Crucificação

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Crucificação ou crucifixão é um método de pena de morte no qual a vítima é amarrada ou pregada eum uma larga tora de madeira e pendurada durante vários dias até a eventual morte por exaustão e por asfixia.[1][2][3]

A Crucifixão de Jesus é a narrativa central do Cristianismo e a cruz (algumas vezes representando Jesus pregado nela) é o símbolo religioso central para muitas Igrejas Cristãs.

Crê-se que foi criado na Pérsia[4], sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos itálicos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo de crucificação era olhado com profundo horror. O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. No azorrague os soldados fixavam os pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em consequência do açoite. O flagelo era cometido ao réu estando este preso a uma coluna.

No ato de crucificação a vítima era pendurada de braços abertos em uma cruz de madeira, amarrada ou, raramente[carece de fontes?], presa a ela por pregos perfurantes nos punhos e pés. O peso das pernas sobrecarregava a musculatura abdominal que, cansada, tornava-se incapaz de manter a respiração, levando à morte por asfixia. Para abreviar a morte os torturadores às vezes fraturavam as pernas do condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação, acelerando o processo que levava à morte. Mas era mais comum[carece de fontes?] a colocação de "bancos" no crucifixo, que foi erroneamente interpretado como um pedestal. Essa prática fazia com que a vítima vivesse por mais tempo. Nos momentos que precedem a morte, falar ou gritar exigia um enorme esforço.

O termo vem do Latim crucifixio ("fixar a uma cruz", do prefixo cruci-, de crux ("cruz"), + verbo figere, "fixar ou prender".)[5]

Terminologia[editar | editar código-fonte]

O Grego Antigo possui dois verbos para crucificação: ana-stauro (ἀνασταυρόω), de stauros, "estaca", e apo-tumpanizo (ἀποτυμπανίζω) "crucificar numa prancha",[6] junto com anaskolopizo (ἀνασκολοπίζω "empalar"). Em antigos textos pré Grego-Românicos anastauro normalmente significa "empalar".[7][8][9]

O Novo Testamento Grego utiliza quatro verbos, três deles baseados em stauros (σταυρός), normalmente traduzido como "cruz". O termo mais comum é stauroo (σταυρόω), "crucificar", aparecendo 43 vezes; sustauroo (συσταυρόω), "crucificar com" or "ao lado" aparece cinco vezes, enquanto anastauroo (ἀνασταυρόω), "crucificar novamente" aparece somente uma vez na Epístola aos Hebreus 6:6. prospegnumi (προσπήγνυμι), "fixar ou amarrar em, empalar, crucificar" ocorre somente uma vez em Atos dos Apóstolos 2:23.

A palavra portuguesa cruz deriva da palavra latina crux.[10] O termo latino crux classicamente se refere a uma árvore ou qualquer construção de madeira usada para enforcar criminosos como forma de execução. O termo mais tarde veio a se referir especificamente a uma cruz. [11]

A palavra portuguesa crucifixo deriva do Latim crucifixus ou cruci fixus, particípio passado de crucifigere ou cruci figere, significando "crucificar" or "amarrar a uma cruz".[12][13][14][15]

Detalhes[editar | editar código-fonte]

Este crucifixo é atribuído a Michelangelo, conhecido por mostrar crucificações nuas.

Crucificação era muito frequentemente feita para dissuadir suas testemunhas a perpetrar crimes (em particular, crimes hediondos). Vítimas eram algumas vezes deixadas penduradas apóes a morte para alertar potenciais criminosos. Crucificação geralmente tinha como objetivo provocar uma morte que era particularmente lenta, dolorosa (de onde vem o termo excruciante, literalmente "pela crucificação"), horrível, humilhante e pública, utilizando quaisquer meios que fossem apropriados a esse objetivo. Métodos de crucificação variavem consideravelmente de acordo com o lugar e período histórico.

