Eclesiastes

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Página de Eclesiastes na Bíblia de Cervera (séc. XIII), na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.

Ecclesiastes (em hebraico: קֹהֶלֶת, qōheleṯ; em grego: Ἐκκλησιαστής, Ekklēsiastēs) é o terceiro livro da terceira seção (Ketuvim) da Bíblia hebraica e um dos livros poéticos e sapienciais do Antigo Testamento da Bíblia cristã. O título "Eclesiastes" é uma transliteração da tradução grega do termo hebraico Kohelet (ou Qohelet), que significa "aquele que reúne", mas que é tradicionalmente traduzido como "professor" ou "pregador" nas traduções da Bíblia em português[1], o pseudônimo utilizado pelo autor do livro.

O livro data do período entre 450 e 180 a.C. e é da tradição de autobiografias míticas do Oriente Médio, na qual um personagem, descrevendo a si próprio como um rei, relata suas experiências e tira lições delas, geralmente auto-críticas. O autor, que se apresenta como "filho de David, rei em Jerusalém" (ou seja, Salomão), discute o sentido da vida e a melhor forma de viver. Ele proclama que todas as ações de um homem são inerentemente "hevel", um termo que significa "vãs" ou "fúteis", pois tanto os sábios quanto os tolos terminam na morte. Eclesiastes claramente endossa a sabedoria como meio para uma vida terrena bem vivida, pois, apesar desta falta de importância dos atos, o ser humano deve aproveitar os prazeres simples da vida diária, como comer, beber e se orgulhar de seu trabalho, pois são presentes de Deus. O livro conclui com um mandamento: «Teme a Deus e observa os seus mandamentos, porque isto é o tudo do homem.» (Eclesiastes 12:13).

Eclesiastes teve uma profunda influência na literatura ocidental. Nas palavras do novelista americano Thomas Wolfe, "De tudo o que vi ou aprendi, aquele livro parece-me ser o mais nobre, o mais sábio e a mais poderosa expressão da vida do homem sobre a terra — e também a maior das flores da poesia, eloquência e verdade. Não costumo realizar julgamentos dogmáticos em criação literária, mas se tivesse que realizar um, eu diria que Eclesiastes é a maior obra singular de literatura que eu conheci e a sabedoria expressada nele é a mais duradoura e profunda"[2].

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Salomão, tradicionalmente tido como o autor de Eclesiastes.
Estátua na fachada do Mosteiro de São Lourenço do Escorial, na Espanha.

Eclesiastes é apresentado como uma autobiografia de "Kohelet". A história dele é contada por um narrador, que se refere a Kohelet na terceira pessoa e elogiando sua sabedoria, mas lembrando ao leitor que a sabedoria tem suas limitações e não deve ser a principal preocupação dos homens. Kohelet relata o planejou, fez, experimentou e pensou. Sua jornada de conhecimento é, no final, incompleta. O leitor é instado a não apenas ouvir a sabedoria de Kohelet, mas a observar sua jornada em direção à compreensão e à aceitação das frustrações e incertezas da vida: a jornada em si é importante[3].

Poucas das muitas tentativas de revelar uma estrutura subjacente em Eclesiastes tiveram ampla aceitação; entre elas, a seguinte é uma das mais influentes[4]:

A. Título (1:1);

B. Poema inicial (1:2–11);

C. Investigação de Kohelet sobre a vida (1:12–6:9);

D. Conclusões de Kohelet (6:10–11:6);

a. Introdução (6:10–12)
b. O homem não tem poder para descobrir quais de seus atos são bons (7:1–8:17);
c. Homem não sabe o que virá depois dele (9:1–11:6);

E. Poema final (11:7–12:8);

F. Epílogo (12:9–14);

A maior parte, embora não todos, dos comentaristas modernos consideram o epílogo como uma adição de um escriba posterior. Alguns identificaram algumas afirmações específicas como adições posteriores cujo objetivo era tornar o livro mais ortodoxo do ponto de vista religioso (por exemplo, as afirmações sobre a justiça de Deus e a necessidade da fé ou piedade)[5].

