Destruição de Jerusalém

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Pedras do lado oeste do Templo da Montanha (Jerusalém) jogados na rua pelos soldados romanos no ano 70 d.C.

Ao longo de sua história, a cidade de Jerusalém foi destruída, total ou parcialmente, em algumas ocasiões, vindo a ser reconstruída, posteriormente. Na Antiguidade, a destruição da cidade ocorreu em 3 momentos.

Primeira destruição[editar | editar código-fonte]

A primeira destruição ocorreu na segunda deportação pelos babilônios no ano 587 a.c, pelos exércitos da Babilônia, comandados pelo rei Nabucodonosor que em 605/604 a.c sitiou Jerusalém, segundo o livro bíblico de Daniel Cap.1:1, no seu primeiro ano e depois em mais duas ocasiões. Por volta do 18º ano de Nabucodonosor em 587 a.c, Jerusalém foi destruída no terceiro sítio. (não confundir com a terceira destruição) Tanto as muralhas da cidade quanto o templo de Jerusalém (cuja construção era atribuída ao rei Salomão) foram destruídos. O resto da cidade ficou em ruínas durante pouco mais de um século. As tábuas BM 32312, VAT 4956, Strm Kambys (também conhecida por LBAT 1477 e BM 33066) e muitas outras, contém informações astronômicas, por exemplo, que comprovam as datas de 587 a.c. como a data da destruição do templo. Contém informações que indicam o ano exato em que Ciro conquistou Babilônia em 539 a.c (538 a.c o 1º ano). Algumas dessas tábuas são cópias, mas outras mais antigas comprovam as informações contidas nela. Algumas faltam informações que outras preenchem. Informações de reis do Egito estão em sincronia com as datas das tábuas. Esta foi a primeira e dolorosa destruição tanto do templo como de Jerusalém que o povo judeu sofreu. [1]

Segunda destruição[editar | editar código-fonte]

Detalhe do Arco de Tito, no Fórum Romano, mostrando as tropas romanas levando os espólios de Jerusalém para Roma.

Com a derrota da Grande Revolta Judaica contra o domínio romano, em 70, Jerusalém foi tomada pelas forças do comandante romano, Tito. Outra vez, as muralhas e o templo de Iahweh (que o rei Herodes, o Grande, ampliara e embelezara, tornando-o portentoso) foram destruídos, e o resto da cidade voltou a ficar em ruínas.[1].

Terceira destruição[editar | editar código-fonte]

Em 135, o imperador Adriano mandou arrasar a cidade, ao cabo da revolta judaica liderada por Simão bar Kokhba. Sobre os restos de Jerusalém, edificou-se uma cidade helênica (Élia Capitolina) e sobre o monte onde se erguera o santuário de Iahweh, erigiu-se um templo dedicado a Júpiter Capitolino [2]

Esta foi a última destruição que colocou um fim de vez no templo. Até a data atual o templo de jerusalém não existe mais.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.estudosdabiblia.net/2002322.htm
  2. John Allegro. The Chosen People. pg 234

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Allegro, John - The Chosen People. London, Hodder and Stoughton Ltd, 1971.

The Gentile Times Reconsidered - Carl Olof Jonsson (Commentary press - Atlanta 2004)