceu sob o governo de Maximino, apesar do fato de que apenas o clero tenha sido visado. Foi somente sob Décio, em meados do segundo século, que a perseguição generalizada – tanto ao clero quanto aos leigos – tomou lugar em toda a extensão do Império. Gregório de Tours trata deste tema em sua História dos Francos, escrita no final do século VI:

Sob o imperador Décio, muitas perseguições se levantaram contra o nome de Cristo, e houve tamanha carnificina de fiéis que eles não podiam ser contados. Bábilas, bispo de Antioquia, com seus três filhos pequenos, Urbano, Prilidan e Epolon, e Sisto, bispo de Roma, Lourenço, um arquidiácono, e Hipólito tornaram-se perfeitos pelo martírio porque confessaram o nome do Senhor.
 
Gregório de Tours[14].

Apesar de confundir as épocas de perseguição (pois menciona, ao mesmo tempo, personagens que foram martirizados sob Maximino, Valeriano e Décio), o testemunho de Gregório mostra o quanto o tema da perseguição marcou o imaginário da Igreja nos primeiros séculos.

A última prece dos mártires cristãos, de Jean-Léon Gérôme (1883).

Sob Diocleciano[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Perseguição de Diocleciano

O clímax da perseguição se deu sob o governo de Diocleciano e Galério, no final do século terceiro e início do quarto. Esta é considerada a maior de todas as perseguições. Iniciando com uma série de quatro editos proibindo certas práticas cristãs e uma ordem de prisão do clero, a perseguição se intensificou até que se ordenasse a todos os cristãos do Império que sacrificassem aos deuses imperiais (ver: religião na Roma Antiga), sob a pena de execução, caso se recusassem. No entanto, apesar do zelo com que Diocleciano perseguiu os cristãos na parte oriental do Império, seus co-imperadores do lado ocidental não seguiram estritamente seus éditos, o que explica que cristãos da Gália, da Espanha e da Britânia praticamente não tenham sido molestados.

Últimas perseguições e legalização[editar | editar código-fonte]

No início do quarto século em 310 o imperador Geta mandou perseguir os cristãos, tortura-los e puni-los com morte.

A perseguição continuou até que Constantino I chegasse ao poder e, em 313, legalizasse a religião cristã por meio do Édito de Milão, iniciando-se a Paz na Igreja. Entretanto, foi somente com Teodósio I, no final do século quarto, que o cristianismo se tornaria a religião oficial do Império.

Edward Gibbon, em seu Declínio e Queda do Império Romano, estima que o número de mortos nesta última perseguição tenha chegado a mil e quinhentos, "num sacrifício anual de 150 mártires".

Perseguição fora do Império Romano (até o séc. V)[editar | editar código-fonte]

Entre os persas[editar | editar código-fonte]

Em virtude das hostilidades entre o Império Romano e o Império Sassânida, os cristãos acabaram por ser perseguidos pelos persas a partir do ano 337, por serem tidos como traidores amigos de uma Roma cada vez mais cristianizada. Em 341, Sapor II ordenou o massacre de todos os cristãos na Pérsia.

Entre os godos[editar | editar código-fonte]

Nos séculos terceiro e quarto, missionários cristãos (especialmente Ulfilas) levaram muitos godos à conversão ao cristianismo ariano. Isto provocou uma reação em favor da religião gótica. Assim, o rei gótico Atanarico iniciou uma política de perseguição aos cristãos, levando muitos deles à morte.[15]

Perseguição na Idade Média[editar | editar código-fonte]

Arábia pré-islâmica[editar | editar código-fonte]

No século VI Dhu Nwas, rei judeu do Himiar (no Iêmen), moveu um massacre contra os cristãos da península Arábica em 518 (ou 523) d.C., destruindo as cidades cristãs de Zafar e Najaran e queimando suas igrejas e matando quem não renunciasse ao cristianismo.

O evento diminuiu consideravelmente a população cristã na região, perecendo talvez 20 mil pessoas [16] e foi lembrada na época de Maomé, sendo referida no Alcorão (al-Buruj:4).