As palavras Gregas e Latinas para "crucificação" correspondiam a aplicação de muitas formas dolorosas de execução, de empalamento presa em uma árvore, em uma estaca vertical (uma cruz simplex ou a uma combinação de uma prancha vertical (em Latim, stipes) e uma viga cruzada (em Latim, 'patibulum'). Sêneca escreveu: "Eu vejo cruzes lá, não somente de um tipo mais feitas em muitas maneiras diferentes: algumas têm suas vítimas com a cabeça no chão; algumas empaladas em suas partes pudendas; outras amarradas pelos braços na foca". [16]

Em alguns casos, o condenado era forçado a carregar a viga cruzada para o local de sua execução.[17] Uma cruz inteira pesaria mais de 135 kg, mas a viga cruzada não seria um fardo tão pesado, pesando em torno de 45 kg.[18] O historiador romano Tácito disse que a cidade de Roma possuía um lugar específico para realizar as execuções, localizada próximo da Porta Esquilina,[19] e possuía uma área específica reservada para a execução de escravos por crucificação.[20] Postes verticais estariam presumivelmente fixados permanentemente naquele lugar e as vigas cruzadas, com o condenado talvez pregado nela, seriam amarrados aos postes.

A pressoa executada poderia ser amarrada à cruz por cordas, embora pregos e outros materiais afiados sejam mencionados de passagem pelo historiador judaico [Josephus]], em que ele afirma que no Cerco de Jerusalém (70), "os soldados tomados por fúria e ódio, pregaram aqueles que capturavam, um após o outro, outro após o outro, a cruzes, só por pirraça"..[21] Objetos utilizados na crucifiação de criminosos, como pregos, eram vendidos como amuletos com notória qualidade medicinal.[22]

Enquanto uma crucificação era uma execução, era também uma humilhação, fazendo o condenado o mais vulnerável possível. Embora artistas tradicionalmente retratem a figura na cruz com uma tanga ou cobrindo os genitais, a pessoa crucificada era geralmente deixada nua. Escritos de Sêneca afirmam que algumas vítimas tiveram uma vara de madeira enfiada pela virilha.[23][24] Apesar de seu uso frequente pelos Romanos, os horrores da crucificação não escaparam das críticas de alguns eminentes oradores romanos. Cícero, por exemplo, descrevia a crucificação como "a mais cruel e detestável punição",[25] e sugeria que "a simples menção da cruz deveria ser removida não apenas do corpo de um cidadão romano, mas da sua mente, seus olhos, seus ouvidos".[26] Em outra parte ele diz: "Pregar um cidadão romano é um crime, açoitá-lo é uma abominação, matá-lo é quase um ato de assassinato: crucificá-lo é -- o quê? Não existe uma palavra capaz de descrever tão horrível ato". [27]

Frequentemente, as pernas a pessoa executada eram quebradas ou esmagadas com uma barra de ferro, um ato chamado crurifragium, que era também frequentemente aplicado em escravos, mesmo sem crucificação.[28] Este ato apressava a morte da pessoa mas também significava prevenir aqueles que assistiam à crucificação de cometer crimes.[28]

Formato da Cruz[editar | editar código-fonte]

Crux simplex, um a estaca simples de madeira. Imagem de Justus Lipsius.
A crucificação de Jesus. Imagem de Justus Lipsius[29]

A forca na qual a crucificação era realizada podia possuir várias formas. Flávio Josefo descreve múltiplas torturas e posições de crucificação durante o Cerco de Jerusalém conforme Tito crucificou os rebeldes;[1] e Sêneca registrou: "Eu vejo cruzes lá, não de somente um tipo, mas feitas de diferentes maneiras: algumas têm a vítima com a cabeça ao chão; algumas empaladas pelas partes pudendas; outras com os braços esticados na forca."[23]

Algumas vezes a forca era somente uma estaca vertical, chamada em Latim de crux simplex.[30] Esta era facilmente construída para torturar e matar o condenado. Constantemente, contudo, havia uma peça cruzada amarrada ao top para dar a forma de um T (crux comissa) ou logo abaixo do topo, como na forma mais comum do simbolismo Cristão (crux immissa).[31] A mais antiga imagen de uma crucificação Romana retrata um indivíduo em uma cruz em forma de 'T'. É um grafito It is a graffito encontrado em uma tabernaem Puteoli, datado da época de Trajano ou Adriano (final do século I e início do século II d.C.).[32]

