Decapitação

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A decapitação dos Santos Cosme e Damião, obra de Fra Angelico.

Decapitação é a remoção da cabeça intencionalmente ou acidentalmente de um ser vivo.

Método de execução[editar | editar código-fonte]

A decapitação é muitas vezes intencional, com o intuito de assassinar ou executar uma pessoa - através do uso de uma faca, espada, machado, guilhotina ou foice, sendo essa ferramenta a mais própria para essa prática, além de um executor e/ou carrasco exímio na prática. Decapitação também pode acontecer por acidente, através de uma explosão, acidente automobilístico ou industrial ou outro acidente violento.

A separação da cabeça do resto do corpo resulta invariavelmente em morte nos humanos: a rápida perda de sangue tanto da cabeça quanto do corpo causam uma queda drástica da pressão sanguínea, seguida de perda de consciência e morte cerebral em segundos.

Pena de morte[editar | editar código-fonte]

A decapitação foi largamente utilizada na Europa como pena de morte, mas nem sempre com caráter político, mas muitas vezes por causas religiosas. Costumeiramente, a pena de morte por decapitação era reservada geralmente para reis, nobres e líderes de rebeliões. Na atualidade ainda é utilizado na Arábia Saudita com o uso de espadas[1] . Na Índia bruxas são decapitadas por trazer má sorte e doenças.[2]

Decapitações célebres[editar | editar código-fonte]

Decapitação de São Paulo por Enrique Simonet, 1887

Decapitações na Arábia[editar | editar código-fonte]

É comum associar decapitações nos tempos contemporâneos aos países árabes. São existentes muitos vídeos na internet em que estão presentes extremistas islâmicos e rebeldes, isso pode se dar ao fato da tradição árabe de execução por este modo, pois como maior parte da Arábia é deserta e a forma de locomoção mais usada era e ainda é por animais, o melhor modo de comprovar a morte de alguém é mostrando sua cabeça. Porém, ainda hoje, esta tradição é costumeira em países como Síria, Tunísia, Paquistão, Líbia e Arábia Saudita onde é permitida a execução de condenados, com o uso de espadas. Os principais motivos destes atos são a intolerância religiosa, xenofobia ocidental, questões políticas como a Guerra Civil Síria e o Terrorismo.

Decapitações no Brasil[editar | editar código-fonte]

Como o pais lidera o número de mortes no trânsito, é nessa condição onde mais ocorre esse tipo de fato. São raros os casos de decapitações no Brasil, mas ainda são existentes em rebeliões prisionais, revoltas populares e linchamento. O caso mais antigo de decapitação nas Américas é datado de cerca de 9000 atrás[3] . O crânio foi encontrado por arqueólogos no sítio arqueológico, Lapa do Santo, no centro-leste do Brasil, e é 6000 anos mais velho que a mais antiga decapitação confirmada na América do Sul[4] .

Caso Mike[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mike, o frango sem cabeça

Entre 1945 e 1947 foi observado um frango decapitado que sobreviveu por dois anos sem cabeça.

Referências

  1. A decapitação ainda é praticada? Terra
  2. Why witches are still being beheaded in India por Nimisha Jaiswal no "GlobalPost" (2015)
  3. Oldest decapitation in New World dates back 9000 years por Michael Balter (2015) "American Association for the Advancement of Science"
  4. The Oldest Case of Decapitation in the New World (Lapa do Santo, East-Central Brazil) por André Strauss DOI: 10.1371/journal.pone.0137456 (23 de setembro de 2015)
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