Perseguição na Idade Contemporânea[editar | editar código-fonte]

No século XXI a perseguição tem crescido a tal ponto que em 2016 morria em média 1 cristão a cada 6 minutos no mundo.[17] Em países como Síria desde o inverno árabe, cidades inteiras de cristãos são aniquiladas ora por grupos seculares ora por fundamentalistas islâmicos em atentados com cada vez mais envergadura e em consequência disso os cristãos da região tem se militarizado por conta própria.[18][19][20]

Perseguição no mundo muçulmano[editar | editar código-fonte]

Entidades como a Religious Freedom Coalition auxiliam cristãos perseguidos em países islâmicos. Seu presidente, William Joseph Murray, publica relatórios regulares sobre a situação dos cristãos nestes países.[21] De acordo com um relatório da organização internacional de caridade católica Aid to the Church in Need, a limpeza étnica religiosa dos cristãos é tão grave que eles devem desaparecer completamente de partes do Oriente Médio dentro de uma década.[22]

De acordo com uma lista da Open Doors USA (Missão Portas Abertas), nove dos dez principais países onde ocorreu perseguição de cristãos em 2014 são nações maioritáriamente muçulmanas que incluem; Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Arábia Saudita, Maldivas, Paquistão, Irã e Iémen.[23] No mesmo ano, Meriam Ibrahim, uma cristã sudanesa, foi condenada à morte por apostasia porque o governo do Sudão classificou-a como muçulmana, apesar de ter sido criada como cristã. [24]

Perseguições no Império Otomano[editar | editar código-fonte]

Metrópoles grego-ortodoxas na Ásia Menor (c. 1880). Desde 1923, apenas a Metrópole de Calcedônia mantém uma pequena comunidade.
Corpos de cristãos armênios massacrados em Erzurum em 1895.
Armênios sendo deportados no Império Otomano como parte do genocídio armênio. Perseguição semelhante foi sofrida pelos gregos durante o genocídio grego.

As relações entre muçulmanos e cristãos no Império Otomano durante a era moderna foram moldadas em grande parte por dinâmicas mais amplas relacionadas à atividade colonial e neocolonial europeia na região, dinâmicas que frequentemente (embora nem sempre) geravam tensões entre os dois. Muitas vezes, a crescente influência européia na região durante o século XIX pareceu desproporcionalmente beneficiar os cristãos, produzindo ressentimento por parte de muitos muçulmanos, e também a suspeita de que os cristãos estavam em conluio com as potências européias para enfraquecer o mundo islâmico. Outras relações exacerbadoras foram o fato de que os cristãos pareciam se beneficiar desproporcionalmente dos esforços de reformas (um dos aspectos geralmente procurou elevar o status político dos não-muçulmanos), assim como os vários levantes nacionalistas cristãos nos territórios europeus do império, que freqüentemente tinham o apoio das potências europeias.[25]

Desde a época da Grande Guerra Turca (1683-1699), as relações entre muçulmanos e cristãos nas províncias européias do Império Otomano se radicalizaram, assumindo gradualmente formas mais extremas e resultando em chamados ocasionais de alguns líderes religiosos muçulmanos para expulsão ou extermínio dos cristãos locais e também dos judeus. Como resultado da opressão turca, a destruição das igrejas e dos mosteiros e a violência contra a população civil não-muçulmana, os cristãos sérvios e seus líderes da igreja liderados pelo Patriarca sérvio Arsenije III se uniram aos austríacos em 1689 e novamente em 1737 sob o Patriarca sérvio Arsenije IV. Nas seguintes campanhas punitivas, as forças turcas realizaram atrocidades sistemáticas contra a população cristã nas regiões sérvias, resultando nas grandes migrações sérvias.[26]

Perseguições semelhantes e migrações forçadas de populações cristãs foram induzidas pelas forças turcas durante os séculos 18 e 19 nas províncias européias e asiáticas do Império Otomano. Em 1842, os cristãos assírios que viviam nas montanhas de Hakkâri, no sudeste da Anatólia, enfrentaram um enorme ataque sem provocação de forças otomanas regulares e curdas não-regulares, que resultou na morte de dezenas de milhares de cristãos assírios desarmados.[27]

Durante a revolta búlgara de 1876 e a guerra russo-turca de 1877–1878, a perseguição da população cristã búlgara foi conduzida por soldados turcos que massacraram civis, principalmente em Panagjurište, Peruštica, Bracigovo e Batak.[28] Durante a guerra, cidades inteiras, incluindo Stara Zagora, foram destruídas e a maioria de seus habitantes foram massacrados, sendo o resto expulso ou escravizado. As atrocidades incluíram empalar e queimar pessoas vivas. Ataques semelhantes foram realizados por tropas turcas contra cristãos sérvios durante a Guerra Sérvio-Otomana (1876–1878).