Alguns autores do século II garantiam que os braços da pessoa crucificada deveriam ser esticados e não amarrados a uma estaca simples: Some 2nd-century writers took it for granted that a crucified person's arms would be stretched out, not connected to a single stake: Luciano de Samósata fala de Prometeu crucificado "sobre a ravina com suas mãos esticadas" e explica que a letra 'T' (a letra grega tau) era vista acima como uma letra ou sinal de mau presságio (similar ao modo como o número treze é visto atualmente como um número de azar), dizendo que a letra conseguiu esse "significado maligno" devido ao "instrumento odioso" que possuía aquela forma, um instrumento no qual tiranos sacrificavam pessoas. Testemuha de Jeová sustentam que Jesus foi crucificado em uma crux simplex, e que a crux immissa foi utilizada primeiramente como um símbolo Cristão no período da suposta conversão do Imperador Constantino.[33] Outras formas eram em forma da letra X e Y.

As passagens do Novo Testamento sobre a crucificação de Jesus não explicitam o formato da crus, mas primeiros escritos que falam sobre seu formato, a partir do ano 100 EC, descrevem sua forma como a da letra T (a letra grega tau)[34] ou composta de uma estava vertical e uma viga transversal, algumas vezes com uma pequena projeção para o alto.[35][36]

Colocação de Pregos[editar | editar código-fonte]

Janela de Crucificação por Henry E. Sharp, 1872, em Igreja Evangélica Luterana Alemã de São Mateus, Charleston, Carolina do Sul

Em representações populares da crucificação Jesus (possivelmente porque em traduções de João 20:25 as chagas são descritas como sendo "em suas mãos"), Jesus é retratado com pregos em suas mãos. Mas em Grego a palavra "χείρ", normalmente traduzidas como "mão", podia se referia à toda porção do braço abaixo do cotovelo, [37] e para denotar a mão como uma forma distinta de braço algumas outras palavras poderiam ser adicionadas, como "ἄκρην οὔτασε χεῖρα" (ele feriu o final do the χείρ, i.e., "ele a feriu na mão".[38]

Uma possibilidade que não requer amarração é que os pregos eram fixados logo acima do pulso, entre os ossos do antebraço (o rádio e a ulna.[39]

Um experimento que foi tema de um documentário Busca pela Verdade: A Crucificação, do canal National Geographic,[40] mostrou que os pés pregados forneciam suporte suficiente para o corpo, e que as mãos poderiam ter sido simplesmente amarradas. Pregar os pés ao lado da crus alivia a pressão nos pulsos colocando a maior parte do peso na parte de baixo do corpo.

Outra possibilidade, sugerida por Frederick Zugibe, é que os pregos podem ter sido fixados em determinado ângulo, entrando pela palma na área da base do polegar, e saindo pelo pulso, atravesando o túnel carpal.

Um descanso para os pés (suppedaneum) preso à cruz, talvez com o propósito de retirar o peso da pessoa dos pulsos, é adicionada às vezes em representações da crucificação de Jesus, mas não é discutida em fontes da Antiguidade. Alguns acadêmicos interpretam o [Grafite de Alexamenos]], a mais antiga representação existente da crucificação, como incluindo o apoio dos pés.[41] Fontes da Antiguidade também mencionam o sedile, um pequeno acento preso à frente da cruz, aproximadamente no meio, [42] que poderia ter servido para um propósito similar.