Sumário[editar | editar código-fonte]

O primeiro versículo do livro é um sobrescrito, um equivalente antigo de um título de página: ele introduz o livro como sendo «Palavra do Pregador [Kohelet], filho de Davi, rei de Jerusalém.» (Eclesiastes 1:1)[6]. O poema introdutório, com dez versículos, são palavras do narrador e estabelecem o tom do que virá: a mensagem de Koheleté que nada tem significado[6].

Depois da introdução seguem as palavras de Kohelet. Como rei, ele experimentou de tudo e fez de tudo, mas nada é confiável no final. A morte nivela tudo. O único bem é aproveitar a vida no presente, pois a alegria é obra de Deus. Tudo está ordenado no tempo e as pessoas estão sujeitas a ele, ao contrário de Deus, que é eterno. O mundo está repleto de injustiças e apenas Deus pode julgar. Deus e humanos não pertencem ao mesmo reino e é, portanto, necessário apresentar a atitude correta perante Deus. As pessoas devem se divertir, mas não devem ser gananciosas; ninguém sabe o que é bom para a humanidade; retidão e sabedoria escapam aos homens. Kohelet reflete sobre os limites da capacidade humana: todos encaram a morte e a morte é melhor que a vida, mas devemos aproveitar a vida enquanto podemos. O mundo está repleto de riscos e ele oferece conselhos sobre como viver com risco, tanto político quanto econômico. Mortais devem aproveitar os prazeres sempre que puderem, pois pode vir um tempo no qual ninguém poderá. As palavras de Kohelet terminam com uma imagem da natureza persistindo enquanto a humanidade marcha para o túmulo[7].

O narrador retorna depois com um epílogo: as palavras do sábio são duras, mas elas são aplicadas como o pastor aplica incentivos e castigos a seu rebanho. O final original do livro era provavelmente a frase "Este é o fim do discurso" em Eclesiastes 12:13, mas o texto atual continua com uma admoestação final: "Teme a Deus" (uma frase que Kohelet sempre usa) "e observa os seus mandamentos" (um termo que ele nunca usa) "...pois Deus trará a juízo todas as obras" (Eclesiastes 12:13-14).

Composição[editar | editar código-fonte]

Título, data e autor[editar | editar código-fonte]

O título do livro é derivado do termo grego ekklesiastes, uma tradução do título pelo qual o protagonista do livro se refere a si mesmo, "Kohelet", que significa "aquele que reúne ou endereça uma assembleia"[8]. Segundo a tradição rabínica, Eclesiastes foi escrito por Salomão já idoso[9]. Uma tradição alternativa, a de que Ezequias e seus colegas escreveram Isaías, Provérbios, Cântico dos Cânticos e Eclesiastes, provavelmente significa apenas que o livro foi editado na época de Ezequias[10]. Seja como for, estudiosos críticos há muito rejeitam a ideia de uma origem pré-exílio[11][12]. A presença de palavras emprestadas do persa e aramaismos indicam uma data posterior a 450 a.C.[1]; já a data mais recente possível para sua composição é 180 a.C., quando outro escritor judeu, Ben Sira, citou-o[13]. A disputa sobre se Eclesiastes é oriunda do período persa ou helenístico (ou seja, se mais cedo ou mais tarde neste intervalo de datas) se centra no grau de helenização presente no livro. Estudiosos que defendem uma data persa (c. 450-330 a.C.) defendem que não há nenhuma influência grega[1] e os que defendem uma data helenística (c. 330-180 a.C.) argumentam que ele mostra evidências internas do pensamento e da organização social gregos[14].

Afresco com a frase "Faciendi plures libros nullus est finis" («de fazer muitos livros não há fim» (Eclesiastes 12:12)).
1738. Afresco com o motto da biblioteca da Abadia de Herrenchiemsee, na Alta Baviera, Alemanha.