Um grande massacre de comunidades cristãs assírias e armênias no Império Otomano ocorreu entre 1894 e 1897 e foi cometido por tropas turcas e seus apoiantes curdos durante o governo do sultão Abd-ul-Hamid II (Massacres hamidianos). Os motivos para esses massacres foram uma tentativa de reafirmar o pan-islamismo no Império Otomano, o ressentimento da riqueza comparativa das antigas comunidades cristãs nativas e o medo de que estas tentassem se separar do decadente Império Otomano. Assírios e armênios foram massacrados em Diarbaquir, Hasankeyf, Sivas e outras partes da Anatólia e do norte da Mesopotâmia, pelo sultão Abd-ul-Hamid II. Esses ataques causaram a morte de dezenas de milhares de assírios e armênios e a "otomanização" forçada dos habitantes de 245 aldeias. As tropas turcas saquearam os assentamentos restantes que foram tomados e ocupados pelos curdos muçulmanos. Mulheres e crianças cristãs desarmadas foram estupradas, torturadas e assassinadas.[27]

O governo dos Jovens Turcos do Império Otomano, em colapso em 1915, perseguiu populações cristãs orientais na Anatólia, Pérsia, norte da Mesopotâmia e Levante. O ataque do exército otomano, que incluiu forças não regulares curdas, árabes e circassianas, resultou em um número estimado de 3,4 milhões de mortos, divididos entre cerca de 1,5 milhões de cristãos armênios,[29] [30] [31] 0,75 milhões de cristãos assírios, 0,90 milhões de cristãos ortodoxos gregos e 0,25 milhões de cristãos maronitas;[32] grupos de cristãos georgianos também foram mortos. A enorme limpeza etno-religiosa expulsou do império ou matou os armênios e os búlgaros que não se converteram ao islamismo. O genocídio levou à devastação de antigas polpulações cristãs nativs que existiram na região há milhares de anos.[33] [34] [35] [36]

Perseguição em estados ateus[editar | editar código-fonte]

União Soviética[editar | editar código-fonte]

Ao longo da história da União Soviética (1922-1991), as autoridades daquele país suprimiram e perseguiram, em diferentes graus, várias formas de cristianismo[carece de fontes?], dependendo do período particular. A política marxista-leninista soviética defendia consistentemente o controle, supressão e a eliminação de crenças religiosas[carece de fontes?], e encorajou ativamente o ateísmo durante a existência da União Soviética.[37]

Perseguição hindu aos cristãos da Índia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Violência anticristã na Índia
Uma menina cristã que foi queimada durante violência religiosa em Orissa[38]

Na Índia, há um aumento na quantia de violência perpetrada por Nacionalistas Hindus contra cristãos, reproduzindo os princípios que assentam os conflitos religiosos: duas crenças distintas.[39] o aumento da violência anticristã na Índia tem uma relação direta com a ascendência do Partido Bharatiya Janata (BJP).[40] Incidentes de violência contra os cristãos têm ocorrido em muitas partes da Índia. É especialmente prevalente nos Estados de Gujarat, Maharashtra, Uttar Pradesh, Madhya Pradesh e Nova Deli.[40] O Vishva Hindu Parishad (VHP), o Bajrang Dal, e os Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) são as organizações mais responsáveis pela violência contra os cristãos.[41] Essas organizações, muitas vezes referidas coletivamente sob o nome de sua organização encoberta, o Sangh Parivar e meios de comunicação locais estaiveram envolvidos na promoção de propaganda anticristã em Gujarat.[41] O Sangh Parivar e organizações relacionadas afirmaram que a violência é uma expressão de "raiva espontânea" de "vanvasis" contra "conversões forçadas" através de atividades realizadas pelos missionários. Estas alegações foram contestadas pelos cristãos,[42]que as descrevem como uma crença mítica[43] e propaganda da parte de Sangh Parivar;[44] tanto mais, que, segundo os cristãos, para Sangh Parivar, todas as conversões são uma "ameaça à unidade nacional".[45]