Em 1968, arqueologistas descobriram em Giv'at ha-Mivtar ao nordeste de Jerusalém os restos de um certo Jehohanan, que fora crucificado no século I. Os restos incluíam um osso do calcanhar um um prego atravessado pelo lado. A ponta do prego era dobrado, talvez para amarrar um nó na viga superiora, o que prevenia de ser extraído do pé. Uma primeira medida incorreta do tamanho do prego levou alguns a acreditarem que ele teria penetrado ambos os calcanhares, sugerindo que o homem tivesse sido colocado em alguma posição lateral, mas a medida real do prego, 11.5 cm, sugere que nesta crucificação os calcanhares foram pregados em lados opostos da estaca vertical.[43][44][45] O esqueleto de Giv'at ha-Mivtar é atualmente o único exemplo encontrado de crucificação na Antiguidade nos registros arqueológicos.[46]

Causa da Morte[editar | editar código-fonte]

"Dacoits birmaneses preparados para execução", fotografia por Willough Wallace Hooper (c. 1880). "Dacoit" é um anglicismo da palavra "bandido" no idioma Hindu.

O tempo necessário para alcançar a morte poderia varia de horas a dias dependendo do método, da saúde da vítima e do ambiente. Uma revisão de literatura feita por Maslen and Mitchell[47] identificou evidências científicas para diversas possíveis causas de morte: ruptura cardíaca,[48] falha cardíaca,[49] hipovolemia,[50] acidose,[51] asfixia,[52] arritmia,[53] e embolia pulmonar.[54] A morte poderia resultar de qualquer combinação de um desses fatores ou de outras causas, incluindo sepse seguida de infecção devida às feridas causas pelos pregos ou pela flagelação que frequentemente precedia a crucificação, eventual desidratação, ou predação animal.[55][56]

Uma teoria atribuída a Pierre Barbet atesta que, quando todo o peso do corpo é suportado pelos braços esticados, a causa típica da morte era asfixia.[57] Ele escreveu que o condenado teria muita dificuldade para inspirar, devida à super expansão dos músculos do tórax e pulmões. O condenado deveria então suspender-se pelos braços, levando a exaustão, ou ter seus pés apoiados por um suporte ou peça de madeira. Quando não podia mais sustentar seu corpo, o condenado morreria em poucos minutos. Alguns acadêmicos, inclusive Frederick Zugibe, atestam outras causas da morte. Zugibe suspendeu indivíduos em testes com seus braços de 60° a 70° da vertical. As cobaias tiveram dificuldade de respirar durante os experimentos, mas sofreram rapidamente um aumento da dor, [58][59] o que é consistente com o uso Romano da crucificação para atingir uma morte prolongada e agonizante. Não obstante, a posição dos pés das cobaias de Zugibe não são referendadas por qualquer evidência histórica ou arqueológica.[60]

Sobrevivência[editar | editar código-fonte]

Uma vez que a morte não ocorre imediatamente após a crucificação, sobreviver após um curto período de crucificação é possível, como no caso que escolhem a cada ano como devoção serem crucificados de forma não letal.

Há um registro antigo de uma pessoa que sobreviveu a uma crucificação que tinha objetivo de ser leta, mas foi interrompida. There is an ancient record of one person who survived a crucifixion that was intended to be lethal, but that was interrupted. Josefo escreveu: "Eu vi muitos cativos crucificados, e me lembrei de três deles como meus antigos conhecidos. Eu estava muito triste e com lágrimas em meus olhos fui ter com Tito, e contei a ele sobre meus conhecidos; então ele imediatamente ordenou que fosse retirados, e que cuidassem muito bem deles, para que se recuperassem; ainda assim dois deles morreram nas mãos do médico, enquanto o terceiro se recuperou."[61] Josefo não deu detalhes sobre o método ou a duração da crucificação dos três amigos antes de serem retirados.

Evidência Arqueológica[editar | editar código-fonte]

Embora o antigo historiado Josefo, como outras fontes,[quais?] tenha registrado a crucificação de milhares de pessoas pelos Romanos, há somente uma única descoberta arqueológica de um corpo crucificado datado Império Romano por volta do período de vida de Jesus. Ela foi descoberta em Givat HaMivtar, Jerusalém em 1968.[62] Não é necessariamente surpresa haver somente uma descoberta como essa, porque o corpo crucificado era normalmente deixado para apodrecer na cruz e logo não seria preservado. A única razão destes restos arqueológicos terem sido preservados foi porque membros da família deste indivíduo em particular deram-no um enterro tradicional.