Também sem solução está a questão sobre se o autor e o narrador são a mesma pessoa. Alguns estudiosos defenderam que a estrutura narrativa na terceira pessoa é um artifício literário artificial, embora a descrição de Kohelet em Eclesiastes 12:8-14) parece favorecer uma pessoa histórica cujos pensamentos foram preservados pelo narrador[15]. A questão, porém, não tem importância teológica[15], Roland Murphy comentou que o próprio Kohelet teria considerado o tempo e a engenhosidade investida em interpretar seu livro como "mais um exemplo da futilidade do esforço humano[16].

Gênero e ambientação[editar | editar código-fonte]

Eclesiastes tomou emprestada sua forma literária da tradição de autobiografias míticas do Oriente Médio, na qual um personagem, geralmente um rei, relata suas experiências e tira lições delas, geralmente auto-críticas: Kohelet, da mesma forma, se identifica como um rei, fala de sua busca por sabedoria, relata suas conclusões e reconhece suas limitações[3]. O livro pertence à categoria da literatura sapiencial, um conjunto de textos bíblicos que dão conselhos sobre a vida, reflexões sobre seus problemas e seu significado; outros livros da mesma categoria são , Provérbios e alguns dos Salmos. Eclesiastes difere deles, porém, por seu profundo ceticismo em relação à própria utilidade da sabedoria[17]. Por outro lado, Eclesiastes influenciou as obras deuterocanônicas Sabedoria de Salomão e Sirácida, ambas rejeitando a filosofia fatalista de Eclesiastes.

A literatura sapiencial era um gênero popular no mundo antigo, especialmente nos círculos dos escribas, e seu público principal eram os jovens que ambicionavam uma carreira como altos oficiais ou nas cortes reais; há fortes evidências de que alguns destes livros — ou pelo menos alguns de seus ditos e ensinamentos — era traduzidos para o hebraico e influenciaram o Livro dos Provérbios. O autor de Eclesiastes provavelmente conhecia exemplos antigos de livros desta categoria oriundos do Egito Antigo, como "Instrução de Amenemope", e da Mesopotâmia[18]. Ele pode também ter sido influenciada pela filosofia grega, especificamente pelo estoicismo, que defendia que o destino de todas as coisas estava dado, e pelo epicurismo, que defendia que a felicidade podia ser alcançada pela apreciação tranquila dos prazeres simples da vida[19].

Canonicidade[editar | editar código-fonte]

A presença de Eclesiastes na Bíblia é curiosa, pois os temas comuns do cânone hebraico — um Deus que revela e redime, que escolhe e cuida do seu povo — estão ausentes, o que passa a impressão de que Kohelet teria perdido sua fé com o passar dos anos. Um argumento comum é que o nome de Salomão carregava tamanha autoridade que assegurou sua inclusão. Porém, outras obras também tinham o nome de Salomão e foram excluídas, mesmo sendo mais ortodoxas do ponto de vista teológico que Eclesiastes.[20] Outro argumento era que as palavras do epílogo, no qual o leitor é admoestado a temer a Deus e manter seus mandamentos, a tornaram ortodoxa. Contudo, todas as tentativas posteriores de encontrar qualquer coisa no resto do livro que refletissem esta mesma ortodoxia fracassaram. Uma sugestão moderna tem sido a de tratar o livro como um diálogo no qual diferentes afirmações pertencem a diferentes vozes, com o próprio Kohelet respondendo e refutando opiniões não ortodoxas, mas não há nenhuma marcação explícita para isto no livro como há, por exemplo, no Livro de Jó. Outra sugestão é que Eclesiastes é simplesmente o mais extremo exemplo de uma tradição de ceticismo, mas nenhum dos exemplos propostos servem para indicar que Eclesiastes seja uma negação sustentada da fé e da dúvida sobre a bondade de Deus. "Sendo conciso, não sabemos por que ou como este livro acabou em tão estimada companhia" sumariza Martin A. Shields[21].