Perseguição às Testemunhas de Jeová[editar | editar código-fonte]

A perseguição às Testemunhas de Jeová, mesmo em países considerados democráticos, tem tomado muitas formas distintas, desde a intolerância na família, na escola, no emprego e na sociedade em geral. Entre 1933 e 1945, as Testemunhas de Jeová sob alçada da Alemanha Nazista foram perseguidas e sujeitas a prisão e exterminação em campos de concentração. Fado que partilharam, como comunidade étnica ou religiosa, com judeus, ciganos e homossexuais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Jornal Livre - A perseguição aos cristãos no mundo. Página visitada em 07/04/2011.
  2. https://www.portasabertas.org.br/noticias/2017/04/como-vivem-os-cristaos-na-arabia-saudita
  3. Veja - Darfur à espera de um salvador. Página visitada em 15/09/2013.
  4. Portas Abertas - Autoridades sudanesas fecham escritórios cristãos no sul de Darfur. Página visitada em 15/09/2013.
  5. Portas Abertas - A igreja sofre a pior perseguição da história. Página acessada em 20/04/2011.
  6. Os Olhos dos Animais sem Cauda. As Memórias de uma Mulher norte-coreana na Prisão. Lee Soon Ok, Ed. Horizontes América Latina, 2008. ISBN 9788589195683 Página visitada em 14/05/2012.
  7. Portas Abertas - Soon Ok Lee conta os horrores dos campos de prisão norte-coreanos. Página visitada em 14/05/2012.
  8. Panampost - Cubans Denounce Castro Regime’s Persecution of Religious Groups. Karina Martín, 24 de Agosto de 2017, (em inglês) Acesado em 30 de Outubro de 2017.
  9. Forbes - Despite Opening to U.S., The Castros Continue to Persecute Cuban Christians. Doug Bandow, 28 de Janeiro de 2016, (em inglês) Acessado em 30/10/2017.
  10. Tácito, Annales, XV.
  11. Tácito, Annales, XV.44.
  12. Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica 5.1.7
  13. Luciano de Samósata, Alexandre, o monge-oráculo, pp. 223-224.
  14. Gregório de Tours, Historia Francorum, I.30.
  15. Heather, Peter & Matthews, John, Goths in the Fourth Century, pp. 96ss.
  16. Salo Baron, A Social and Religious History of the Jews, Second Edition, Jewish Publication Society of America and Columbia University Press, New York and Philadelphia, 1957, vol. III, pp. 66-69.
  17. Persecuzioni anticristiane. Introvigne: 90 mila uccisi nel 2016
  18. «Syria's Crumbling Pluralism»  The New York Times, Kapil Komireddi, 3 de agosto de 2012
  19. Bishop: Syrian Christians called to "take up arms"
  20. Assyrian Christians Battle Kurds in Syria
  21. Religious Freedom Coalition (em inglês) Acessado em 26/09/2017.
  22. Dearden, Lizzie (10 de Novembro de 2015). «Christianity 'on course to disappear' in parts of Middle East as ethnic cleansing continues, report warns. Isis and other Islamist groups were said to be the main culprits by Aid to the Church in Need». The Independent 
  23. Ben Solomon, Ariel (19 de Janeiro de 2014). «Report: Persecution of Christians reveals most abuse in Muslim countries». The Jerusalem Post 
  24. «Sudanese woman facing death for apostasy gives birth». BBC. 27 de Maio de 2014 
  25. Muslim-Christian Relations in Late-Ottoman Palestine: Where Nationalism and Religion Intersect. Autor: Erik Freas. Palgrave Macmillan US, 2016, (em inglês) ISBN 9781137570413 Adicionado em 28/09/2017.
  26. Serbia: The History Behind the Name. Autor: Stevan K. Pavlowitch. C. Hurst & Co. Publishers, 2002, págs. 19-20, (em inglês) ISBN 9781850654773 Adicionado em 28/09/2017.
  27. a b Web.archive - ASSYRIAN UNIVERSAL ALLIANCE. 25 de Março de 2012, (em inglês) Acessado em 28/09/2017.
