Esagila

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Planta da área escavada do complexo do deus Marduque, na Babilônia: Templo Esagila ao sul e zigurate Etemenanki ao norte.

Esagila (em sumério: É.SAG.ÍL , lit. "casa de cabeça erguida")[1] foi um templo dedicado ao deus Marduque, o deus protetor da Babilônia, e a sua cônjuge Sarpanite. O templo ficava ao sul do zigurate Etemenanki, uma memória que foi perpetuada na cultura judaico-cristã como a Torre de Babel.

No templo, o povo adorava a estátua de Marduque, que era rodeada por imagens de culto nas cidades que haviam caído sob a hegemonia do Império Babilônico do século XVIII a.C., e havia também no interior um pequeno lago que foi nomeado Apsu pelos sacerdotes babilônicos. Esse Apsu era uma representação do pai de Marduque, Enqui, que era o deus das águas e vivia no Apsu, que era a fonte de todas as águas doces.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O templo Esagila foi completado na sua forma final por Nabucodonosor II (r. 604–562 a.C.) e se tornou o centro da Babilônia. Era composto por um pátio grande quadrado (cerca de 40×70 m), contendo uma pequena corte (cerca de 25×40 m) e o santuário central, que consistia em uma ante-sala e o que continha as estátuas de Marduque e Sarpanite.

Descobertas[editar | editar código-fonte]

De acordo com Heródoto, Xerxes possuía uma estátua que foi removida do templo de Esagila quando ele invadiu a Babilônia em 482 a.C., profanando o templo Esagila e saqueando a cidade. Alexandre o Grande ordenou que o restaurassem e o templo que continuou a ser frequentado durante todo o século II a.C., como um dos últimos redutos da cultura babilônica e da literatura na escrita cuneiforme, mas como a Babilônia foi gradualmente abandonada sob o Império Parta, o templo caiu em decadência no século I a.C.

O templo foi redescoberto por Robert Koldewey em novembro de 1900 sob uma enorme pilha de entulhos que estava sobre o templo Esagila, mas só começou a ser seriamente examinado a partir de 1910. A água do templo estragou muito a estrutura e outros materiais mais antigos. A maioria dos achados refletiam o período do Segundo Império Babilônico. Dados que foram copiados dos textos antigos de Esagila descrevem o templo Esagila antes de passar para o zigurate de Etemenanqui, ajudando na reconstrução do templo.[2] O documento, descrito por George Smith em 1872, desapareceu por algum tempo em mãos de colecionadores, antes de ressurgir e começar a ser interpretado.[3]

Referências

  1. W. F. Albright, reviewing Friedrich Wetzel and F. H. Weissbach, Das Hauptheiligtum des Marduk in Babylon: Esagila und Etemenanki in American Journal of Archaeology 48.3 (July, 1944), p. 305f.
  2. Schmid calls it the Anubelshunu Tablet (Hansjörg Schmid, Der Tempelturm Etemenanki in Babylon 1995.
  3. The tablet has been republished in emended form by A.R. George, Babylonian Topographical Texts (Louvain) 1992:418.


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