Os restos foram encontrados acidentalmente em um ossuário com o nome do homem crucificado, 'Jehohanan, o filho de Hagakol'.[63][64] Nicu Haas, um antropólogo na Universidade Hebraica de Medicina de Jerusalém, examinou a ossada e descobriu que ela possuía um osso do calcanhar com um prego na sua lateral, indicando que o homem fora crucificado. A posição do prego em relação ao osso indica que os pés foram pregados pela lateral e não pela frente; várias hipóteses foram propostas se eles tivessem sido pregados juntos na frente da cruz, ou no lado direito e outro do lado esquerdo. A ponta do prego possuía fragmentos de madeira de oliveira indicando que ele fora crucificado em uma cruz de madeira de oliveira ou em uma oliveira de fato. Uma vez que oliveiras não são muito altas, isso sugere que o condenado foi crucificado na altura da vista.

Adicionalmente, um fragmento de madeira de acácia foi encontrado entro os ossos e a cabeça do prego, possivelmente para impedir o condenado de deslizar seu pé sobre o prego. Suas pernas foram encontradas quebradas, possivelmente para acelerar sua morte. Achava-se que porque no período Romano o ferro era raro, os pregos seriam removidos dos corpos para economizar. De acordo com Hass, isso poderia explicar porque somente um prego foi encontrado, porque a cabeça do prego em questão fora dobrada de maneira que não poderia ser removido.

Hass também identificou um arranhão na superfície interna do osso rádio do antebraço, próximo do pulso. Ele deduziu pela forma do arranhão, como também pelos ossos do pulso intactos, que o prego foi fixado no antebraço naquela posição. Contudo, muito das descobertas de Hass foram questionados. Por exemplo, posteriormente foi descoberto que os arranhões na região do pulso eram não traumáticos - e, portanto, não uma evidência de crucificação - enquanto um novo exame no osso do calcanhar revelou que os dois calcanhares não foram pregados juntos, mas sim separadamente a cada lateral da estaca vertical da cruz.[65]

História e Textos Religiosos[editar | editar código-fonte]

Estados Pré-romanos[editar | editar código-fonte]

Crucificação (ou empalamento), em uma forma ou outra, era usado pelos Persas, Cartagineses e Macedônios.

Os Gregos eram geralmente contra a realização de crucificações.[66] Não obstante, em seu relato Histories, ix.120–122, o escritor grego Heródoto descreveu a execução de um general persa nas mãos dos atenienses por volta de 479 AEC: "Pregaram-no em uma prancha e o penduraram-no ... este Artayctes que morreu crucificado."[67] O Commentary on Herodotus de How e Wells afirma: "Eles o crucificaram com as mãoes e pés esticados e o pregaram às partes da cruz.; cf. vii.33. Esta barbaridade, incomum entre os Gregos, pode ser explicado por enorme ojeriza ou pelo respeito ateniense aos costumes locais."[68]

Alguns teólogos cristãos, partindo de escritos de Paulo de Tarso em Gálatas {{citar bíblia|Epístola aos Gálatas|3|13]], interpretaram uma alusão a crucificação em Deuteronômio 21:22-23. Esta passagem é sobre ser enforcado em uma árvore e pode ser associada com linchamento ou enforcamento tradicional. Contudo, a lei hebraica limitava a pena capital a somente quatro métodos de execução: apedrejamento, cremação, estrangulamento e decapitação, enquanto que a passagem em Deuteronômio foi interpretada como uma obrigação de pendurar o corpo como aviso.[69] O fragmentado Testamento Aramaico de Levi (DSS 4Q541) registra na coluna 6: "Deus... (parcialmente legível)- definirá ... certos erros . ... (parcialmente legível)-Ele julgará ... pecados revelados. Investigue e procure e descubra como Jonas chorou. Assim, você não destruirá os fracos descartando-os ou por ... (parcialmente legível)-crucificação ... Não permita que o prego o toque."[70]

O rei judeu Alexandre Janeu, rei da Judeia de 103 AEC a 76 EC, crucificou 800 rebeldes, ditos Fariseus, no meio de Jerusalém.[71][72]

A Alexandre, o Grande é reputada a crucificação de 2.000 sobreviventes de cerco da cidade Fenícia de Tiro,[73] como também a do médico que tratou sem sucesso o amigo de Alexandre, Heféstio. Alguns historiadores também conjeturaram que Alexandre crucificou Calístenes, seu biógrafo e historiador oficial, por objetar a adoção de Alexandre pela cerimônia persa da adoração real.