  28. Encyclopædia Britannica (edição de 1911) - ed. Hugh Chisholm, 1911, "Bulgaria/History", Cambridge University Press, (em inglês) Adicionado em 28/09/2017.
  29. Genocide-museum - Tsitsernakaberd Memorial Complex. (em inglês) Acessado em 28/09/2017.
  30. The New York Times - Armenian Genocide of 1915: An Overview.' JOHN KIFNER, 7 de Dezembro de 2007, (em inglês) Acessado em 28/09/2017.
  31. Daily Mail - The forgotten Holocaust: The Armenian massacre that inspired Hitler. 11 de Outubro de 2007, (em inglês) Acessado em 28/09/2017.
  32. American accounts documenting the destruction of Smyrna by the Kemalist Turkish forces: September 1922. Autor: Constantine G. Hatzidimitriou. Aristide D. Caratzas, Melissa International, 2005, pág. 02, (em inglês) ISBN 9780892415922 Adicionado em 28/09/2017.
  33. The Plight of Religious Minorities: Can Religious Pluralism Survive? Congresso dos Estados Unidos. U.S. G.P.O., 2006, pág. 51, (em inglês) Adicionado em 28/09/2017.
  34. The Armenian Genocide: Wartime Radicalization Or Premeditated Continuum. Autor: Richard G. Hovannisian. Routledge, 2017, pág. 272 (em inglês) ISBN 9781351485852 Adicionado em 28/09/2017.
  35. Not Even My Name: A True Story. Autora: Thea Halo. Picador, 2007, pág 131, (em inglês) ISBN 9781429974769 Adicionado em 28/09/2017.
  36. The Political Dictionary of Modern Middle East. Autora: Agnes G. Korbani. University Press of America, 1995, (em inglês) ISBN 9780819195791 Adicionado em 28/09/2017.
  37. Country-data - Soviet Union. POLICY TOWARD NATIONALITIES AND RELIGIONS IN PRACTICE. Maio de 1989, (em inglês) Acessado em 12/09/2016.
  38. «Voilência em Orisssa ( slide 8 of 30 - A Christian girl whose face was burnt during the recent religious violence, sits in a shelter at Raikia village in Orissa August 31, 2008. )». Consultado em 10 de outubro de 2008 
  39. «Anti-Christian Violence on the Rise in India» 
  40. a b «Anti-Christian Violence in India» 
  41. a b «Anti-Christian Violence on the Rise in India» 
  42. Low, Alaine M.; Brown, Judith M.; Frykenberg, Robert Eric (eds.) (2002). Christians, Cultural Interactions, and India's Religious Traditions. Grand Rapids, Mich: W.B. Eerdmans. 134 páginas. ISBN 0-7007-1601-7 
  43. Ram Puniyani (2003). Communal Politics: Facts Versus Myths. [S.l.]: SAGE. pp. p173. ISBN 0761996672 
  44. Ram Puniyani (2003). Communal Politics: Facts Versus Myths. [S.l.]: SAGE. pp. p176. ISBN 0761996672 
  45. Subba, Tanka Bahadur; Som, Sujit; Baral, K. C (eds.) (2005). Between Ethnography and Fiction: Verrier Elwin and the Tribal Question in India. New Delhi: Orient Longman. ISBN 8125028129 

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • DANIEL-ROPS, Henri. História da Igreja de Cristo. Tradução de Henrique Ruas; revisão de Emérico da Gama - São Paulo: Quadrante, 2006 (coleção). ISBN 85-7465-002-1
  • DREHER, Martin. A Igreja no Império Romano. São Leopoldo: Sinodal, 1993.
  • GIBBON, Edward. Declínio e Queda do Império Romano. São Paulo: Companhia de Bolso, 2005.
  • GONZÁLEZ, Justo L. A Era dos Mártires. São Paulo: Vida Nova, 2002.
  • GREGÓRIO de Tours. História dos Francos.
  • GREGÓRIO de Tours. Libri Historiarum. (em latim)
  • HEATHER, Peter & MATTHEWS, John. Goths in the Fourth Century. Liverpool: Liverpool University Press, 1991.
  • LUCIANO de Samósata. "Alexander The Oracle-monger". In The Works of Lucian of Samosata, vol. II. Trad. H. W. Fowler and F. G. Fowler. Oxford: The Clarendon Press, 1905.
  • TÁCITO. Annales. (em latim)
  • TÁCITO. Annales. (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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