Biblioteca Nacional de Portugal

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Biblioteca Nacional de Portugal

Biblioteca Nacional de Portugal - logo.png
Biblioteca Nacional de Portugal 9296.jpg
Biblioteca Nacional de Portugal em Lisboa
Organização
Natureza jurídica Serviço central da administração direta do Estado
Missão Proceder à recolha, tratamento e conservação do património documental português, em língua portuguesa e sobre Portugal
Dependência Governo de Portugal
Chefia Maria Inês Cordeiro, Diretora-geral
Documento institucional Lei Orgânica da BNP
Localização
Jurisdição territorial  Portugal
Sede Lisboa
38° 45' 4" N 9° 9' 9" O
Histórico
Criação 29 de fevereiro de 1796 (220 anos) [1]
Sítio na internet
www.bnportugal.pt
Notas de rodapé
[1] como Real Biblioteca Pública da Corte

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), localizada na Cidade Universitária de Lisboa, é a depositária do maior património bibliográfico de Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

A biblioteca foi criada por alvará de 29 de Fevereiro de 1796, com o nome de Real Biblioteca Pública da Corte, tendo como objetivo o acesso do público geral ao seu acervo, desta forma contrariando a tendência europeia da época de disponibilizar apenas para sábios e eruditos os tesouros manuscritos e impressos da sua Biblioteca Real.

Sede[editar | editar código-fonte]

A sua localização no lado poente do jardim do Campo Grande e o projeto arquitetónico foram aprovados pelo governo de António Oliveira de Salazar, devido à exiguidade do Convento de São Francisco, onde se encontrava. A arquitetura deste edifício de raiz é da autoria de Porfírio Pardal Monteiro e de grande modernidade para a época. A Torre de Depósitos, com 13 pisos [10 de livros, revistas, jornais, partituras, arquivos e documentação], é feita de betão armado e dotada de monta-livros assim como de instalação pneumática para receção de requisições. Foram integrados elementos com desenho vanguardista, como o recreio circular do pátio central exterior, para apoio a um infantário, existente entre 1974 e 2007[1]. A transferência dos materiais para o edifício atual ocorreu em 1969, ano em que foi foi inaugurado.

A ampliação e remodelação da Torre de Depósitos, que lhe acrescentou 6300 m², ocorreu entre 2008 e 2011, tendo ainda a remoção de importantes quantidades de amianto sido efetuada nesse período[2].

E considerada um imóvel de interesse público.

Missão e atribuições[editar | editar código-fonte]

A Biblioteca Nacional de Portugal tem como missão reunir, proteger e disponibilizar todo o conhecimento produzido em território português. Com uma coleção que ultrapassa três milhões de peças, as suas atribuições são: reunir, conservar e difundir o património documental português. No decorrer dos seus duzentos anos, reuniu o seu acervo seja por meio de depósito legal ou pela aquisição de obras de reconhecido valor bibliográfico ou cultural.

E considerada como centro nacional de informação bibliográfica e coopera com instituições congéneres nacionais e estrangeiras através da Base Nacional de Dados Bibliográficos (PORBASE),[3] por causa da sua rede de informação, que possibilita a cada utilizador o acesso aos serviços desta Biblioteca sem limite de espaço e tempo. A Biblioteca Nacional é uma das entidades fundadoras do serviço The European Library, que visa a disponibilizar via internet o acesso ao espólio cultural europeu.

Acervo[editar | editar código-fonte]

Periódicos[editar | editar código-fonte]

A Coleção de Periódicos compreende cerca de 50 mil títulos de jornais e outras publicações em série, dos quais 12 mil são títulos portugueses correntes e cerca de 240 estrangeiros também em publicação, com destaque para a produção brasileira.

Deste acervo fazem parte a imprensa de Lisboa e Porto de expansão nacional, a imprensa regional, o boletim paroquial, o jornal escolar, os relatórios e contas e os anuários das mais diversas empresas e instituições.