Temas[editar | editar código-fonte]

"Retrato de um jovem". "Vanitas" ("vaidade") foi um tema comum da arte ao longo dos séculos e sua origem está nos primeiros versículos de Eclesiastes (Eclesiastes 1:).
1626. Por Frans Hals, na National Gallery de Londres.

Estudiosos discordam sobre os temas principais de Eclesiastes: é positivo e afirma o valor da vida ou é profundamente pessimista?[22] Kohelet é coerente ou incoerente, perceptivo ou confuso, ortodoxo ou heterodoxo? A mensagem final do livro é copiar Kohelet, o sábio, ou evitar seus erros?[23] Por vezes, Kohelet levanta profundas questões e ele "duvidou todos os aspectos da religião, desde o próprio ideal de retidão até a já tradicional ideia de justiça divina para os indivíduos".[24] Algumas passagens de Eclesiastes parecem contradizer outras porções do Antigo Testamento e até ele próprio[22]. Uma sugestão para resolver essas contradições é ler o livro como um registro da missão de Kohelet: julgamentos contrapostos («Pelo que louvei os mortos que já morreram mais do que os vivos que ainda vivem» (Eclesiastes 4:2) versus «ara aquele que está na companhia dos vivos, há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto» (Eclesiastes 9:4)) são, portanto, provisórios e é apenas na conclusão que o veredito final é declarado (caps. 11 a 12:7). Sobre esta leitura, os ditos de Kohelet são incentivos, cujo objetivo era provocar o diálogo e a reflexão em seus leitores e não são conclusões, e não servem para conclusões prematuras ou auto-afirmativas[25].

Os temas de Eclesiastes são a dor e a frustração engendradas pela observação e meditação sobre as distorções e desigualdades do mundo, a utilidade dos atos humanos e as limitações da sabedoria e da retidão. A frase "debaixo do sol" (ou "sob o sol") aparece trinta vezes em relação a estas observações; tudo isto coexiste com uma firme crença em Deus, cujo poder, justiça e imprevisibilidade são soberanos[26]. A história e a natureza se movem em ciclos, portanto todos os eventos são predeterminados e inalteráveis, e a vida não tem significado ou objetivo: o sábio e o homem que não estuda a sabedoria irão morrer e serão esquecidos, por isso o homem deve ser reverente ("temer a Deus"), mas, nesta vida, o melhor é simplesmente aproveitar as dádivas de Deus[19].

Judaísmo[editar | editar código-fonte]

No judaísmo, Eclesiastes é lido tanto no Shemini Atzeret (pelos iemenitas, italianos, alguns sefarditas e no rito francês medieval) ou no sabá dos dias intermediários do Sukkot (pelos asquenazes). Se não houver sabá intermediário do Sukkot, mesmo os asquenazi o leem no Shemini Atzeret. Ele é lido no Sukkot como lembrete para que o fiel não se deixe levar pelas festas do feriado e também para levar a alegria do Sukkot para o resto do ano lembrando-lhes que sem Deus a vida não tem significado.

O poema final de Eclesiastes (Eclesiastes 12:1-8) tem sido interpretada no Targum, Talmude e Midrash, e também pelos rabinos Rashi, Rashbam e ibn Ezra como uma alegoria da velhice.

