Escafismo

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Escafismo, também conhecido como suplício dos botes, foi um método de execução praticado na Pérsia antiga.

A pessoa era deitada, nua, em um bote e coberta por outra embarcação ajustável a esta, ficando de fora sua cabeça, mãos e pés. Era então forçada a ingerir leite e mel a ponto de desenvolver diarreia, enquanto mais mel era jogado em seu corpo para atrair insetos aos membros expostos. O condenado era então deixado flutuando em águas paradas ou exposto ao sol. Os vermes que surgiam em seus excrementos, junto às formigas e moscas atraídas pelo mel, iam-lhe então devorando aos poucos a carne exposta e progressivamente gangrenosa.

A ingestão de mel e leite era repetida diariamente para prolongar a tortura e evitar a morte por desidratação ou fome. A morte, quando por fim ocorria, era provavelmente consequência de uma combinação de desidratação, fome e choque séptico.

A morte por escafismo era dolorosa, humilhante e demorada. Plutarco descreve em sua biografia de Artaxerxes II que Mitríades, sentenciado à morte por escafismo pelo assassinato de Ciro, o Jovem, sobreviveu dezessete dias antes de finalmente sucumbir ao suplício.[1]

Descrição histórica[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. Artaxerxes, Plutarco (75)
  2. «Tortures and Torments of the Christian Martyrs» (em inglês). FOBO. Consultado em 22 de fevereiro de 2012