Destruição de Jerusalém

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Pedras do lado oeste do Templo da Montanha (Jerusalém) jogados na rua pelos soldados romanos no ano 70 d.C.

Ao longo de sua história, a cidade de Jerusalém foi destruída, total ou parcialmente, em algumas ocasiões, vindo a ser reconstruída, posteriormente. Na Antiguidade, a destruição da cidade ocorreu em 3 momentos.

Primeira destruição[editar | editar código-fonte]

Em 587-586, Jerusalém foi completamente arrasada, incluindo o templo do Deus de Israel.

Algumas fontes possibilitam datar a destruição de Jerusalém em 587/586 a.C.:

1. Crônicas, registros históricos, e inscrições reais do período neobabilônico, começando com Nabopolasar e terminando com os reinados de Nabonido e Belsazar, período que vai de 626 até 539 a.C.:

Diversas crônicas babilônicas tais como:

1.1 A crônica de Nabonido

1.2 Nabonido N.º 18

1.3 A estela de Hilá (Nabonido N.º 8)

1.4 A estela de Adda-Gupp (Nabonido H1,B)

1.5 Lista real de Beroso

1.6 Cânon de Ptolomeu

2. Documentos Comerciais e Administrativos: tabuinhas cuneiformes que são datadas para cada ano do período neobabilônico tal como estabelecido por Beroso e Ptolomeu; nenhuma tabuinha está datada de forma imprecisa. Cerca de 5.000 delas já foram publicadas e faltam umas 50.000. Estes são documentos contemporâneos do período neobabilônico, e não são cópias.

3. Diários Astronômicos:

3.1. VAT 4956 fixa o 37º ano de Nabucodonosor em 568 a.C. por um jogo único de observações astronômicas, que não podem ser confundidas com nenhum outro ano. Estabelece o seu ano de ascensão em 605 a.C.

3.2. BM 32312 mais a Crônica de Aquito colocam o 16º ano de Samas-sum-iuquim (um rei babilônico anterior ao período neobabilônico) em 652/1 a.C.. Combinando-se essa tabuinha com os documentos comerciais, o cânon de Ptolomeu, a crônica de Aquito e a lista de Reis de Uruque, obtém-se o período 605/4-562/1 a.C. como sendo a duração do reinado de Nabucodonosor, com seu 18º ano em 587/6 a.C.

4. Textos Saros (tabuinhas sobre eclipses lunares): quatro textos independentes fornecem datas absolutas dentro do período neobabilônico. Por eles, o 18º ano de Nabucodonosor é fixado em 587/6 a.C.

Segunda destruição[editar | editar código-fonte]

Detalhe do Arco de Tito, no Fórum Romano, mostrando as tropas romanas levando os espólios de Jerusalém para Roma.

Com a derrota da Grande Revolta Judaica contra o domínio romano, em 70, Jerusalém foi tomada pelas forças do comandante romano, Tito. Outra vez, as muralhas e o templo de Iahweh (que o rei Herodes, o Grande, ampliara e embelezara, tornando-o portentoso) foram destruídos, e o resto da cidade voltou a ficar em ruínas.[1].

Terceira destruição[editar | editar código-fonte]

Em 135, o imperador Adriano mandou arrasar a cidade, ao cabo da revolta judaica liderada por Simão bar Kokhba. Sobre os restos de Jerusalém, edificou-se uma cidade helênica (Élia Capitolina) e sobre o monte onde se erguera o santuário de Iahweh, erigiu-se um templo dedicado a Júpiter Capitolino [2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://www.estudosdabiblia.net/2002322.htm
  2. John Allegro. The Chosen People. pg 234

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Allegro, John - The Chosen People. London, Hodder and Stoughton Ltd, 1971.