Em Cartago, a crucificação era uma forma de execução estabelecida, que poderia ser imposta até a generais por sofrerem uma grande derrota.[74][75][76]

Roma Antiga[editar | editar código-fonte]

História[editar | editar código-fonte]

A hipótese de que a forma adaptada de crucificação dos | Romanos Antigos pode ter sido originada do costume primitivo arbori suspendere—pendurar em arbor infelix ("árvore maldita") dedicada aos deuses do mundo inferior — é rejeitada por William A. Oldfather, que mostrou que esta forma de execução (o supplicium more maiorum, castigo de acordo com os modos dos ancestrais) consistia em suspender alguém em uma árvore, sem dedicação a nenhum deus em particular, e açoitando-o até a morte.[77] Tertuliano mencionou um caso no século I no qual árvores foram usadas para crucificação,[78] mas Sêneca previamente utilizou a frase infelix lignum (madeira infeliz) para a estaca ("patibulum") ou para a cruz toda.[79] Platão e Plutarco são as duas fontes principais de criminosos carregando seu próprio patíbulo à execução. [80]

Famosas crucificações em massa se seguiram à Terceira Guerra Servil in 73-71 AEC (a rebelião de escravos sob o comando de Espártaco, outras às guerras civis romanas nos séculos II e I AEC, e à Destruição de Jerusalém em 70 EC. Crasso crucificou 6.000 dos seguidores de Espártaco caçados e capturados após sua derrota em batalha.[81] Josefo registrou a história dos Romanos crucificando pessoas ao longo das muralhas de Jerusalém. Também registrou que os soldados romanos se deliciavam crucificando criminosos em diferentes posições.

Constantino o Grande, o primeiro imperador cristão, aboliu a crucificação no Império Romano em 337 devido à veneração por Jesus Cristo, sua mais famosa vítima.[82][83][84]


A crucificação de Jesus de Nazaré[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Crucificação de Jesus

O método da crucificação adquiriu grande importância para o Cristianismo, já que de acordo com os cristãos Jesus de Nazaré havia sido entregue pelos judeus aos romanos para crucificação.

Histórico[editar | editar código-fonte]