A maior parte dos jornais e revistas portuguesas referem-se aos séculos XIX e XX, existindo no entanto também jornais dos séculos XVII e XVIII, de que são exemplos a Gazeta da Restauração (1640), o primeiro periódico português e a Gazeta de Lisboa (1715). Os jornais africanos, macaenses e goeses constituem núcleos de particular interesse, apresentando títulos como o Arauto Africano (Luanda, 1889), o Lourenço Marques Guardian (1905), o Correio de São Tomé (1887), a revista Claridade (Cabo Verde, 1936), A abelha da China (Macau, 1822) ou O cronista de Tissuary (Nova Goa, 1866).

A Biblioteca Nacional de Portugal desenvolveu um programa de microfilmagem das suas coleções, incidindo principalmente sobre jornais portugueses publicados nos séculos XIX e XX.

Manuscritos[editar | editar código-fonte]

A Área de Manuscritos reúne atualmente seis Coleções, constituídas por documentos de biblioteca e, em menor número, por espécies de arquivo, num total de cerca de 15 066 códices e cerca de 36 000 manuscritos avulsos, de diversos géneros, tipologias e proveniências, cujos limites cronológicos se situam entre os séculos XII e XX.

Coleções patrimoniais e arquivos[editar | editar código-fonte]

A Área de Arquivo Histórico reúne fundos e coleções constituídas por documentos de arquivo de diversas proveniências e cujos limites cronológicos se situam entre os séculos XI e XX. Predominam os arquivos pessoais e de família, embora existam igualmente fundos ou partes de fundos da administração central e local, judiciais, notariais, eclesiásticos - sobretudo de ordens religiosas, económicos, de irmandades, confrarias e misericórdias, para além do Arquivo Histórico da Biblioteca Nacional de Portugal.

Estes fundos e coleções resultam de incorporações resultantes da extinção das ordens religiosas, em 1834, e das que se seguiram à implantação da República, e ainda de compras e de doações. Estão classificadas em: Cartografia, Espólios Literários, Fundo Geral, Iconografia, Impressos Raros, Leitura Especial (para deficientes visuais) e Música.

O acesso aos fundos e coleções do Arquivo da BNP é facultado na Sala de Leitura de Reservados.

Museu do Livro[editar | editar código-fonte]

O Museu do Livro é um museu dedicado à história do livro. Está inserido no Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro no Campo Grande, em Lisboa. É um espaço dedicado ao livro antigo, contando regularmente com exposições temporárias temáticas, como por exemplo "O Japão em fontes documentais dos séculos XVI e XVII",[4] "O livro e a iluminura judaica em Portugal no final da Idade Média",[5] e "A biblioteca do Embaixador: os livros de D. García de Silva y Figueroa (1614-1624)[6]

Em seu acervo[7] constam obras como Ilustração da Árvore Genealógica da Sereníssima casa de Bragança (Séc. VIII, por José Faria), Crónica de D. Pedro (D. Fernando) (Séc. XVI, por Fernão Lopes), Compromisso da Irmandade dos Clérigos da Caridade Instituída na cidade de Lisboa (1592), Regra de Santa Clara (1523), entre outros.

Lista de bibliotecários-mores e directores[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=7085
  2. http://boasnoticias.sapo.pt/mobile/noticias.php?id=2642
  3. «Base Nacional de Dados Bibliográficos». PORBASE - Base Nacional de Dados Bibliográficos. 
  4. «Exposição «Onde os nossos livros se acabam, ali começam os seus...» – O Japão em fontes documentais dos séculos XVI e XVII». Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar. 2015. Arquivado desde o original em 26 de setembro de 2015. Consultado em 26 de setembro de 2015. 
  5. «O livro e a iluminura judaica em Portugal no final da Idade Média». Biblioteca Nacional de Portugal. 2015. Arquivado desde o original em 26 de setembro de 2015. Consultado em 26 de setembro de 2015. 
  6. «A biblioteca do Embaixador: os livros de D. García de Silva y Figueroa (1614-1624)». Biblioteca Nacional de Portugal. 2014. Arquivado desde o original em 27 de setembro de 2015. Consultado em 27 de setembro de 2015. 
  7. Isabel Vilares Cepeda. Biblioteca Nacional de Portugal, : . Museu do Livro. exposição permanente de história do livro [S.l.: s.n.] ISBN 9725650913. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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