Acidose

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Acidose
Relação entre gás carbônico, bicarbonato e Ph.
Classificação e recursos externos
CID-10 E87.2
CID-9 276.2
DiseasesDB 87
MeSH D000138
Star of life caution.svg Aviso médico

Acidose refere-se ao processo de diminuição do pH sanguíneo para menos de 7,35 (aumento de H+) causando acidemia. Pode ser causado por excesso de CO2, por excesso de um ácido metabólico (como o ácido láctico), como resposta compensatória a uma alcalose, por doenças respiratórias, por envenenamento, por tumores ou por medicamentos.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos de acidose:

Acidose respiratória[editar | editar código-fonte]

Ocorre quando os pulmões não pode retirar suficiente dióxido de carbono (CO2) que o corpo produz fazendo com que os fluídos corporais, especialmente do sangue, se tornem muito ácidos. Pode ser causado por doenças respiratórias como asma, bronquite ou enfisema, por medicamentos que diminuem a respiração como benzodiazepínicos (remédio para ansiedade e insônia), especialmente quando combinados com álcool, consumo prolongado de nicotina ou por obesidade mórbida.[1]

Acidose metabólica[editar | editar código-fonte]

Ocorre quando faltam íons de bicarbonato (HCO3) no sangue superando o sistema tampão do pH do corpo até provocar um desequilíbrio ácido-base. Pode ser causado por um aumento da produção de ácidos metabólicos, por incapacidade de excretar o ácido através dos rins ou por envenenamento.

Acidose renal geralmente está associada com a acumulação de ureia, creatinina e resíduos de ácidos metabólicos do catabolismo de proteína. Quando falta oxigênio e há excesso de ácido láctico no sangue é chamada de acidose láctica.

Acidose fetal[editar | editar código-fonte]

No feto, o intervalo normal de Ph na veia umbilical normalmente está entre 7,25-7,45 enquanto na artéria umbilical normalmente está entre 7,20-7,38. No feto, os pulmões ainda não são utilizados para a ventilação sendo as funções ventilatórias realizadas pela placenta. A acidose fetal ocorre quando como um vaso umbilical tem pH inferior a 7,20 e uma artéria umbilical tem PCO2 66 ou mais ou a veia umbilical tem PCO2 de 50 ou mais.[2]

Mecanismos de compensação[editar | editar código-fonte]

  • Respiração mais profunda e rápida: o organismo tenta livrar o sangue do excesso de ácido reduzindo a quantidade de dióxido de carbono.
  • Os rins tentam excretar mais ácido através da urina.

Complicação[editar | editar código-fonte]

Quando estes dois mecanismos não conseguem estabelecer o equilíbrio e o corpo continua a produzir ácido em demasia, instala-se um quadro de acidose grave e, em última instância, o coma.

Acidose tubular renal[editar | editar código-fonte]

Acidose tubular renal (ATR) é um sintoma caracterizado pela acumulação de ácido no organismo devido a uma falha dos rins em eliminar esses ácidos apropriadamente ou pela eliminação excessiva de bicarbonato pela urina. Pode ser classificado em 4 tipos, dependendo da causa e área do túbulo renal envolvida.[3]

Referências

  1. http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/000092.htm
  2. Pomerance, Jeffrey (2004). Interpreting Umbilical Cord Gases: For Clinicians Caring for the Fetus or Newborn. Pasadena, CA: BNMG. ISBN 978-0-9752621-0-8.
  3. Laing CM, Toye AM, Capasso G, Unwin RJ (2005). "Renal tubular acidosis: developments in our understanding of the molecular basis". Int. J. Biochem. Cell Biol. 37 (6): 1151–61. doi:10.1016/j.biocel.2005.01.002. PMID 15778079.
  • DAVID, C. M ..Alterações respiratórias e equilíbrio ácido - básico. In: DAVID, C. M.. Ventilação mecânica: da fisiologia ao consenso brasileiro. 1.ed. Rio de janeiro: Revinter, 1996.
  • BENNETT, P., Cecil. Tratado de Medicina Interna . 20 a ed. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara Kogan, 1997.
  • HICKS G.H.. Blood gas and acid-base measurement. In: DANTZKER, D., MacINTYRE N.R. Compreensive respiratory care. W. B. Saunders company. Philadelphia. 1995.
  • GUYTON. Tratado de Fisiologia Médica.ed: interamericana, 5 ed.