Nabucodonosor II
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| Nabucodonosor II / Nebucadrezar | |
|---|---|
| Rei da Babilônia | |
Moeda com a face de Nabucodonosor | |
| Reinado | 604 a.C. - 562 a.C. |
| Antecessor(a) | Nabopolassar |
| Sucessor(a) | Evil-Merodaque |
| Nome completo | Nabu-kudurri-usur |
| Nascimento | 634 a.C. |
| Morte | 562 a.C. (72 anos) |
| Cônjuge(s) | Amitis da Média |
| Filho(s) | Evil-Merodaque |
| Filha(s) | Nitócris, Cassaia |
Nabucodonosor II ou Nebucadrezar II (em hebraico: נבוכדנצר השני; em acádio:
; romaniz.: Nabu-kudurri-usur , lit. "Nebo, proteja a coroa!" ou "Nebo, proteja as fronteiras!") foi o filho e sucessor de Nabopolassar, rei da Babilónia que libertou os caldeus do reino da Assíria e destruiu Nínive.[1]
Em uma inscrição, ele se chamava de o favorito de Nebo. Foi o mais poderoso rei da Babilônia.[1]
Vida[editar | editar código-fonte]
Ele se casou com uma filha de Ciaxares, a princesa Amitis da Média, unificando as dinastias da Babilônia e da Média. Com ela, Nabucodonosor teve três filhos : Evil-Merodaque, Nitócris e Cassaia.[1]
Após Neco II, faraó do Egito, haver derrotado os Assírios em Carquemis, as províncias da Síria que estavam sob controle dos assírios passaram ao controle egípcio, enquanto que as demais províncias assírias foram divididas entre os medos e os babilônios; Nabopolassar, porém, pretendia conquistar a Síria, e lutou contra Neco, em Carquemis, derrotou os egípcios, e conquistou a Síria e a Israel.
Nabucodonosor também conquistou a Israel, tomou Jerusalém, e levou judeus cativos para a Babilônia, inclusive Daniel. Em 598 a.C., após a revolta de Joaquim de Judá, que tinha o apoio do faraó Neco, Nabucodonosor o derrota. Nabucodonosor derrota os judeus uma terceira vez, e leva cativo o rei Jeconias de Judá em 597 a.C. Na última revolta, de Zedequias, Nabucodonosor arrasa Jerusalém (586 a.C.), fura os olhos de Zedequias e o deixa prisioneiro por toda a vida.[1]
Nabucodonosor também lutou, no trigésimo ano de seu reinado, contra Amósis II, faraó do Egito.[1]
Ele reconstruiu e adornou a Babilônia com canais, aquedutos e reservatórios. De acordo com o Easton's Bible Dictionary, 9/10 dos tijolos das ruínas da Babilônia, e 19/20 das demais ruínas, contêm o nome de Nabucodonosor inscrito nelas. Ele provavelmente construiu ou reformou toda cidade ou templo no seu país. [1]
No final de sua vida, Nabucodonosor sofreu de uma doença mental.[2] Ele sobreviveu à loucura, e morreu em c. 562 a.C., aos setenta e três ou setenta e quatro anos de idade, após haver reinado por quarenta e três anos, e foi sucedido por seu filho Evil-Merodaque.[1]
Seus sucessores tiveram reinados breves. Evil-Merodaque reinou por dois anos, foi sucedido por Neriglissar (559 - 555), este por Nabonido (555 - 538) em cujo reinado a Babilônia foi conquistada por Ciro, o Grande.[1]
Relato bíblico de Nabucodonosor[editar | editar código-fonte]
Nabucodonosor é biblicamente relatado, mais especificamente no Livro de Daniel, a Bíblia relata a conquista de Jerusalém e eventos do seu reinado.
O Sonho de Nabucodonosor[editar | editar código-fonte]
Em Daniel 2 é atribuído no ano de número dois de seu reinado, no qual ele tem um sonho de uma grande estátua que o afligia e que queria de sua interpretação, que apenas Daniel a revelou, o sonho continha uma estátua de um homem imóvel de (ouro, prata, bronze, ferro e barro), que seria a interpretação dos impérios que sucederiam ao seu império até o final dos tempos.
Ídolo de ouro e fornalha[editar | editar código-fonte]
É a narrativa do segundo evento envolvendo Daniel, no capitulo 3. Conta a história de Hananias, Misael e Azarias, jovens judeus deportados para a Babilônia (onde vieram a ser rebatizados como Sadraque, Mesaque e Abednego, em homenagem aos ídolos locais), que negaram a curvar-se a estátua erigida para adoração a Nabucodonosor. Eles foram lançados numa fornalha aquecida sete vezes mais que o normal, a ponto de ter matado aos carrascos quando abriram sua porta, porém os jovens escaparam ilesos mediante intervenção divina.[3][4]
Sonho da árvore[editar | editar código-fonte]
É mais um sonho de Nabucodonosor com revelação de Daniel, presente em Daniel 4, devido ao seu orgulho, foi lançado fora de sua glória, comendo capim junto aos bois e longe dos humanos, para compreender a soberania de Deus.[5]
Livro de Jeremias[editar | editar código-fonte]
No livro de Jeremias, contém uma profecia sobre a chegada do "destruidor das nações", referenciado a Nabucodonosor em (Jeremias 4:7), e sobre o Cerco de Jerusalém (597 a.C.) e de sua destruição do templo (Jeremias 52).
