Epístola aos Gálatas

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A Epístola aos Gálatas, geralmente referida apenas como Gálatas, é o nono livro do Novo Testamento[1] da Bíblia, e provavelmente uma das primeiras cartas que o apóstolo Paulo redigiu aos cristãos. Era endereçada inicialmente às igrejas da Galácia[2][3], uma região que na época era habitada por um grupo étnico de origem celta, localizada na atual Anatólia.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

I. Saudação e introdução, 1:1-9
II. Narrativa das experiências de Paulo em apoio à alegação de ser detentor do verdadeiro apostolado

1. O evangelho que prega foi recebido diretamente de Cristo, por revelação, quando ele era judeu fervoroso e perseguia a igreja, 1:10-16
2. Por vários anos, permaneceu longe da igreja em Jerusalém e trabalhou independentemente dos outros apóstolos, 1:17-23
3. Esteve sob a direção divina em seu labor entre os gentios, e no caso de Tito, um grego, havia insistido em que ficasse livre da observância da lei cerimonial, 2:1-5
4. A igreja em Jerusalém respaldou seu apostolado e seu trabalho entre os gentios, 2:7-10
5. Não vacilou em repreender Pedro, Barnabé e outros judeus cristãos quando viu que estavam cedendo a tendências cerimoniais, 2:11-14

III. A defesa da doutrina da justificação pela fé sem as obras da Lei

1. Ao mostrar a insensatez dos judeus cristãos que abandonavam a nova fé e sua luz e regressavam ao legalismo, 2:15-21
2. Ao apelar para as anteriores experiências espirituais dos gálatas, 3:1-5
3. Ao mostrar que Abraão foi justificado pela fé, 3:6-9
4. Ao mostrar que a Lei, além de não ter poder de redenção, trouxe uma maldição ao desobediente, da qual Cristo redimiu os crentes, 3:10-14
5. Ao provar que a Lei não cancelava o pacto da salvação pela fé, 3:15-18
6. Ao indicar que a Lei, como guia, tinha o propósito de conduzir a Cristo, 3:19-25
7. Ao mostrar os prejuízos dos que renunciam à fé em Cristo e voltam ao legalismo
a) Perda da bênção de sua herança como filhos de Deus e retorno ao cativeiro do cerimonialismo, 3:26—4:11
b) Perda do sentido da apreciação das obras realizadas a favor deles, 4:11-16
c) Risco de se converterem em filhos de Abraão segundo a carne, em vez de se tornarem filhos da promessa, 4:19-31
d) Perda da liberdade espiritual. também tornam sem efeito o sacrifício de Cristo por eles, 5:1-6

IV. Advertências, instruções e exortações

1. Advertências acerca dos falsos mestres e do mau uso da liberdade, 5:7-13
2. Exortações acerca da vida espiritual
a) O conflito entre a carne e o espírito, 5:17,18
b) As obras da carne excluem do Reino de Deus, 5:19-21
c) O fruto do Espírito deve manifestar-se na vida cristã, 5:22-26
3. Características da vida espiritual
a) Ajudar e levar as cargas, 6:1,2
b) Humildade, exame de consciência, confiança em si mesmo e benevolência, 6:3-6
c) A lei da semeadura e da colheita também se aplica no reino moral, 6:7,9
4. Contraste entre a doutrina dos falsos mestres e a de Paulo
a) A primeira gloria-se nos ritos cerimoniais e nas marcas da carne; a segunda, na cruz e nas marcas do Senhor Jesus, 6:12-17

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Foi escrita, provavelmente, por volta dos anos 55-60 depois de Cristo.

Seu propósito era combater os "judaizantes" (judeus que afirmam que os gentios para serem salvos, tinham que ser circuncidados e guardar todas as leis de Moisés). A epístola é uma defesa da doutrina da justificação pela fé, contém advertências contra a reversão ao judaísmo e onde há a reivindicação do apostolado de Paulo.

Esta carta tem sido chamada de A carta magna da igreja por alguns escritores. Seu principal argumento é a defesa da liberdade cristã em oposição ao ensino dos judaizantes. Os mestres judaizantes insistiam que a observância das cerimônias da lei era parte essencial do plano de salvação.

Na parte pessoal é semelhante a II Coríntios, onde Paulo conta sua conversão, defende o seu apostolado, denuncia os falsos mestres etc. Já na parte doutrinária e prática é semelhante à Epístola aos Romanos – defende a justificação pela fé em Jesus Cristo, explica a função da lei e ensina sobre a santificação.

Referências

  1. «A Formação do Novo Testamento». Portal da Sociedade Bíblica do Brasil 
  2. Pearlman, Myer (2006). Através da Bíblia. Livro por Livro 23 ed. São Paulo: Editora Vida. 439 páginas. ISBN 9788573671346 
  3. Echegary, J. González et ali (2000). A Bíblia e seu contexto. 2 2 ed. São Paulo: Edições Ave Maria. 1133 páginas. ISBN 9788527603478 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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