  • A maior crucificação de que se tem notícia ocorreu em 71 a.C., ao tempo de Pompeu, em Roma. Dominada a revolta de 200 mil escravos sob o comando de Espártaco (a Terceira Guerra Servil), as legiões romanas, furiosas, num só dia crucificaram cerca de 6000 dos revoltosos vencidos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Predefinição:Cite Josephus
  2. Edwards, William D. (March 21, 1986). «On the Physical Death of Jesus Christ». JAMA. 255 (11). 1455 páginas. doi:10.1001/jama.1986.03370110077025  Verifique data em: |data= (ajuda)
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  7. LSJ anastauro ἀνασταυρ-όω, = foreg., Hdt.3.125, 6.30, al.; identical with ἀνασκολοπίζω, 9.78:—Pass., Th. 1.110, Pl.Grg.473c. II. in Rom. times, affix to a cross, crucify, Plb. 1.11.5, al., Plu.Fab.6, al. 2. crucify afresh, Ep.Hebr.6.6.
  8. Plutarch Fabius Maximus 6.3 "Hannibal now perceived the mistake in his position, and its peril, and crucified the native guides who were responsible for it."
  9. Polybius 1.11.5 [5] Historiae. Polybius. Theodorus Büttner-Wobst after L. Dindorf. Leipzig. Teubner. 1893-.
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  31. "A ... mais antiga representação de crucificação  ... foi descoberta por arqueologistas mais de um século atrás na Colina do Palatino em Roma. É uma graffiti do século II rabiscado em uma parede que era parte do complexo imperial. Ela inclui a inscrição — não por um Cristão, mas por alguém not by a Christian, mas por alguém insultando e ridicularizando os cristãos e as crucificações que sofreram. Ela mostra um rascunhostick-figures de um rapaz reverenciado seu 'Deus', que possui uma cabeça de burro e está em uma cruz com os braços abertos na viga cruzada. Aqui temos um esboço Romano de uma Crucificação Romana, e esta em sua forma tradicional de cruz." Clayton F. Bower, Jr. "Cross or Torture Stake?"
  32. Cook, John Granger (2012). «Crucifixion as Spectacle in Roman Campania». Novum Testamentum. 54 (1): 60, 92–98. JSTOR 23253630 
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  34. Epístola de Barnabé, Chapter 9. O documento sem dúvida pertence ao final do século I ou início do século II.[1]
  35. "The very form of the cross, too, has five extremities, two in length, two in breadth, and one in the middle, on which [last] the person rests who is fixed by the nails" (Irenaeus (c. 130–202), Adversus Haereses II, xxiv, 4 [2]).
  36. Justin Martyr (c. 100–165) Dialogue with Trypho "Chapter XC – The stretched-out hands of Moses signified beforehand the cross", "Chapter XCI" "For the one beam is placed upright, from which the highest extremity is raised up into a horn, when the other beam is fitted on to it, and the ends appear on both sides as horns joined on to the one horn."
    "Chapter CXI" "stretching out his hands, remained till evening on the hill, his hands being supported; and this reveals a type of no other thing than of the cross"
  37. No Grego Homético da Ilíada XX, 478–480, uma ponta de lança é dita ter penetrado o χεῖρ "onde os tendões do cotovelo se juntam" (ἵνα τε ξενέχουσι τένοντες / ἀγκῶνος, τῇ τόν γε φίλης διὰ χειρὸς ἔπειρεν / αἰχμῇ χακλκείῃ).
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  69. See Mishnah, Sanhedrin 7:1, translated in Jacob Neusner, The Mishnah: A New Translation 591 (1988), supra note 8, at 595-96 (indicating that court ordered execution by stoning, burning, decapitation, or strangulation only)
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  79. Após citar um poema de Mecenas que fala sobre preferir vida à morte mesmo quando a vida é sofrida com todas as dificuldades da idade avançada ou mesmo com tortura pesada ("vel acuta si sedeam cruce"), Sêneca discordo do sentimento, dizendo que a more seria melhor para uma pessoa crucificada pendurada no patibulum: "Eu deveria julgá-lo mais desprezível se eu quisesse viver ao ponto da crucificação  ... Vale muito a pena sentir a própria ferida a pendurar-se de um patibulum?? ... Alguém já foi encontrando, após ser amarrado àquela madeira amaldiçoada, já enfraquecido, já deformando, com inchaços terríveis nos ombros e peito, com muitas razões para morrer mesmo antes de chegar à cruz, desejaria prolongar a vida que está prestes a sofrer tantos tormentos?" ("Contemptissimum putarem, si vivere vellet usque ad crucem ... Est tanti vulnus suum premere et patibulo pendere districtum ... Invenitur, qui velit adactus ad illud infelix lignum, iam debilis, iam pravus et in foedum scapularum ac pectoris tuber elisus, cui multae moriendi causae etiam citra crucem fuerant, trahere animam tot tormenta tracturam?" - Letter 101, 12-14)
  80. Titus Maccius Plautus Miles gloriosus Mason Hammond, Arthur M. Mack - 1997 Page 109, "The patibulum (in the next line) was a crossbar which the convicted criminal carried on his shoulders, with his arms fastened to it, to the place for ... Hoisted up on an upright post, the patibulum became the crossbar of the cross"
  81. http://penelope.uchicago.edu/Thayer/E/Roman/Texts/Appian/Civil_Wars/1*.html#120
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