Catolicismo[editar | editar código-fonte]

Eclesiastes foi e é muito citado por autores influentes da Igreja Católica, como os Doutores da Igreja. Santo Agostinho citou Eclesiastes no livro XX da "Cidade de Deus".[27] São Jerônimo escreveu um comentário sobre Eclesiastes.[28] São Tomás de Aquino citou-o ("o número de tolos é infinito", uma referência a Eclesiastes 1:15) em sua "Suma Teológica".[29]

O livro continua a ser citado pelos papas modernos, incluindo São João Paulo II e o papa Francisco. João Paulo II, em sua audiência geral de 20 de outubro de 2004, chamou o autor de Eclesiastes de "um antigo sábio bíblico" cuja descrição da morte "torna o apego frenético às coisas terrenas completamente sem sentido".[30] O papa Francisco citou Eclesiastes em seu discurso em 9 de setembro de 2014. Falando sobre pessoas vaidosas, ele pergunta "Quantos cristãos vivem de aparências? A vida deles parece uma bolha de sabão".[31]

Influência na literatura ocidental[editar | editar código-fonte]

Eclesiastes teve uma profunda influência sobre a literatura ocidental. Ele contém diversas frases que ressoam ainda hoje em muitas culturas, como «nada há melhor debaixo do sol do que comer, beber e alegrar-se» (Eclesiastes 8:15), «nada de novo sob o sol» (Eclesiastes 1:9), «Há tempo de nascer e tempo de morrer» (Eclesiastes 3:2) e «vaidade de vaidades, tudo é vaidade» (Eclesiastes 1:2).[32] A abertura do Soneto 59 ("If there be nothing new, but that which is Hath been before, how are our brains beguil'd" - "Se não há nada de novo, mas o que é já foi antes, como se engana nossa mente"), de William Shakespeare, é uma referência a «O que tem sido é o que há de ser; e o que se tem feito é o que se há de fazer: nada há que seja novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se diz: Vê, isto é novo? ela já existiu nos séculos que foram antes de nós.» (Eclesiastes 1:9-10). Em sua obra "Uma Confissão", Leo Tolstoy descreve como a leitura de Eclesiastes afetou sua vida. O título da primeira novela de Ernest Hemingway, "The Sun Also Rises" é uma referência a «Nasce o sol, e põe-se o sol, dirigindo-se arquejante para o lugar, em que vai nascer.» (Eclesiastes 1:5).

Referências

  1. a b c Seow 2007, p. 944.
  2. Christianson 2007, p. 70.
  3. a b Fox 2004, p. xiii.
  4. Fox 2004, p. xvi.
  5. Fox 2004, p. xvii.
  6. a b Longman 1998, pp. 57–59.
  7. Seow 2007, pp. 946–57.
  8. Gilbert 2009, pp. 124–25.
  9. Brown 2011, p. 11.
  10. Smith 2007, p. 692.
  11. Fox 2004, p. x.
  12. Bartholomew 2009, pp. 50–52.
  13. Fox 2004, p. xiv.
  14. Bartholomew 2009, pp. 54–55.
  15. a b Bartholomew 2009, p. 48.
  16. Ingram 2006, p. 45.
  17. Brettler 2007, p. 721.
  18. Fox 2004, pp. x–xi.
  19. a b Gilbert 2009, p. 125.
  20. Diderot, Denis (1752). Canon. [S.l.: s.n.] pp. 601–04 
  21. Shields 2006.
  22. a b Bartholomew 2009, p. 17.
  23. Enns 2011, p. 21.
  24. Hecht, Jennifer Michael (2003). Doubt: A History. New York: Harper Collins. 75 páginas. ISBN 978-0-06-009795-0 
  25. Brown 2011, pp. 17–18.
  26. Fox 2004, p. ix.
  27. Agostinho, Cidade de Deus The Book XX. Accessed 2015-06-28.
  28. São Jerônimo, Comentário sobre Eclesiastes.
  29. São Tomás de Aquino, Summa Theologica.
  30. Manhardt, Laurie (2009). Come and See: Wisdom of the Bible. [S.l.]: Emmaus Road Publishing. p. 115 
  31. Papa Francisco. «Pope Francis: Vain Christians are like soap bubbles» (em inglês). Radio Vaticana 
  32. Hirsch, E.D. (2002). The New Dictionary of Cultural Literacy. [S.l.]: Houghton Mifflin Harcourt. p. 8 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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