Nabuco, a ópera[editar | editar código-fonte]
Nabucco é uma ópera em quatro atos de Giuseppe Verdi, com libreto de Temistocle Solera, escrita em 1842. A ação da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilônia. Foi escrita durante a época da ocupação austríaca no norte da Itália e, por meio da várias analogias, suscitou o sentimento nacionalista italiano. O Coro dos Escravos Hebreus, no terceiro ato da ópera (Va, pensiero, sull'ali dorate, "Vai, pensamento, sobre asas douradas") tornou-se uma música-símbolo do nacionalismo italiano da época.
Ver também[editar | editar código-fonte]
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
- Arnold, Bill T. (2005). Who Were the Babylonians?. [S.l.]: BRILL
- Bertman, Stephen (2005). Handbook to Life in Ancient Mesopotamia. [S.l.]: Oxford University Press
- Cline, Eric H.; Graham, Mark W. (2011). Ancient Empires: From Mesopotamia to the Rise of Islam. [S.l.]: Cambridge University Press
- Dalley, Stephanie (1998). The Legacy of Mesopotamia. [S.l.]: Oxford University Press
- Foster, Benjamin Read; Foster, Karen Polinger (2009). Civilizations of Ancient Iraq. [S.l.]: Princeton University Press
- Freedman, David Noel (2000). «Nebuchadnezzar». In: Freedman, David Noel; Myers, Allen C. Eerdmans Dictionary of the Bible. [S.l.]: Eerdmans
- Lee, Wayne E. (2011). Warfare and Culture in World History. [S.l.]: NYU Press
- McKenzie, John L. (1995). The Dictionary Of The Bible. [S.l.]: Simon and Schuster
- Wiseman, D.J. (1991a). «Babylonia 605–539 BC». In: Boardman, John; Edwards, I. E. S. The Cambridge Ancient History, Volume III Part II. [S.l.]: Cambridge University Press
- Wiseman, D.J. (1991b). Nebuchadrezzar and Babylon: The Schweich Lectures of The British Academy 1983. [S.l.]: OUP/British Academy
Leituras afins[editar | editar código-fonte]
- Chapter 23, "The Chaldaean Kings" in Georges Roux, Ancient Iraq (3rd ed.). London: Penguin Books, 1992. ISBN 0-14-012523-X
- ABC 5: Chronicle Concerning the Early Years of Nebuchadnezzar
- Nabuchodonosor on the Catholic Encyclopedia
- Este artigo incorpora texto do Easton's Bible Dictionary (em inglês), obra em domínio público, publicada originalmente em 1897.
- Este artigo incorpora texto da Catholic Encyclopedia, publicação de 1913 em domínio público.
- Stefan Zawadski, "Nebuchadnezzar's Campaign in the 30th Year (575 BC): A Conflict with Tyre?" in Mordechai Cogan and Dan`el Kahn (eds), Treasures on Camels' Humps: Historical and Literary Studies from the Ancient Near East Presented to Israel Eph'al (Jerusalem, Magnes Press, 2008).
- T. E. Gaston, Historical Issues in the Book of Daniel, Oxford: Taanathshiloh, 2005
Referências
- ↑ a b c d e f g h Easton's Bible Dictionary (1897), Nebuchadnezzar [em linha]
- ↑ Foster, Benjamin Read; Foster, Karen Polinger (2009). Civilizations of Ancient Iraq. [S.l.]: Princeton University Press. ISBN 0-691-13722-6
- ↑ «Son of God or a Son of the Gods (Daniel 3:25)?». kjvonly.org. Consultado em 17 de janeiro de 2015
- ↑ «Daniel 3:28–29». Bible Gateway. Consultado em 17 de janeiro de 2015
- ↑ «Daniel 4». Bible Gateway. Consultado em 17 de janeiro de 2015
Ligações externas[editar | editar código-fonte]
- Inscription of Nabuchadnezzar. Babylonian and Assyrian Literature – tradução antiga
- Nabuchadnezzar Ishtar gate Inscrição
- Jewish Encyclopedia on Nebuchadnezzar
- Nebuchadnezzar II na Ancientopedia
| Precedido por Nabopolassar |
Rei da Babilónia 604 a.C. — 562 a.C. |
Sucedido por Evil-Merodaque |